Depois do Trauma

Ana G.

Reciprocidade

Publicado por Ana G. em Maio 11, 2008

“… Esta deficiência é demasiado grande para considerar uma relação amorosa. Quando se tem uma relação tem que se estar convencido que se deve dar e receber na mesma proporção; com pessoas como eu existe demasiado receber e muito pouco dar…”

18 Respostas para “Reciprocidade”

  1. Mendes Diz:

    Acredito que todos têm muito para dar, como já disse, para mim o que é importante numa mulher é a sua mente e o seu coração e nunca a forma como caminha!
    Sei que uma namorada paraplégica me faria muito feliz e o mesmo eu lhe faria a ela, é isto a reciprocidade!
    Boa semana para todos

  2. Samantha Diz:

    Mendes se não é a forma como uma mulher caminha que não é importante para si mas sim a sua mente e coração, porque é que insiste nas paraplégicas????

  3. vague Diz:

    Eu acho que isto de dar e receber não é ‘objectivável’.

    Vou exemplificar, num contexto muito diferente, mas que ilustra a questão da dádiva.

    Qdo faço voluntariado no hospital, faço-o em resposta a um apelo interior e pq penso q posso ser útil e o meu sorriso e a minha humanidade podem confortar um pouco aquela pessoa. E faço-o com prazer, imaginando que eu também podia ou posso precisar e gostaria que me dessem atenção.
    O ambiente pode ser duro em ambientes hospitalares.

    Curioso é que eu sinto-me muito preenchida e recompensada quando dou; afinal quem dá mais? sou eu ou são as pessoas que eu ajudo? É q elas ajudam-me a mim também.

    Quanto à observação da Samantha, é pertinente e podia ser a minha; é excessivo o constante acentuar do Mendes na ‘mulher que tem de ser paraplégica’ para ele se apaixonar…

  4. Mendes Diz:

    Não tem necessariamente que ser! De resto ao longo da minha vida já me apaixonei por muitas que não o eram e por duas que eram e sei que me senti muito mais recompensado quando eram, talvez seja por isso que a busque, porque sinto que tenho muito para lhe dar.

  5. Ana G. Diz:

    Vague: a reciprocidade no amor não terá ‘leis’ muitos específicas?

  6. vague Diz:

    Mendes, diga-me, vc quer preencher uma ‘carência’ delas ou sua?

    Ana, não sei se a entendo. Clarifique, pf.

  7. Ana G. Diz:

    Vague: quis eu perguntar-lhe se não achava que no amor a questão do ‘dar’ e ‘receber’ exige uma reciprocidade que, por exemplo, no trabalho que efectua no hospital já não contempla, porque existe justamente para dar, sem esperar nada em troca a não ser grande satisfação pessoal. No amor as coisas processam-se assim?

  8. Mendes Diz:

    Olá Vague, na minha opinião nem todos os homens têm a inata capacidade para fazerem uma mulher paraplégica feliz, eu tenho e sinto-me muito bem ao seu lado.
    Quando tive uma namorada paraplégica, ela várias vezes me disse que já tendo tido outros namorados e nunca tinha tido nenhum com tanta apetência para entender as suas necessidades, para a ajudar e a fazer feliz.
    Foi uma experiência única e bastante recompensante, foi isso que quis dizer.

  9. Mendes Diz:

    A Ana concorda que há pessoas que têm inatamente mais facilidade para terem uma relação com uma pessoa paraplégica que a maioria dos mortais ??

  10. Mendes Diz:

    Olá Samantha espero que entenda que assim como há homens que se sentem atraídos por morenas e outros por altas eu tenho afinidade por paraplégicas, por isso, com maior facilidade consigo encontrar a beleza numa mulher para além da cadeira de rodas.

  11. Ana G. Diz:

    Mendes: não sei se será ‘inatamente’, pode não ser… acredito e respeito, como já tive oportunidade de o dizer aqui, que pessoas possam sentir atracção por condições fora da norma. Isso não me espanta, choca ou confunde. Aliás, é preciso que se diga que tudo o que é PRÁTICA CONSENTIDA, não pode ser aberrante nem condenável, mas sim entendido e aceite.

  12. vague Diz:

    Sim, o trabalho de voluntariado é essencialmente de ‘dar’ e não é expectável de todo qualquer reciprocidade. A gratificação não está na reciprocidade ( nesse caso ) mas no acto de ‘dar’ de se dar aos outros, de atenuar o anonimato frio dos hospitais onde as pessoas são necessariamente ‘casos’ e estatísticas. Humanizar é fundamental!

    No amor verdadeiro, passe o pleonasmo, acredito que é condição da sua existência a reciprocidade. Um amor não correspondido é um amor imperfeito. Um amor que é amor não impõe condições nem pré-requisitos (gosto de ti se); acontece porque sim, porque vc quando ia a entrar no café, estava aquele vizinho seu a sair, o vizinho em quem nunca tinha reparado pq até é loiro de olhos azuis e vc gosta é de morenos de olhos verdes; mas naquele preciso momento deve ter nascido um cometa no céu e houve uma chama qualquer no olhar dele que incendiou o seu e vc começou lentamente a apaixonar-se.

    A reciprocidade é o céu do amor.

  13. Samantha Diz:

    desculpa vague mas não concordo que um amor não correspondido seja um amor imperfeito. já amei de uma maneira perfeita e não era correspondida :( e o que é certo é que impus condições do género «vou continuar a amar-te se me amares». é claro que não me amou e eu acabei por conhecer outra pessoa e apaixonei-me libertando-me daquele amor que era perfeito no meu coração.

  14. Mendes Diz:

    Boa noite Ana,

    Mais uma vez acertou em todas as palavras que escreveu, penso que tem essa inata qualidade !!

  15. vague Diz:

    Eu acho que a Ana terá necessariamente uma formação muito abrangente e integradora e talvez mais justa. Talvez.

    Mendes, a ênfase, a meu ver excessiva, q põe nessa ‘condição’ choca-me um pouco.

    Samantha, eu entendo o que dizes:) Todos os amores são perfeitos cá dentro e não há amores certos nem errados. Eu partia de experiências q tive e cheguei à mais especial até hoje para dizer q não há amor tão resplandecente como aquele q tem eco perfeito no outro.

  16. Mendes Diz:

    Olá Vague,

    Entendo que a choque, eu quando me apercebi dessa atracção tb fiquei chocadao, mas depois aceitei que na vida tudo tem um lado bom e esta atracção tb o terá.

    Já tive uma namorada paraplégica e não namoro com ela, por isso essa condição não é tudo, é necessário que para além da atracção física existam mais afinidades, ao fim ao cabo é necessário que se fale a mesma “língua sem ter necessariamente que se falar o mesmo idioma!!!

  17. Mendes Diz:

    Olá Vague,

    Desculpe os erros mas estava a escrever em contra-relógio… com o tempo a acabar e por isso:
    “chocadao” é “chocado”…

    De qualquer das formas o importante é que essa “condição” não é tudo. Entenda tb que, o lado bom, é que, se calhar, não é tão mau ter esse tipo d atracção, apesar de chocar quem não imagina a sua existência…

  18. vague Diz:

    Não entenda a minha não compreensão como um julgamento moral, por favor, que não tenho nem direito nem sobretudo apetência ou tendência para fazer. Estou a falar livremente e a ser honesta, sobretudo cmg pr´pria.

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