Depois do Trauma

Ana G.

Arquivo de Fevereiro, 2008

Os dias correm assim…

Publicado por Ana G. em Fevereiro 28, 2008

… as noites em branco, as horas longas, conhecer novos doentes, avaliá-los, encaminhá-los, ouvir as famílias, socorrer ataques de ansiedade, rir, abraçar, afagar… sentir as tantas dores e as titânicas vitórias…

… hoje quando despi a bata fechei os olhos e pensei: estou tão apaixonada pelo meu trabalho!

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16 anos

Publicado por Ana G. em Fevereiro 26, 2008

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“A jovem ferida no acidente ocorrido na madrugada de domingo em Baião continua internada em estado grave na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente (UCIP) do hospital de Penafiel do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, apurou hoje o Marão Online de fonte hospitalar.Apesar do quadro clínico da rapariga, que tem 16 anos, ser considerado bastante grave, a fonte adiantou que “neste momento não corre risco de vida”.Fonte do hospital de Penafiel disse esta tarde ao Marão Online “que a jovem continua internada  e que devido à sua condição clínica exige tratamento e vigilância na UCIP”.
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A rapariga sofre de lesão medular na coluna e corre sérios riscos de ficar tetraplégica, estando o seu estado clínico a ser permanentemente avaliado pelos médicos.  As lesões sofridas pela jovem são consequência do despiste violento da viatura em que seguia como ocupante, que saiu da estrada e aterrou num campo a grande distância, entre 200 e 300 metros da faixa de rodagem.
O comandante da corporação de bombeiros de Baião, José Costa, disse ao Marão Online que o veículo saiu da estrada e voou mais de 50 metros – o rail acabou por servir de rampa –, tendo capotado várias vezes ao embater no solo e acabado imobilizado num campo.

No acidente, faleceu uma rapariga de 23 anos, irmã da jovem internada em Penafiel, mas o condutor da viatura, amigo das duas jovens, sofreu apenas ferimentos ligeiros e teve alta algumas horas após o acidente.

O jovem frequenta um curso na GNR e é bombeiro voluntário na corporação de Santa Marinha do Zêzere.”

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Fonte: Marão Online

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Para o André

Publicado por Ana G. em Fevereiro 24, 2008

Aqui, para que vejas que os sonhos Podem e Devem continuar!

Saudades, meu querido. Abraço.

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:)

Publicado por Ana G. em Fevereiro 22, 2008

Haverá maior benção que ter a capacidade de amar alguém e, melhor, ter a perfeita e clara certeza disso?

Re-descobrir um amor assemelha-se a um dia cheio de sol depois de muitos escuros e chuvosos.

Até já, devagarinho :)

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Hospital de Palermo

Publicado por Ana G. em Fevereiro 17, 2008

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Publicado por Ana G. em Fevereiro 15, 2008

“… nunca acreditei que me pudesse acontecer, eu sei que você disse que aconteceria mais tarde ou mais cedo, mas eu pensei que como não sinto nada da cintura para baixo, fosse impossível apaixonar-me por alguém. E agora estou completamente apanhadinho por aquela rapariga e o mais incrível é que parece que ela também está por mim…”

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Publicado por Ana G. em Fevereiro 11, 2008

“Preferia ter morrido. E isso ainda não está fora de questão.”

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Uma paixão pelas motas

Publicado por Ana G. em Fevereiro 7, 2008

“No dia 9 de Fevereiro de 1997, sofri um acidente de mota que me deixou tetraplégico. Na altura do acidente, numa bela tarde bem proximo do carnaval, e feliz pela passagem “entrada” na brigada aerotransportada independente. “paraquedistas”, resolvi sair depois almoço pra ir ter com uns amigos. acabara d sair quando a 2 km d casa um carro a alta velocidade me levou a frente rapaz esse k nessa noite tivera comigo a beber uns copos inclusive em casa dele….. deixou d ser amigo ….. deixou d me conhecer… nada assumiu e eu sem ter testemunhas d nada….. (….)….. Após o acidente, seguiu-se um período em que fui permanentemente sujeito a exames médicos, hospitais e intervenções cirúrgicas.
Foi-me diagnosticada uma lesão medular a nível C – 6, o que significava que doravante eu seria um tetraplégico. O primeiro confronto com a realidade foi muito dura.
A minha família viveu comigo todos aqueles momentos, de sofrimento, de pânico e angústia. Foi a minha mae que me fortaleceu. Com o decorrer do tempo interrogava-me, “como é que era possível um jovem de 18
 /19 anos que praticava futebol , mais outros desportos,…….todos dias, ficar dependente de outros para quase todas as acções de um dia-a-dia normal?”
“Como conseguiria aceitar a condição de tetraplégico”?
À medida que constatava a realidade da minha situação de dependência física absoluta, também me começava a questionar:
O que fazer agora da minha vida?
Qual o meu futuro daqui por diante?
O que poderei fazer face a esta situação?

As respostas foram surgindo aos poucos. Na vida cada «coisa» tem o seu tempo certo, nós só temos de ter a exacta percepção da maturidade do tempo para realizarmos os nossos objectivos.Ordenei a minha vida por prioridades:Empenhei-me na fisioterapia, para recuperar o maior número de movimentos, disciplina que mantenho até hoje. A fisioterapia ordenada mantém os meus órgãos mais activos, incrementando a minha qualidade de vida.Com o passar do tempo fui ganhando força mental e hoje posso dizer k deixei a cadeira mas faço um grande esforço para poder andar e fazer uma vida normal e independente, …(+)…..Entendi que teria de tentar levar uma vida o mais próxima possível da normalidade.E foi assim, que fui conseguindo encontrar o equilíbrio necessário para continuar a minha caminhada ascendente.

À medida que me ia reencontrando, fui descobrindo que tinha possibilidade de fazer algo que me fizesse sentir mais útil e realizado….. hoje trabalho, vou a concertos, futebol …. mto+…………. sei que estou limitado mas nao deixo d sair por isso ….. sei que a sociedade onde vivemos me ve diferente , ….. mas isso foi ultrapassado…. tambem os amigos k pensava serem amigos tomaram o seu rumo, mas foram aparecendo akeles k hoje vejo nao ser por interesse…..

resumindo isto : a vida continua……a vida continua…….Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez,
é a desilusão de um “quase”.

um até ja….”

SÉRGIO

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