Depois do Trauma

Ana G.

Arquivo de Novembro, 2007

Surpresa?

Publicado por Ana G. em Novembro 29, 2007

Olha que estranho… afinal não é obrigatório ter depressão decorrente de uma lesão medular

:-O

Pelo menos é o que dizem os últimos estudos publicados…

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… and the Oscar goes… :)

Publicado por Ana G. em Novembro 26, 2007

O Criancices entendeu que este espaço até não é um mau blog, por isso resolveu atribuir-lhe esse distinto prémio, deixando-me humildemente agradecida e dando origem a que pudesse fazer o mesmo aos blogs que aprecio e que visito diariamente.

As regras de atribuição do prémio “Diz que até não é um mau blog” são:

  • Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considera serem bons (entende-se como bons blogs aqueles que visita regularmente e onde deixa os seus comentários;
  • Apenas  se recebeu o prémio deve escrever um post com:
    • o link do blog que lhe atribuiu o prémio
    • a tag do prémio
    • as regras
    • a indicação dos 7 blogs a quem atribuí o prémio
  • Deve exibir orgulhosamente a tag do prémio no seu blog, com o link para o blog que lhe atribuiu o prémio;
  • (opcional) Colocar link do blog que criou este prémio (Nós por Cá)

And now…….. the Oscar goes ………. :D

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Dicas

Publicado por Ana G. em Novembro 22, 2007

A propósito de um artigo que estive a ler, com alternativas para mulheres com dificuldades na sua sexualidade, é interessante deixar aqui algumas dicas para ‘fazer amor sem sexo’. É um desafio que deixo aos Maridos e/ou outros, e digo desafio para não dizer Milagre :D

Ora tentem lá… é que não custa nada, quer dizer, se não querem perder as vossas amadas não custa nada, mas se as quiserem perder mais tarde ou mais cedo, não liguem nenhuma a isto e continuem a ser como são, másculos e distraídos :D

  • dizer-lhe que a quer

  • abraçá-la

  • beijá-la

  • mandar-lhe flores

  • pegar-lhe na mão

  • ter conversas profundas

  • tratá-la com carinho

  • sorrir-lhe

  • escrever-lhe um poema

  • dançar com ela

  • desabafar problemas

  • contar-lhe os seus sentimentos

  • simplesmente estarem juntos

  • levá-la a dar uma volta

  • dizer-lhe que não quero estar com nenhuma outra

  • levá-la a um drive-in

  • perguntar-lhe como se sente

  • solucionar as brigas

  • dizer-lhe que tem orgullo nela

  • gostar dos seus amigos

  • irem juntos a um concerto

  • dar-lhe um presente

  • verem juntos as estrelas

  • partilhar os gostos

  • beijá-la na orelha

  • sussurrar-lhe que a quer

  • tratá-la com carinho

  • recordar-lhe um bom momento

  • visitar a sua família

  • escrever-lhe cartas de amor

  • telefonar-lhe só para dizer ‘olá’

  • enviar-lhe beijos com um sopro

  • dar-lhe uma aliança

  • ira um lugar especial

  • ter um romântico picnic no parque

  • demonstrar-lhe o seu carinho

  • falar acerca dos motivos para terem ou não sexo

  • comprar-lhe coisas bonitas

  • irem nadar juntos

  • passearem juntos

  • ser o seu melhor amigo

  • sentar-se e conversar

  • estarem um ao pé do outro

  • partilharem os pensamentos

  • beijar-lhe o peito

  • cantar-lhe uma canção

  • fazer as coisas que faziam quando se conheceram

  • pedir-lhe para estarem mais tempo juntos

  • ter uma relação estreita

  • ajudar nas tarefas de casa

  • comunicar

  • dizer-lhe que se preocupa com ela

  • acariciá-la

  • defendê-la

  • dizer-lhe que estará sempre alí para ela

  • ser sensível

  • escutar

  • fugir à rotina

  • passear

  • dizer-lhe que gosta da forma como ela o trata

  • respeitar-se mutuamente

  • comprar-lhe algo sentimental

  • nunca abandoná-la

  • cozinhar

  • tocá-la simplesmente

  • deixar-lhe um recadinho de amor no bolso

  • dedicar-lhe uma canção

  • dizer-lhe que a ama em todas as línguas que conhece

  • convidá-la para jantar num restaurante romântico

  • prestar atenção aos seus gostos e manias

  • gravar um coração numa árvore e escrever os dois nomes no centro

  • tratá-la como uma rainha

  • dormirem abraçados

  • confiarem um no outro

  • apoiarem-se mutuamente

  • convidá-la para o cinema

  • cuidar dela se estiver doente

  • ter uma fotografia dela na carteira

  • levá-la a ver o por-do-sol

  • abraçá-la

  • contemplarem juntos a lua

  • ser fiel

  • partilhar os segredos

Maridos e/ou outros: depois contem-me se conseguiram e quais são os resultados ;)

Mulheres: se acontecesse tudo isto era mesmo Natal, hein?! :D

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no hope

Publicado por Ana G. em Novembro 19, 2007

“(…) 

- Começaste a lidar com a realidade da tua lesão, já estás aqui há algum tempo… qual é a dificuldade maior? O que é mais doloroso para ti?

- Não sentir as partes que eu curtia sentir.

- Que partes?

- O rabo e o pénis.

- Isso é o que te chateia mais?

- Sim.

- Como é que está a questão do controlo dos esfíncteres?

- Não custa muito mas eu não me estou a ver assim a fazer estas cenas quando sair daqui.

- Mas vais fazer.

- Também não me estou a ver fazer a minha vida de cadeira de rodas, não sei, acho esquisito.

- O teu futuro?

- Sim, tudo, não me tou a ver.

- Mas agora é natural, é um período de adaptação…

- Mas tu nunca te consegues adaptar a isto.

- Como sabes?

- Sei lá, eu penso, é verdade, tu nunca te consegues adaptar a uma coisa destas que te aconteceu. Vais tentar mentalizar-te que tem que ser assim.

- E é isso que tu tens estado a fazer?

- Mais ou menos.

- Como é que fazes isso?

- Eh… tento falar mais com os meus colegas mas ao mesmo tempo vai-me metendo mais mal.

- A falta de sensibilidade do pénis.. em que pensas que isso vai influenciar o teu futuro?

- Nunca mais me vou sentir à vontade com ninguém.

- Mas existem imensas técnicas para resolver essa situação…

- Ai é? O quê?

- Depende, tem que se estudar o teu caso…

- Mas isso… hum… ó pá… não sei… fico muito inseguro.

- Era uma coisa muito importante para ti?

- Era uma daquelas coisas que fazia parte do curtir a vida.

- Praticavas sexo com muita frequência?

- Mais ou menos. E agora tipo já não ligo às gajas, tipo já não me diz nada, aprecio mas não me diz nada.

- Então quer dizer que as miúdas representavam o teu pénis a funcionar… é? Pénis igual a miúdas… miúdas igual a pénis…

- Não… é um bocadinho, mas não é tudo… já não me entusiasmam, já não há aquela cena em conhecer uma gaja, Dantes até tinha gozo em conhecer uma gaja, agora já não.

- Mas isso tem a ver com o teu pénis ou com a tua insegurança?

- Com tudo.

- Sentes-te diminuído em relação aos outros rapazes?

- Também. Tem a ver com tudo, com tudo.

- Sabes que com o tempo as coisas vão ao lugar e tu ainda tens muito pouco tempo de lesão e ainda estás muito triste com todas essas coisas. Se pudesses o que fazias agora?

- Olha fechava-me em casa e não saía de lá.

(…)”

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Lianza e as simples e breves palavras sábias…

Publicado por Ana G. em Novembro 18, 2007

“… se bem que o portador de lesão medular apresente alterações na função sexual, a sua feminilidade ou masculinidade persistem, já que estas são inerentes ao ser humano e influenciadas por factores genéticos, físicos, emocionais e culturais.”

Publicado em LVM - SCI | 9 Comentários »

Mecanismos de Coping :)

Publicado por Ana G. em Novembro 15, 2007

 

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Mitos

Publicado por Ana G. em Novembro 14, 2007

Em ‘conversas de corredor’ as ideias pré-concebidas acerca da sexualidade dos lesionados vértebro-medulares despacientam-me cada vez mais e confesso, chego a perder a vontade de explicar tudo outra vez. Mas estas pessoas não sabem a diferença entre o sexo e a sexualidade? Refiro-me a profissionais que teriam a obrigação (pela sua proximidade) de conhecer melhor estes meandros que a maioria das restantes pessoas… Pois, mas não, não sabem a diferença e a facilidade de catalogar tudo como idêntico, semelhante ou igual, cria mitos:

  • As pessoas de cadeira de rodas não são atractivas.
  • É uma tragédia estar numa cadeira de rodas, por isso devem ser venerados.
  • Os lesionados vértebro-medulares não podem ter filhos.
  • A lesão medular impede que estas pessoas sintam desejo sexual.
  • A incontinência faz com que o acto sexual seja desagradável e acaba por anular a relação.
  • A pessoa com lesão medular não experimenta orgasmos.
  • A lesão medular pode ser passada aos filhos caso consigam tê-los. 

É preciso sublinhar vezes sem conta que as pessoas com lesão vértebro-medular podem exercer uma sexualidade plena e em harmonia. Educar é urgente e fundamental. Educar socialmente e pessoalmente para que haja um re-descobrir de novos prazeres e desejos, um conhecimento do seu novo corpo. Tudo isto pode ser aproveitado de uma forma apaixonante. É tudo uma questão de atitude!

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Fóruns

Publicado por Ana G. em Novembro 13, 2007

A web coloca ao nosso dispor fóruns de participação nas mais variadas temáticas e com os mais diversos propósitos. Nesta investigação, como em todas as outras, tudo o que lhe estará de alguma forma inerente tem que ser muito pensado, muito equacionado e muito explorado. Os fóruns não escapam a essa operacionalização. A importância de elaborar um levantamento destas “salas de conversa” tomou corpo quando os participantes do estudo começaram a falar nelas como mecanismo de ajuda.

Quem investiga nem sempre está a par das implicações que um pequeno detalhe possa ter. É por isso que é tão importante saber ouvir os outros e pensar muitas vezes em cada palavra proferida. As palavras não deviam ser para deitar fora como tantas vezes por aí se vê. Atentar naquilo que ouvimos é, sem dúvida, um caminho brilhante para o crescimento interior.

A espaços deixarei aqui alguns exemplos de fóruns disponíveis para o assunto que investigo. Infelizmente em Portugal existe pouca opção. Se descobrirem fóruns versados nesta temática, por favor informem.

- Forum – Handicap et Sentiments -  

- Forum – Portal do Cidadão com Deficiência -

- Forum – c5c6csex.com -

- Forum – Paraplegics and weelchair users paralyzed with a spinal cord injury -

 

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O verdadeiro amor faz-nos tão bem…

Publicado por Ana G. em Novembro 7, 2007

 

Amanhã é dia de …………….

 ………………………. MIMOOOOOOOS

:)

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Locus de Controlo

Publicado por Ana G. em Novembro 6, 2007

O Locus de Controlo é um componente essencial na conduta humana motivada pela sua necessidade de dar sentido aos acontecimentos que nos rodeiam, para predizer e antecipar eventos, para sentir-se dono e senhor de opções e tomadas de decisão. O Locus, pode assim, definir-se como o grau em que a pessoa percebe os resultados como contingentes da sua conduta e se refere à crença que a sua resposta influenciará ou não as consequências dos seus esforços.

Uma pessoa com um Locus de Controlo Externo crê ter pouco controlo sobre a sua vida e não encontra relação entre os seus comportamentos e os sucessos, percebendo-os como sendo sorte ou azar ou o destino. Pelo contrário, uma pessoa com Locus de Controlo Interno acredita que as suas atitudes têm relação directa com as consequências.

Apesar da falta de sistematização nas investigações acerca da expectativa de Locus de Controlo na Psicologia da Reabilitação, a introdução da perspectiva do stress no estudo da adaptação à lesão vértebro-medular, mostra-nos a importância do investimento em constructos como a ilusão de controlo, a ilusão e a esperança, as crenças irreais, a negociação com a realidade, a busca de sentido e a crença num mundo justo, constructos estes que facilitam o nosso entendimento relativamente ao processo de adaptação cognitiva à lesão vértebro-medular.

As investigações acerca do Locus destacam o papel das variáveis cognitivas nas reacções e nas condutas da pessoa com lesão medular durante o processo de reabilitação. A satisfação e o bem-estar psicológico durante a reabilitação estão relacionados com as expectativas de recuperação e os resultados que se vão obtendo. Assim, quando a recuperação não é possível, ou pelo menos não o é totalmente, as expectativas de controlo assumem um papel importante na motivação.

Então, os estudos sobre o Locus das pessoas com lesão vértebro-medular têm perseguido os seguintes objectivos:

1. Investigar a relação entre o Locus e a adaptação psicológica, entendida como ausência ou presença de depressão;

2. Estudar a existência de um Locus característico dos lesionados vértebro-medulares como resultado do impacto da lesão

Os dados revelam que as pessoas com LVM com Locus de Controlo Externo obtem pontuações mais altas em depressão, especilmente na fase aguda da reabilitação, junto com uma menor auto-estima, desesperança e atitudes mais fatalistas do que o grupo de controlo. Pelo contrário, as pessoas com LVM com Locus de Controlo Interno, para além do bem-estar psicológico, apresentam uma conduta mais apropriada, um período de tempo de reabilitação menor e um maior envolvimento nas actividades de auto-cuidado pessoal e prevenção de úlceras de pressão.

Relativamente à segunda linha de investigação que defende a hipótese de existência de um Locus que caracterize as pessoas com LVM, não foram encontrados dados e apoio empírico que suportem esta teoria. Os resultados mostram a ausência de relação entre o Locus e as variáveis (tipo de lesão, idade, tempo decorrido…).

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