Depois do Trauma

Ana G.

Arquivo de Dezembro, 2007

Testes com chip implantado no cérebro

Publicado por Ana G. em Dezembro 28, 2007

‘O físico Stephen Hawking é mundialmente conhecido, tanto pelo seu trabalho de divulgação científica, quanto pela sua capacidade de comunicar, apesar da doença degenerativa que o imobiliza há anos. Na sua última aparição pública, no final do ano passado, comunicava acionando o computador apenas com o movimento dos olhos, o último que lhe resta.
Agora, os deficientes físicos, mesmo aqueles totalmente paralisados, têm uma nova esperança. A FDA, órgão de saúde norte-americano, liberou os primeiros testes clínicos com uma nova tecnologia, que permite que uma pessoa controle um computador por meio de um chip implantado em seu cérebro.
Chamada BrainGate (”portal do cérebro”), a nova interface neural foi projectada para permitir que os deficientes com imobilidade motora possam comunicar, ou mesmo accionar equipamentos por meio de um computador, como telefones, TV, as luzes da casa ou qualquer outro dispositivo que possa ser acoplado ao PC.O chip implantado no cérebro é um sensor do tamanho de um comprimido, que contém centenas de finíssimos eletrodos de ouro. No caso do BrainGate, ele é implantado na área do cérebro responsável pelos movimentos. Mas, noutras aplicações, poderá também ser implantado em outras áreas do cérebro, responsáveis por outros processos corporais.

O princípio de operação por detrás do BrainGate é que, com a função cerebral intacta, os sinais cerebrais são gerados mesmo que eles não sejam enviados ou não cheguem até os braços, mãos e pernas. Os sinais são interpretados e traduzidos em movimentos do cursor na tela, permitindo que, literalmente, o usuário controle o computador com o pensamento.

A empresa fabricante do dispositivo, a Cyberkinetics, anunciou que está aprimorando o sistema para que ele possa controlar diretamente dispositivos robóticos, como uma cadeira de rodas inteligente, sem depender da ligação a um computador externo.

Embora em um futuro ainda mais distante, a empresa afirma também que, potencialmente, seu sistema poderá ser utilizado para restabelecer o movimento de braços e pernas em alguns tipos de deficiência motora.’

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zileF lataN

Publicado por Ana G. em Dezembro 21, 2007

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NFI – Narrative Form Index – continuação

Publicado por Ana G. em Dezembro 18, 2007

 …

Para utilizar a NFI deve-se começar por anotar as 4 colunas verticais que organizam cada uma das entradas:

 

 Termo  Definição  Esquema  Exemplo
         

Este é o elemento da narrativa que a entrada descreve e que mais tarde resulta numa ‘variável narrativa’ para a análise da matriz.

         

Esta é uma lista das várias características dos termos narrativos, enfatizando as definições mais acessíveis para o investigador.

 

Esta é a codificação da experiência baseada na forma narrativa que permite um modo perceptivo organizado do contexto.

As perguntas esquemáticas desta coluna permitem ao utilizador verificar se os principais critérios foram alcançados e assim se a forma narrativa foi reconhecida cognitiva e objectivamente. Nem todos os critérios devem ser conhecidos para determinar a forma, mas formas mais óbvias conhecerão a maioria dos critérios.

         

Esta coluna promove uma ilustração da forma narrativa, para elucidar a definição e permitir a prática para o investigador, aplicando os critérios.

O NFI inclui 52 formas narratologicas (NS), seguidas de 43 formas contextuais (CS) e 18 elementos holisticos (HS). As 52 formas narratologicas são subcategorizadas adicionalmente por tipo de narrador, tempo, características de espaço ou de situação, forma narrativa e fluxo. As CS incluem subcategorias acerca do modo como as narrativas são moldadas, ambiente de referências e relação. As HS incluem subcategorias de características genéricas e expandidas. 

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amigos que nos fomentam a procrastinação :)

Publicado por Ana G. em Dezembro 14, 2007

 …

O nosso querido L’etranger vingou-se (deve ser escorpião) e resolveu dar-me uma missão terrível, bem como promover a minha característica mais acentuada (eu não queria procrastinar, atenção). Instigou-me a escolher os meus 6 filmes favoritos. Ele sabe que isso é impossível. Ora, imagine-se, em 39 anos de vida escolher 6 filmes… GOD!!! Seria outra tese de doutoramento :D

Pensei, pensei e vou fazer a coisa de maneira diferente. Vou apontar os que neste momento da minha vida sobressaíram dos meus neurónios… pode ser que queira dizer alguma coisa, até é um exercício giro e excêntrico :D

Aqui vai (não por ordem de preferência nem de visualização): 

Closer – porque me fez um click de arrependimento ;)

Realizado por Mike Nichols e escrito por Patrick Marber, foca uma realidade provável do nosso quotidiano e, obviamente, porque utiliza vários trechos da ópera Così fan tutte de Mozart e, como sabem, eu adoro óperas. Comprei a banda sonora ;)  

Notting Hill – porque tem uma das bandas sonoras da minha vida e não só ;)

Realizado por Roger Michell e argumento de Richard Curtis, apesar da sua fantasia romântica muito pouco provável, marcou um período inesquecível da minha vida. Tenho a banda sonora ;)  

The End of the affair – porque apesar do fim triste foram felizes para sempre.

Com Neil Jordan como realizador, este filme fez-me voltar à sala de cinema para o rever. Raros filmes me fazem isto. Comprei a banda sonora, para variar ;)  

Les uns et les autres – O primeiro filme a sério que vi na vida. Tinha 13 anos e fiquei estarrecida com o poder da música clássica. Aqui já eu era uma chata da música :)

Realizado por Claude Lelouch, aborda a sensibilidade que as pessoas ligadas à música e à dança possuem e tudo o que vivem em prol disso. 

E pronto.

Ah… espera… faltam dois… pois… ok, vou guardar para os que ainda estão para vir. Desculpas, L’etranger? ;)  

Agora, a esfregar as mãos: 

Gu (sorry, mas está a nevar e como não podes andar na rua, assim tens distracção)

JER (como não tens nada para fazer e a tua vida é um perfeito tédio, toma lá!)

MM (começa a ficar sem desculpas, hein?)

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Resiliência

Publicado por Ana G. em Dezembro 13, 2007

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a

new

life

slowly

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Luís Vaz.

Publicado por Ana G. em Dezembro 12, 2007

O estudante da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), ferido durante uma praxe, há duas semanas, ficou paraplégico, na sequência do traumatismo vertebromedular que sofreu. há, entretanto, alguma expectativa de recuperar a nível dos membros superiores, admite Deolinda Portelinha, directora clínica do CHC (Centro Hospitalar de Coimbra), em cujo Serviço de Neurocirurgia o jovem está a convalescer da intervenção que foi submetido dois dias depois do acidente.

Luís Vaz, de 20 anos, “apresenta algumas alterações a nível dos membros superiores”, que movimenta com “algumas dificuldades”, disse, à Lusa, Deolinda Portelinha. E poderá recuperar, “pelo menos parcialmente, a capacidade motora e alguma sensibilidade dos membros superiores”, admite ainda aquela responsável, revelando que o jovem deverá ser transferido, após o período de convalescença naquela unidade de saúde, para o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro, na Tocha (Cantanhede).

“Nesta fase, é muito difícil avaliar o nível de recuperação”, afirma, ao DN, um médico do CHC, sublinhando que ela depende essencialmente da terapêutica seguinte, isto é, dos tratamentos e capacidade de resposta do doente no Centro de Medicina de Reabilitação.

Não é, por isso, de afastar, a possibilidade de Luís Vaz “recuperar totalmente a capacidade motora dos membros superiores”, mas “é ainda muito cedo para adiantar qualquer prognóstico”.

Para já, “é complicado saber até que ponto ele pode ou não recuperar os movimentos e sensibilidade dos membros superiores”, insiste o mesmo clínico, considerando que, normalmente, “este tipo de situações deixam sempre marcas”.

Luís Vaz, aluno do terceiro ano da licenciatura de Engenharia do Ambiente, na ESAC, sofreu o traumatismo vertebromedular no dia 28 de Novembro, depois de se ter lançado de cabeça, através de um escorrega, para um pequeno lago em forma de banheira, que continha palha e água (em substituição de dejectos animais, que são proibidos pelo Conselho Directivo da escola).

A brincadeira, que atirou o jovem para uma cadeira de rodas, integrava-se nas actividades da Real Praxe daquele estabelecimento de ensino superior, no âmbito da “recepção ao caloiro”.

DN, 12-12-2007

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NFI – Narrative Form Index

Publicado por Ana G. em Dezembro 10, 2007

NFI – B version – interpretação das narrativas em lesões vértebro-medulares

Aspectos que devem estar presentes no NFI:

  • características do narrador
  • dimensões espaciais e temporais                                
  • qualidades de forma e fluência da narrativa
  • compreensões holísticas e contextuais (aumenta a capacidade de analisar a narrativa)

Para agrupar conceitos a NFI é organizada em 3 sub-índices de narrativas:

  • sub-índice narratológico (NS)
    • formas expressivas, elementos e modelos usados pelos participantes da investigação.
  • sub-índice contextual (CS)
    • capta os elementos contextuais da narrativa para análise considerando como referencial o meio ambiente e os aspectos da narrativa.
  • sub-índice holístico (HS)
    • considera ideologias, temáticas, metáforas ou outras qualidades ambíguas que não podem ser distinguidas como características isoladas. Descreve/avalia as narrativas como um todo, contribuindo assim para a análise da narrativa completa.

 

 

 

Sub-índice narratológico (NS)

 

 Sub-índice contextual (CS)

 

Sub-índice holístico (HS)

 

Narrativa como texto

 

Narrativa como contexto

 

Narrativa completa 

 

Marcas

Modelos

Estruturas

Desenvolvimentos

Tempo e espaço

Autores, etc

 

Ambiente

Interior/exterior

Narrativa

Textos aliados

Referencias

Alusões, etc

 

História

Mensagem

Impressão

Metáforas

Temas

Aparências, etc

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Divulgação

Publicado por Ana G. em Dezembro 6, 2007

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Ainda a propósito do Post anterior…

Publicado por Ana G. em Dezembro 1, 2007

… vejam bem o INACREDITÁVEL comentário deste ser humano ao que aconteceu:

«Foi uma reacção inusitada. Se calhar quis fazer uma manobra de exibição», disse o presidente do Conselho Directivo da ESAC, Carlos Dias Pereira.

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Ele só queria divertir-se…

Publicado por Ana G. em Dezembro 1, 2007

Um estudante da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) que sofreu, quarta-feira, um traumatismo vértebro-medular no âmbito de uma actividade de praxe foi operado hoje de manhã no Hospital dos Covões, revelou fonte do estabelecimento.

O jovem, de 20 anos, sofreu um traumatismo vértebro-medular na região cervical que lhe provocou tetraplegia (perda dos movimentos das pernas e braços), revelou o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC-EPE), Rui Pato.

A intervenção cirúrgica a que estava a ser submetido hoje de manhã por uma equipa de neurocirurgiões destina-se a fixar a fractura na coluna cervical.

Depois da estabilização da lesão, será sujeito a terapêutica médica para tentar a recuperação da tetraplegia, adiantou o médico à agência Lusa.

«Há a esperança de que, após a estabilização e com a terapêutica, possa haver alguma recuperação», disse Rui Pato.

O prognóstico do jovem é reservado, acrescentou o presidente do conselho de administração do CHC-EPE, em que o Hospital Geral (Covões) se integra.

Segundo o Diário de Coimbra, o jovem sofreu esta grave lesão após ter-se lançado, de cabeça, de um escorrega com um desnível de dois metros para um túnel, durante uma actividade de praxe.

Diário Digital / Lusa

30-11-2007 12:23:07

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