Vou hibernar.
Estou na Fase da Moratória.
Até já*
Publicado por Ana G. em Julho 28, 2009
Vou hibernar.
Estou na Fase da Moratória.
Até já*
Publicado em Exaustão de Tudo e Mais Alguma Coisa | 3 Comentários »
Publicado por Ana G. em Julho 16, 2009
Durante anos tive a martelar-me na cabeça aquela frase de T. S. Eliot. Depois passou-me com o Tempo. Quer dizer, fui, paulatinamente, desistindo. Não da frase, mas do seu significado, ou pelo menos da forma como eu o interpretava.
Acerca do esquecimento pouco há a dizer. As coisas duram o tempo que devem durar e não adianta transformar isso numa questão epistemológica. A duração das coisas é consequência da qualidade do “tecido” de que são feitas. E, a não ignorar, do empenho na manutenção que se lhes imprime.
Temos dois elementos de uma matriz muito complexa de aparência, porém extremamente frágil e fácil de apagar: o esquecimento e a duração. A surpresa reside quando o eclipse da matriz surge, muitas vezes, veloz e irreversível.
Mas falta o importante. Falta uma espécie de banda sonora que acompanha a duração das coisas e que teima em fugir ao esquecimento quando ele deveria ser Impreterível. É a Música, portanto.
Esta manhã, quando olhei para o Meu Lado Esquerdo ao acordar, lembrei-me da frase do Eliot e percebi que afinal nunca fez sentido. Quando se entra nas coisas a acreditar nas condicionantes da duração, mais vale ficar à porta.
Vês? Tão bom. Foi a Maior coisa que aprendi Contigo. Ensinaste-me que “You Are The Music While The Music Lasts” do Eliot, deverá Nesta manhã ser substituído por “You Were The Music While The Music Lasted”, da Ana.
A boa notícia é que a descoberta apenas se traduz em Ti. Logo, fiquemos assim, em Ponto-Morto. Ou seja, já Te ouvi repetidamente e não me apetece mais experimentar novas nuances do som da Tua Música. Prefiro deixar o Eliot em Paz e não ficar à porta de Nada, percebes? Quero ser capaz de entrar Sempre e absorver Tudo o que estiver dentro do Tudo.
Escuta, assim devagarinho, ao ouvido: afinal, não destruíste nada. Isn’t that funny?
Publicado em Coisas que não têm categoria nenhuma | 10 Comentários »
Publicado por Ana G. em Julho 13, 2009
Deficientes descobrem novas formas de prazer
Quando Antônio Jorge Alves perdeu o movimento das pernas, lhe doeu muito saber que precisaria usar um outro tipo de cadeira, diferente de todas nas quais ele já havia se sentado. “Quando me deram a cadeira de rodas, eu disse que não ia querer”, lembra. Mas tão difícil quanto usar cadeira de rodas foi trocar o modelo da sua cama. Logo depois do acidente, a esposa de Antônio tratou de vender o leito de casal em que os dois se deitavam. “Esse gesto foi a maior decepção de quando eu fiquei deficiente”, diz, com um tom magoado.
A situação enfrentada por Antônio Jorge Alves é a imagem precisa para definir as dores que a deficiência física pode causar. Afinal, há lesões muito mais graves de que aquelas que tiram o movimento das pernas, braços, ou mesmo de todo o pescoço para baixo. Se não receber apoio da família e não encontrar força psicológica para superar o problema, o deficiente pode ficar mutilado em sua estima, e se sentir incapaz para várias realizações, inclusive para amar.
“No amor, o deficiente precisa aprender a valorizar outras sensações”, explica o psicólogo Adriano Baratta, que atuou no Sarah. Além de estudioso do tema, Adriano viveu na própria pele essa realidade. Foi tudo muito rápido. Um mergulho de cabeça, uma forte pancada, o sangue misturado com a água. A medula se comprimiu, e Adriano ficou tetraplégico. Ele ganhou um novo corpo, e a cadeira de rodas virou companheira constante. Foi preciso recomeçar. “Quando retomei a vida sexual, tive a mesma sensação e insegurança de minha primeira vez”, lembra. “O sexo mudou. A mulher passou a assumir um papel mais ativo na relação”.
A sexualidade do deficiente físico é muito mais complexa do que se pode imaginar. Assim como ocorre com todas as pessoas, não dá para dizer que os corpos reagem de forma igual aos estímulos da carne. Tudo depende de inúmeros fatores, como altura da lesão na medula, gravidade da fratura, capacidade psicológica para enfrentar o problema, e qualidade no processo de reabilitação. “Nem todas as pessoas chegam a ter comprometimento da função sexual após a lesão”, explica o urologista Márcio Josbete Prado.
Lógica complexa.
Apesar do incidente da cama de casal, Antônio Jorge não deixou de ter um leito grande o suficiente para caber outras necessidades que não o sono. Em 1994, ele se separou da mulher e hoje, com uma certa freqüência, troca de namoradas. Mas, como sua cama, o sexo ficou pela metade. Ou melhor: assim como sua cama, o sexo mudou de formato. “Eu consigo manter ereção, mas não ejaculo nem sinto prazer. Atualmente, meu prazer maior é satisfazer minha parceira”.
Até hoje, Antônio tem, guardada nas costas, uma bala de revólver, triste lembrança daquele assalto. Foi tudo muito rápido, sempre é rápido. De repente, o pequeno pedaço de metal quente atravessou seu corpo, e ele caiu por cima das próprias pernas. “Foi horrível. Não sei porque, me senti como uma câmarade ar”. O tiro atingiu a coluna, e a medula ficou lesionada. A lesão impediu a comunicação entre os membros inferiores e o cérebro, e por isso Antônio deixou de movimentar as pernas. Mas, se é assim, como se explica o fato de ele ter ereção?
“Na ereção reflexa, não é preciso a comunicação com o cérebro”, diz Josbete Prado. O problema é que, muitas vezes, as ereções reflexas não são suficientes para o estabelecimento de uma relação sexual. “Às vezes, esse tipo de ereção dura pouco e não tem a rigidez necessária”, completa Prado. Mas para isso, existem vários santos remédios, como alguns não deficientes bem sabem. Viagra, papaverina, e mesmo a utilização de um anel que funciona como um garrote, mantendo o sangue dentro do pênis. Há também a possibilidade de colocação de prótese, feita com um fio de platina dentro de um tubo de silicone.
Há ainda muitos outros tratamentos. Quase todos têm suas contra-indicações e possíveis efeitos colaterais, e precisam de recomendação médica. Além do mais, “nada disso promove a ejaculação nem o prazer”, explica Prado. Adriano Barata completa: “Enquanto a pessoa acreditar que a sexualidade se limita apenas à genitalidade, será muito difícil descobrir novas formas de sentir o sexo”.
Novas possibilidades.
Depois que ficou paraplégico, Sandro Mota, 28 anos, passou a se preocupar muito mais com as preliminares. “Com Sandro, eu aprendi que sexo não é apenas penetração”, diz Rafaela Cunha, 23 anos, sua namorada. Sandro e Rafaela se conheceram na faculdade. Quando, pela primeira vez, ele a convidou para sair, Rafaela ficou mentalizando como Sandro iria lhe buscar. “Fiquei imaginando se alguém teria que ir junto com a gente, dirigindo o carro”. Para a sua surpresa, ele chegou sozinho, comandando um automóvel adaptado. No dia que fizeram sexo pela primeira vez, Rafaela também ficou um pouco preocupada. “Não sabia direito como eu devia agir, tem toda a questão das sondas. Mas ele foi natural, e não me deixou nem um pouco constrangida”.
Sandro teve que aprender muita coisa sozinho depois do acidente. Logo no início, ele não ejaculava. “Já tinha me acostumado com a situação. Até que um dia, aconteceu”, lembra. “Fiquei muito feliz, porque o médico me disse que eu poderia ter filhos”. A possibilidade de ter filhos é outra preocupação muito comum entre os deficientes físicos. Prado explica que até mesmo o deficiente que não consegue ejacular pode vir a ter filhos, desde que a zona da medula responsável pelo reflexo da ejaculação não tenha sido lesionada. “É preciso que se induza o reflexo da ejaculação”, explica. Isso pode ser feito com o estímulo de um vibrador que atinja a freqüência de 60Hz.
No caso das mulheres, a deficiência física não as faz perder a fertilidade – pode acontecer a dificuldade de manter a gravidez. Em termos fisiológicos, outra conseqüência é a perda da lubrificação – e esse problema pode ser resolvido com o uso de lubrificantes externos. E, se a lesão for total, a capacidade de alcançar o orgasmo acaba. Mas prazer é algo que pode ser reinventado – e, nas mulheres, isso é mais fácil. Afinal, culturalmente, o sexo feminino aprendeu a dar mais importância a outros aspectos que vão muito além da simples penetração.
Tesouro escondido.
Mesmo depois do fatídico acidente de carro, Mara Gabrilli continua experimentando subidas bem íngremes, com emoções de montanha russa. “Eu não sinto aquela descida do prazer”. Faz pouco tempo que Mara descobriu que essa subida incessante, sem um ponto final, era sua nova sensação de orgasmo. “Um dia percebi, é isso!”, diverte-se. Todo dia, Mara aprende alguma coisa com seu corpo. Desde que ela sofreu o acidente, passou a ver o sexo por outros ângulos, literalmente. “Da primeira vez foi estranho. Via muito o teto do quarto!”. Querendo alcançar um céu bem mais alto que o telhado, Mara se esforçou para desvendar os segredos do seu corpo, como se ele fosse um complicado mapa de escondidos tesouros. Com o tempo, ela mesma foi se descobrindo. E atualmente, sempre entrega o mapa da mina aos seus namorados. “Eu levo na esportiva. Vou dizendo, passo a passo, o que ele tem que fazer, pra onde ele precisa me carregar”. Às vezes, os pedidos são bem simples. “Peço um abraço”.
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Publicado por Ana G. em Julho 8, 2009
Tomem lá, agora já não há desculpas…
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Publicado por Ana G. em Julho 8, 2009
Uma pesquisa do National Health and Social Life Survey indica que a disfunção sexual feminina é superior à masculina. Em mulheres entre 18 e 59 anos, 32% revelaram não ter interesse por sexo e 22% não acham o sexo uma fonte de prazer.
E pronto.
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Publicado por Ana G. em Julho 7, 2009
Eu sei que estás a passar menos bem, mas olha AQUI como essas histórias costumam terminar
Portanto, UP UP e UP!
E aqui estou eu para te dar colo nos intervalos de cada um dos passos
Adoro-te, seu tonto.
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Publicado por Ana G. em Julho 6, 2009
Obrigada ao Amigo Paulo pelos acontecimentos altamente improváveis, imprevisíveis e de grande impacto!
Publicado em Coisas que não têm categoria nenhuma | 4 Comentários »
Publicado por Ana G. em Julho 5, 2009
A Infopédia diz que um gomiómetro consiste num aparelho para a medição de ângulos. Ok, até aqui, tranquila
O pedido de SOCORRO chega quando se lê que também são muito usados para fazer a pontaria das armas de artilharia.
Bolas, afinal não é só para dar ares! Meeeeeeeeedooooooooooooooooo…
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Publicado por Ana G. em Julho 5, 2009

Estava assim o final da manhã. Tranquilo, parado, quente, claro.
Conseguiste ir embora primeiro que eu.
Mas sei onde estás. Vou sabê-lo sempre.
Senta-te aqui ao pé de mim, temos coisas novas para conversar, porque “os olhos no escuro ainda podem ver”.
I’m holding your hand.
E ouve comigo a nossa música: Aqui.
Até já*
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Publicado por Ana G. em Julho 3, 2009
Publicado em LVM - SCI, Research - Investigação | 6 Comentários »
Publicado por Ana G. em Julho 2, 2009
A OMS diz que:
“A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.”
Mas também pode ser: estranha, desconfortável, confusa, esquisita, desagradável, disgusting e, particularmente, evitável.
Oooppss, se calhar estou com SPM
Publicado em Sexualidade - Função Sexual | 2 Comentários »
Publicado por Ana G. em Julho 2, 2009
Campanha à porta das escolas
Plataforma Resistência Nacional incentiva pais a recusar aulas de educação sexual
Elementos da Plataforma Resistência Nacional começam hoje a distribuir cartas para que, na matrícula dos filhos, os pais não autorizem a frequência das aulas de educação sexual.
“As crianças portuguesas não podem ser cobaias de uma experiência educativa sobre aulas de educação sexual”, refere Artur Mesquita Guimarães, membro da comissão executiva da recém-criada Plataforma Resistência Nacional (PRN).
Contra as aulas de educação sexual na escola, a Plataforma inicia hoje, na Escola Júlio Brandão, em Famalicão, a entrega a pais e encarregados de educação de uma carta/matrícula. O documento, composto por um texto base onde os pais informam a escola de que não autorizam os filhos a participar “em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativo a educação sexual”, deve ser assinado e entregue no acto da matricula ou da renovação da matricula de cada aluno.
“A carta que os pais devem entregar na escola que os filhos vão frequentar é juridicamente válida e ninguém deve ter medo de fazer valer os seus direito de educar os filhos”, frisa Mesquita Guimarães, pai de seis crianças, três delas a frequentar escolas públicas.
“A educação sexual dos nossos filhos é da nossa competência e é algo que fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal”, refere a carta que a Plataforma quer que os pais entreguem nas escolas.
A distribuição das cartas será feita na rua. “Não pedimos autorização a ninguém para entregar as cartas aos pais porque estamos a agir dentro da legalidade”, diz a mesma fonte. A Plataforma Resistência Nacional criou já um gabinete jurídico on-line para responder a dúvidas que os pais ou encarregados de educação possam ter.
A legislação que prevê a existência da disciplina de educação sexual na escola ainda não foi aprovada. Contudo, os promotores da carta defendem que, na escola, os alunos apenas aprendam “a parte biológica do sexo”.
“A escola tem de respeitar a vontade dos pais e, mesmo sem as aulas de educação sexual, deve dar liberdade aos alunos para que assistam ou não a conferências ou palestras sobre esse assunto”, afirma ainda Artur Mesquita Guimarães. “Em todo o país, no maior número possível de escolas, queremos que os pais não autorizem os filhos a frequentar as aulas de educação sexual.”
“Não temos problemas com a educação sexual, apenas pomos em causa a obrigatoriedade de frequentar as aulas e o modelo proposto que não oferece qualquer garantia científica”, remata Mesquita Guimarães. A PRN tem mais de 400 apoiantes na ‘lista de cidadãos’, disponível na página da plataforma na Internet.
Fonte: Lusa
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