Depois do Trauma

Ana G.

Arquivo de Janeiro, 2008

Publicado por Ana G. em Janeiro 31, 2008

… por momentos pensei: até posso tirar benefícios disto, ser o coitadinho, ter a atenção de toda a gente, sempre rodeado de todas as atenções… e de facto ao princípio até foi assim, mas com o passar do tempo os amigos foram deixando de aparecer, os meus pais recomeçaram a trabalhar, a minha namorada foi para Erasmus e a minha vida diária era passada com uma desconhecida contratada para me prestar cuidados. E é assim até hoje, 2 anos depois do acidente, estou e só uma pessoa só.

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Ainda Cuba

Publicado por Ana G. em Janeiro 25, 2008

“… eu não fui fazer lá nada, fui influenciado pelos amigos e familiares que ouviam falar de Cuba como se fosse Meca e acabei por ter que ficar lá 3 meses. Fiz exactamente o que faço agora aqui, nem mais nem menos e ninguém me falou em operação nenhuma. Lá são todos muito agradáveis porque precisam que o mundo inteiro lá vá senão como é que andam para a frente? Não sei… quem quiser ir que vá, mas olha que eu não fiz lá nada de especial…”

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Cuba: sim ou não?

Publicado por Ana G. em Janeiro 21, 2008

Notícia do Jornal Regional Mirante:

Jovem tetraplégica foi operada com sucesso
Os médicos vão tentar novo tratamento para evitar a operação à bexiga antes do regresso aos tratamentos em Cuba.

A jovem do Porto Alto que está tetraplégica há quatro anos, vítima de acidente de trabalho, está a recuperar em casa de uma intervenção à visícula realizada no dia 8 de Janeiro no Hospital de Vila Franca. Vânia Correia teve alta no sábado, 12 de Janeiro, depois de ter feito o recobro vigiada pelos médicos da unidade.

“Correu bem, sinto-me bem. Já tirei os pontos e está tudo impecável. Só estou constipada, mas isso é da época”, referiu a jovem a O MIRANTE.

Vânia Correia terminou o primeiro plano de tratamentos em Cuba em Novembro e já consegue dar alguns passos com a ajuda de ferros colocados nas pernas e de um andarilho. Os médicos aconselharam a paciente a realizar duas intervenções cirúrgicas à vesícula e bexiga antes de regressar ao Centro Neurológico de Havana para novos tratamentos.

No caso da bexiga, em causa está a dificuldade de conter as urinas e as sucessivas infecções. O especialista que a acompanha pondera a hipótese de realizar mais um tratamento para tentar evitar a intervenção cirúrgica.

Quanto à paralisia dos membros inferiores e superiores, “os médicos não garantiram a recuperação total, mas acreditam que com muita fisioterapia e trabalho específico é possível melhorar muito mais”, explicou a jovem.

“Hei-de conseguir, se Deus quiser”, adiantou a doente com uma enorme força interior.

O tratamento em Cuba só foi possível graças a uma campanha de solidariedade que em quatro meses reuniu 36 517 euros, mais 14 517 euros do que o inicialmente previsto para os primeiros tratamentos em Havana. Vânia ainda tem algum do dinheiro na conta criada para o efeito, mas vai precisar de nova ajuda para regressar a Cuba. A campanha continua e pode depositar o seu donativo na conta do Millennium BCP com o NIB 0033 0000 4520 0451 008 05.

Resposta de uma leitora:

Sou fisioterapeuta há 27 anos, especializada em neurologia, a fazer neste momento um mestrado em reabilitação neurológica pela Universidade Católica.

Até quando vão continuar os apelos na comunicação social para angariar fundos para tratamentos de fisioterapia em Cuba?

A Vânia, pelo que me é dado ver e para sua infelicidade, tem uma lesão medular irreversível e irreparável. Infelizmente há casos assim. O que lhe fazem em Cuba é absolutamente possível de fazer em Portugal. Aparelhos externos para estabilizar os membros inferiores fazem-se em qualquer boa casa de ortóteses, por infinitamente menos dinheiro.

Os tratamentos em Cuba são completamente ultrapassados, feitos por terapeutas (e não só) de actualização duvidosa, utilizando técnicas sem consistência científica, sendo as únicas grandes vantagens a intensidade e a simpatia do povo cubano.

Sem querer parecer insensível ao problema da Vânia, peço-vos que parem de fomentar e alimentar esta ilusão, que mais não faz que encher os bolsos do governo cubano e esvaziar os dos portugueses com bom coração.

Por alguma razão não se vêem pacientes de países desenvolvidos e informados em Cuba…

Cristina Soares

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Caramba, já não chegava?!

Publicado por Ana G. em Janeiro 19, 2008

Um dos empresários que morreu na queda do avião em Angola era o pai do Salvador Mendes de Almeida. O Salvador deu uma entrevista impressionante, uma lição imensa de amor e coragem, apoiado por uma família que tinha todas as condições económicas para isso, e ainda bem. E agora…aos 25 anos…novo desafio. Um pai jovem (tinha 50 anos) a quem a vida já tinha morto um pouco quando o filho ficou LVM, perde assim a vida? E o Salvador morre um pouco tb?…Não é justo, mas não há justiça nestas coisas, há apenas o Bem e o Mal. Estamos todos à mercê..

Salvador, um forte abraço, cheio de coragem.

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Publicado por Ana G. em Janeiro 19, 2008

Um mês depois do acidente, ainda estava nos HUC, o P. perguntou-me se eu iria sentir a minha vagina como antes. Fiquei a olhar para ele, com muita, muita, muita pena de mim mesma. Percebi tudo…

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Obrigada ;)

Publicado por Ana G. em Janeiro 17, 2008

I can see clearly now, the rain is gone
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun shiny day

I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I’ve been prayin’ for
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun shiny day

Look all around, there’s nothin’ but blue skies
Look straight ahead, nothin’ but blue skies

I can see clearly now, the rain is gone
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It’s gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun shiny day

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Cerci – S. João da Madeira

Publicado por Ana G. em Janeiro 17, 2008

… 

Formação – Sexualidade na Deficiência 

Módulos Data Horário
1º Módulo – Alterações psicofisiológicas: puberdade, adolescência e o despertar da sexualidade (3 Horas) 9 de Fevereiro (sábado)  9h às 12h
2º Módulo – Acção e Intervenção das equipas multidisciplinares: a vivência da sexualidade (3Horas) 13 de Fevereiro (quarta-feira)  18:15 às 21:15
2º Módulo – Acção e Intervenção das equipas multidisciplinares: a vivência da sexualidade (3 Horas) 16 de Fevereiro (sábado)  9h às 12h
2º Módulo – Acção e Intervenção das equipas multidisciplinares: a vivência da sexualidade (3 Horas) 20 de Fevereiro (quarta-feira)  18:15 às 21:15
2º Módulo – Acção e Intervenção das equipas multidisciplinares: a vivência da sexualidade (3 Horas) 23 de Fevereiro (sábado) 9h às 12h
3º Módulo – Síndrome de Burnout: sintomas de exaustão e mecanismos de defesa de equipas profissionais ligadas á deficiência (3 Horas) 27 de Fevereiro (quarta-feira) 18:15 às 21:15
3º Módulo – Síndrome de Burnout: sintomas de exaustão e mecanismos de defesa de equipas profissionais ligadas á deficiência (3 Horas) 1 de Março (sábado) 9h às 12h
3º Módulo – Síndrome de Burnout: sintomas de exaustão e mecanismos de defesa de equipas profissionais ligadas á deficiência (3 Horas) 5 de Março (quarta-feira) 18:15 às 21:15
Total: 24 Horas 4 Sábados ( 9h às 12h)4 Quartas – Feiras (18:15 às 21h15)

CERCI S. João da Madeira

Rua da Mourisca, 396

3700 – 195 S. João da Madeira

Telefone: 256837830     Fax: 256837839

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13ªs Jornadas de Saúde Mental do Algarve – “Azares da Vida”

Publicado por Ana G. em Janeiro 16, 2008

Hotel Tivoli Almansor

22, 23 e 24 Abril de 2008

Temas
Acontecimentos de Vida
As Fronteiras Fluidas
Ansiedade
Depressão
Psicoses e Qualidade de vida
Dependências
Comorbilidade
Perturbações de Stress
Condutas Suicidárias
Sexualidade
Intervenções na Família
Doença Mental na Infância e Adolescência
Doença Mental e Ciclo de Vida
Doença Mental e Família
Doença Mental e Qualidade de Vida
Quando os Pais morrem
Planeamento Familiar
Estigma e Exclusão
Neuropsiquiatria
Neuropsicologia
Neuroplasticidade
Psicofarmacologia, “Serendipity”
Iatrogenia
Ética
Risco
Agressividade e Violência
Compulsividade e Psiquiatria
Psiquiatria Forense
Reparação do Dano em Psiquiatria
Reforma dos Serviços de Saúde Mental

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Publicado por Ana G. em Janeiro 13, 2008

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Alta

Publicado por Ana G. em Janeiro 10, 2008

Quando eu cheguei aqui só me apetecia chorar. Eram tantos os que estavam tão mal à minha volta que só pensava [meu Deus, o que será de mim?]. Tinha muita vontade de desistir de tudo e ir para casa e chorava, chorava. Agora quando vocês aparecem na visita da manhã, tremo só de pensar que me podem dar alta. Por aqui diz-se que quando nos dão alta isso quer dizer que não há mais nada a fazer…

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Avaliação das disfunções sexuais

Publicado por Ana G. em Janeiro 3, 2008

O Prof. Pedro Nobre, no livro Disfunções Sexuais: Teoria, Investigação e Tratamento (Climepsi Editores), sublinha a importância de um correcto processo de avaliação como critério essencial para o diagnóstico clínico e, consequentemente, para o desenho de uma intervenção terapêutica acertada. Então, devemos ter em conta, sem esquecer nenhum nível, os seguintes passos:

1. Definição correcta da natureza do problema e atribuição de um diagnóstico clínico adequado;

2. Identificação dos factores predisponentes, precipitantes e de manutenção das dificuldades sexuais;

3. Planeamento da intervenção terapêutica;

4. Avaliação dos objectivos do utente ou casal e sua motivação para a mudança;

5. Estabelecimento da relação terapêutica;

6. Estabelecimento de uma baseline (obtida através de instrumentos de medida) pré-tratamento;

7. Apresentação do feedback ao utente

À partida apresentam-se-nos como fáceis de concretizar estes 7 patamares, no entanto surgem problemas de vária ordem quando damos início à abordagem. Variáveis de ordem social, cultural, moral, por exemplo, podem assumir um papel adverso e impedir que o terapeuta e o utente não consigam chegar aos seus objectivos… A sexualidade continua a ser um compartimento que mantém a sua porta fechada a maior parte do tempo :(

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