Reciprocidade
Publicado por Ana G. em Maio 11, 2008
“… Esta deficiência é demasiado grande para considerar uma relação amorosa. Quando se tem uma relação tem que se estar convencido que se deve dar e receber na mesma proporção; com pessoas como eu existe demasiado receber e muito pouco dar…”

Maio 12, 2008 às 7:34 am
Acredito que todos têm muito para dar, como já disse, para mim o que é importante numa mulher é a sua mente e o seu coração e nunca a forma como caminha!
Sei que uma namorada paraplégica me faria muito feliz e o mesmo eu lhe faria a ela, é isto a reciprocidade!
Boa semana para todos
Maio 12, 2008 às 12:12 pm
Mendes se não é a forma como uma mulher caminha que não é importante para si mas sim a sua mente e coração, porque é que insiste nas paraplégicas????
Maio 12, 2008 às 8:23 pm
Eu acho que isto de dar e receber não é ‘objectivável’.
Vou exemplificar, num contexto muito diferente, mas que ilustra a questão da dádiva.
Qdo faço voluntariado no hospital, faço-o em resposta a um apelo interior e pq penso q posso ser útil e o meu sorriso e a minha humanidade podem confortar um pouco aquela pessoa. E faço-o com prazer, imaginando que eu também podia ou posso precisar e gostaria que me dessem atenção.
O ambiente pode ser duro em ambientes hospitalares.
Curioso é que eu sinto-me muito preenchida e recompensada quando dou; afinal quem dá mais? sou eu ou são as pessoas que eu ajudo? É q elas ajudam-me a mim também.
Quanto à observação da Samantha, é pertinente e podia ser a minha; é excessivo o constante acentuar do Mendes na ‘mulher que tem de ser paraplégica’ para ele se apaixonar…
Maio 13, 2008 às 7:42 am
Não tem necessariamente que ser! De resto ao longo da minha vida já me apaixonei por muitas que não o eram e por duas que eram e sei que me senti muito mais recompensado quando eram, talvez seja por isso que a busque, porque sinto que tenho muito para lhe dar.
Maio 13, 2008 às 9:23 am
Vague: a reciprocidade no amor não terá ‘leis’ muitos específicas?
Maio 13, 2008 às 11:30 am
Mendes, diga-me, vc quer preencher uma ‘carência’ delas ou sua?
Ana, não sei se a entendo. Clarifique, pf.
Maio 13, 2008 às 11:33 am
Vague: quis eu perguntar-lhe se não achava que no amor a questão do ‘dar’ e ‘receber’ exige uma reciprocidade que, por exemplo, no trabalho que efectua no hospital já não contempla, porque existe justamente para dar, sem esperar nada em troca a não ser grande satisfação pessoal. No amor as coisas processam-se assim?
Maio 13, 2008 às 6:56 pm
Olá Vague, na minha opinião nem todos os homens têm a inata capacidade para fazerem uma mulher paraplégica feliz, eu tenho e sinto-me muito bem ao seu lado.
Quando tive uma namorada paraplégica, ela várias vezes me disse que já tendo tido outros namorados e nunca tinha tido nenhum com tanta apetência para entender as suas necessidades, para a ajudar e a fazer feliz.
Foi uma experiência única e bastante recompensante, foi isso que quis dizer.
Maio 13, 2008 às 6:58 pm
A Ana concorda que há pessoas que têm inatamente mais facilidade para terem uma relação com uma pessoa paraplégica que a maioria dos mortais ??
Maio 13, 2008 às 7:04 pm
Olá Samantha espero que entenda que assim como há homens que se sentem atraídos por morenas e outros por altas eu tenho afinidade por paraplégicas, por isso, com maior facilidade consigo encontrar a beleza numa mulher para além da cadeira de rodas.
Maio 13, 2008 às 7:22 pm
Mendes: não sei se será ‘inatamente’, pode não ser… acredito e respeito, como já tive oportunidade de o dizer aqui, que pessoas possam sentir atracção por condições fora da norma. Isso não me espanta, choca ou confunde. Aliás, é preciso que se diga que tudo o que é PRÁTICA CONSENTIDA, não pode ser aberrante nem condenável, mas sim entendido e aceite.
Maio 13, 2008 às 7:25 pm
Sim, o trabalho de voluntariado é essencialmente de ‘dar’ e não é expectável de todo qualquer reciprocidade. A gratificação não está na reciprocidade ( nesse caso ) mas no acto de ‘dar’ de se dar aos outros, de atenuar o anonimato frio dos hospitais onde as pessoas são necessariamente ‘casos’ e estatísticas. Humanizar é fundamental!
No amor verdadeiro, passe o pleonasmo, acredito que é condição da sua existência a reciprocidade. Um amor não correspondido é um amor imperfeito. Um amor que é amor não impõe condições nem pré-requisitos (gosto de ti se); acontece porque sim, porque vc quando ia a entrar no café, estava aquele vizinho seu a sair, o vizinho em quem nunca tinha reparado pq até é loiro de olhos azuis e vc gosta é de morenos de olhos verdes; mas naquele preciso momento deve ter nascido um cometa no céu e houve uma chama qualquer no olhar dele que incendiou o seu e vc começou lentamente a apaixonar-se.
A reciprocidade é o céu do amor.
Maio 14, 2008 às 6:23 pm
desculpa vague mas não concordo que um amor não correspondido seja um amor imperfeito. já amei de uma maneira perfeita e não era correspondida
e o que é certo é que impus condições do género «vou continuar a amar-te se me amares». é claro que não me amou e eu acabei por conhecer outra pessoa e apaixonei-me libertando-me daquele amor que era perfeito no meu coração.
Maio 14, 2008 às 8:42 pm
Boa noite Ana,
Mais uma vez acertou em todas as palavras que escreveu, penso que tem essa inata qualidade !!
Maio 15, 2008 às 7:07 pm
Eu acho que a Ana terá necessariamente uma formação muito abrangente e integradora e talvez mais justa. Talvez.
Mendes, a ênfase, a meu ver excessiva, q põe nessa ‘condição’ choca-me um pouco.
Samantha, eu entendo o que dizes:) Todos os amores são perfeitos cá dentro e não há amores certos nem errados. Eu partia de experiências q tive e cheguei à mais especial até hoje para dizer q não há amor tão resplandecente como aquele q tem eco perfeito no outro.
Maio 15, 2008 às 7:40 pm
Olá Vague,
Entendo que a choque, eu quando me apercebi dessa atracção tb fiquei chocadao, mas depois aceitei que na vida tudo tem um lado bom e esta atracção tb o terá.
Já tive uma namorada paraplégica e não namoro com ela, por isso essa condição não é tudo, é necessário que para além da atracção física existam mais afinidades, ao fim ao cabo é necessário que se fale a mesma “língua sem ter necessariamente que se falar o mesmo idioma!!!
Maio 15, 2008 às 8:16 pm
Olá Vague,
Desculpe os erros mas estava a escrever em contra-relógio… com o tempo a acabar e por isso:
“chocadao” é “chocado”…
De qualquer das formas o importante é que essa “condição” não é tudo. Entenda tb que, o lado bom, é que, se calhar, não é tão mau ter esse tipo d atracção, apesar de chocar quem não imagina a sua existência…
Maio 15, 2008 às 8:48 pm
Não entenda a minha não compreensão como um julgamento moral, por favor, que não tenho nem direito nem sobretudo apetência ou tendência para fazer. Estou a falar livremente e a ser honesta, sobretudo cmg pr´pria.