Depois do Trauma

Ana G.

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Há 20 anos ocorria a primeira aprovação da toxina botulínica com foco nas suas indicações terapêuticas.

Publicado por Ana G. em Novembro 2, 2009

923685_not_fotA toxina botulínica está sendo usada como um importante instrumento para a reabilitação neurológica. Pacientes com paralisia cerebral, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral e lesões medulares costumam apresentar espasticidades – o aumento no tônus que provoca a rigidez excessiva da musculatura e restringe o paciente a realizar atividades simples, como se vestir, comer, andar, e a higiene pessoal.

Com a aplicação da toxina A, os pacientes ganham mais qualidade de vida. O medicamento promove o relaxamento muscular, o que minimiza contrações involuntárias e a rigidez excessiva. “Hoje o foco está concentrado no tratamento das espasticidades e os resultados são muito positivos“, avalia a neurologista Fernanda Maia. Os efeitos são tão positivos, que os especialistas reconhecem o surgimento da toxina botulínica como um marco divisor no tratamento de transtornos do movimento. “A recompensa é muito positiva. Antes, o paciente chegava ao consultório e não existia alternativa de tratamento. Hoje, a técnica é adotada como modificadora da qualidade de vida, que é tão importante quanto o aumento de anos de vida“, pontua.

Ela ressalta que existem várias outras indicações, mas que não estão disponíveis no sistema público de saúde. “As pesquisas comprovam o excelente uso da toxina botulínica A no tratamento de sialorreias (excesso de saliva), hiperidrose (excesso de suor) e até alguns tipos de dores de cabeça“, exemplifica.

No caso das sialorreias e hiperidrose, a toxina botulínica A inibe a atuação do nervo. Do mesmo jeito que paralisa o músculo que faz a força, paralisa as glândulas, que também usa a acetilcolina, para a fabricação de saliva e suor. A aplicação deve ser contínua, em média, a cada seis meses. Em relação às dores de cabeça, a neurologista adverte que apenas alguns casos recebem a indicação. “As pesquisas apontam que a toxina é indicada para a contração muscular na região cervical. Mas como o tratamento é muito caro, é usado pouco no Brasil porque existe a limitação econômica já que não é coberto pelo sistema público de saúde“, finaliza. (Viviane Gonçalves)

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Amor e Sexualidade

Publicado por Ana G. em Outubro 31, 2009

A minha querida Isabel Freire embarcou numa nova viagem. É uma espécie de viagem ao passado, para nos dar a conhecer o que se passava nos anos 50 em Portugal com a sexualidade dos portugueses. Confesso que estou curiosa e entusiasmada. Parece-me um período com tanta sensualidade. Peculiar, bem sei, mas muito interessante.

Força, Isabel, vais brilhar! :)

AMOR E SEXUALIDADE NA DÉCADA DE 50, EM PORTUGAL

Este Blog acompanha um estudo de carácter jornalístico sobre as representações do amor e da sexualidade, nos anos 50, no nosso país. Trata-se de uma investigação que será publicada em livro (destinado ao público em geral), pela Editora Esfera dos Livros.
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 Quais os contextos socioculturais dominantes/desviantes nas relações amorosas e sexuais, na década de 50, em Portugal?
 
Por lá vai poder encontrar:
-Excertos de testemunhos de especialistas;
-Apontamentos biográficos de pessoas que na década em causa viveram a sua adolescência, início da idade adulta.
-Citações, notas, apontamentos sobre a época, na perspectiva analisada;

 

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Publicado por Ana G. em Outubro 28, 2009

Na semana passada terminou um dos maiores congressos científicos mundiais, o congresso da sociedade americana de neurociências em Chicago.

Reunindo cerca de 32 mil neurocientistas e afins, é nessa Meca científica que diversas novidades na área são anunciadas. Este ano não foi diferente.

Dentre os diversos assuntos tratados no congresso, resolvi relatar aqui algumas novidades sobre tratamentos em lesões físicas diretas na medula. Esse tipo de lesão pode afetar diretamente os feixes nervosos que levam a informação do cérebro às outras regiões do corpo. O trauma também pode afetar regiões que circulam esses nervos, como ossos e vasos nervosos, atingindo indiretamente o funcionamento da medula.

Obviamente, dependendo da região lesionada, os efeitos causados podem ser mais ou menos pronunciados. Ou seja, quanto mais próximo do pescoço (cervical), maior será a área atingida, pois os efeitos são sentidos, geralmente, em regiões abaixo da lesão. A gravidade dos sintomas também dependem da natureza da lesão nos nervos, completa ou apenas parcial.

É interessante notar que, por razões éticas e morais, não existe experimentação em humanos. A maior parte do que sabemos vem de modelos animais. No entanto, fomos aprendendo com o tempo que diferentes espécies têm diferentes capacidades de recuperação. Por exemplo, camundongos conseguem se recuperar mais rapidamente de uma lesão do que ratos. Ratos têm melhores índices de recuperação do que porcos. Suínos já não se recuperam tão facilmente e são, provavelmente, os animais experimentais que mais se assemelham aos humanos. Mesmo assim, roedores são as espécies mais utilizadas, principalmente por uma questão financeira e de espaço.

Estudos apresentados no congresso de neurociência sugerem que a dieta rica em gordura e baixa em carboidratos afeta a taxa de recuperação de ratos lesionados. Outro estudo demonstrou boa resolução em novas técnicas para o isolamento de células-tronco indiferenciadas antes do transplante, como forma de evitar o surgimento de um indesejado tumor, agravando o quadro clínico. O estudo aponta para melhores práticas num futuro tratamento com células-tronco em humanos, o que será imprescindível. Avanços na indução da recuperação pela própria plasticidade neural da medula, por meio da adição de fatores de crescimento, também foram relatados.

Apesar de tantas novidades na área, o melhor tratamento em humanos continua sendo a terapia física. Interessante notar que novos dados estão confirmando isso nos modelos animais. Em um experimento interessante, roedores foram treinados a usar o sistema locomotor de formas diferentes, por exemplo, andando para trás ou para os lados. Note que roedores só costumam andar para frente.

Para treiná-los a andar em outras direções, o animal foi suspenso numa “maca” que deixa suas patas de fora. As patas encostam numa esteira que se move em diversas direções. Assim, ao girar a esteira para frente, o animal, intuitivamente, começa a andar para trás, como que tentando compensar sua posição. O mesmo tipo de exercício é feito para os lados.

Depois de algum treino, os animais já se sentem mais confortáveis e executam os movimentos compensatórios naturalmente. Como se tivessem “aprendido” a andar em outras direções. Pois bem, após o treinamento, os animais foram submetidos a uma cirurgia para causar um tipo de lesão medular controlada – todos os animais tiveram o mesmo tipo de lesão. Como grupo controle, foram utilizados indivíduos que não tinham passado pelo treinamento anteriormente.

A comparação entre os dois grupos sugere que os animais que aprenderam a usar os movimentos inconscientes da esteira conseguiram se recuperar significativamente mais rápido das lesões do que os sedentários. O resultado pode ser parcialmente validado em humanos, para os quais existem dados mostrando que atletas têm um nível de recuperação melhor do que não atletas. Mas não me parece exatamente a mesma coisa.

A explicação dos resultados pelo grupo de pesquisa responsável é interessante. Não se baseia nas explicações tradicionais de plasticidade neural (capacidade que o cérebro tem de reorganizar as redes neuronais após um ferimento, por exemplo). De acordo com as observações feitas, os animais que tiveram o treinamento prévio utilizaram-se dos truques aprendidos na esteira para acelerar sua recuperação.

Obviamente, a lesão impediria que a memória cerebral e consciente desse aprendizado auxiliasse nesse processo, pois a comunicação com o cérebro fora interrompida. Como explicar então o uso dos conhecimentos adquiridos pelos roedores na recuperação? O grupo sugere que existem “memórias” estocadas na medula espinhal e os animais que receberam o treino conseguem se lembrar de usá-las durante o período de recuperação.

O conceito é novo e arrojado em neurociência. Jamais ninguém ousou propor que a medula também serviria como estoque de memória, mesmo que seja física. Se isso for realmente verdade, vai revolucionar a forma como vemos a integração do cérebro com o resto do sistema nervoso. Em geral, existe essa  tradicional “separação” em neurociência: os que estudam o cérebro (grande responsável pelas emoções, memórias e cognição) e os que estudam a medula, responsável por movimentos inconscientes e motores.

Talvez essa visão compartimentada e tradicional do sistema nervoso esteja ficando ultrapassada. Vou ainda mais longe: caso isso se comprove, podemos aprender a usar esse tipo de memória física para estocar outros tipos de memória, fazendo um backup de informações importantes na medula ou simplesmente liberando espaço no cérebro para atividades de execução.

Em geral, o estudo da ciência básica acaba fornecendo substrato para pesquisas mais aplicadas. Aqui parece que aconteceu o contrário. Ao tentar desenvolver protocolos para tratar da lesão da medula espinhal, potencialmente novos conceitos fundamentais do sistema nervoso estão sendo revelados.

PS: A ausência de referências no texto é proposital. Os trabalhos relatados nessa coluna não foram ainda publicados em revistas com avaliação por pares. Portanto, devem ser encarados como preliminares, apenas.

Fonte: g1.com

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Directrizes Internacionais para a Utilização os Testes

Publicado por Ana G. em Julho 8, 2009

Tomem lá, agora já não há desculpas…

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E pronto, a ignorância ao seu mais alto nível:

Publicado por Ana G. em Julho 2, 2009

Campanha à porta das escolas

Plataforma Resistência Nacional incentiva pais a recusar aulas de educação sexual

Elementos da Plataforma Resistência Nacional começam hoje a distribuir cartas para que, na matrícula dos filhos, os pais não autorizem a frequência das aulas de educação sexual.

“As crianças portuguesas não podem ser cobaias de uma experiência educativa sobre aulas de educação sexual”, refere Artur Mesquita Guimarães, membro da comissão executiva da recém-criada Plataforma Resistência Nacional (PRN).

Contra as aulas de educação sexual na escola, a Plataforma inicia hoje, na Escola Júlio Brandão, em Famalicão, a entrega a pais e encarregados de educação de uma carta/matrícula. O documento, composto por um texto base onde os pais informam a escola de que não autorizam os filhos a participar “em qualquer aula, acção ou aconselhamento relativo a educação sexual”, deve ser assinado e entregue no acto da matricula ou da renovação da matricula de cada aluno.

“A carta que os pais devem entregar na escola que os filhos vão frequentar é juridicamente válida e ninguém deve ter medo de fazer valer os seus direito de educar os filhos”, frisa Mesquita Guimarães, pai de seis crianças, três delas a frequentar escolas públicas.

“A educação sexual dos nossos filhos é da nossa competência e é algo que fazemos, como pais, desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal”, refere a carta que a Plataforma quer que os pais entreguem nas escolas.

A distribuição das cartas será feita na rua. “Não pedimos autorização a ninguém para entregar as cartas aos pais porque estamos a agir dentro da legalidade”, diz a mesma fonte. A Plataforma Resistência Nacional criou já um gabinete jurídico on-line para responder a dúvidas que os pais ou encarregados de educação possam ter.

A legislação que prevê a existência da disciplina de educação sexual na escola ainda não foi aprovada. Contudo, os promotores da carta defendem que, na escola, os alunos apenas aprendam “a parte biológica do sexo”.

“A escola tem de respeitar a vontade dos pais e, mesmo sem as aulas de educação sexual, deve dar liberdade aos alunos para que assistam ou não a conferências ou palestras sobre esse assunto”, afirma ainda Artur Mesquita Guimarães. “Em todo o país, no maior número possível de escolas, queremos que os pais não autorizem os filhos a frequentar as aulas de educação sexual.”

“Não temos problemas com a educação sexual, apenas pomos em causa a obrigatoriedade de frequentar as aulas e o modelo proposto que não oferece qualquer garantia científica”, remata Mesquita Guimarães. A PRN tem mais de 400 apoiantes na ‘lista de cidadãos’, disponível na página da plataforma na Internet.

Fonte: Lusa

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rapazes, toca a abrandar o ritmo ;)

Publicado por Ana G. em Junho 30, 2009

Numa conferência sobre fertilidade, o autor da investigação, David Greening, explicou que tinha aconselhado os casais que tomaram parte na pesquisa a fazer sexo apenas a cada dois ou três dias e, para já, os resultados mostram-se positivos: o esperma de oito em cada dez homens revelou uma diminuição de 12% nos danos do ADN, ao fim de sete dias de sexo. Depois desta semana, os espermatozóides registaram também um ligeiro aumento na sua mobilidade.

Segundo a BBC, a teoria defendida pelo médico é de que o esperma, enquanto fica nos testículos, tem maiores probabilidades de acumular danos no DNA, além dos espermatozóides se tornarem mais lentos. O esperma está também sujeito à acção negativa dos radicais livres – pequenas moléculas reactivas que podem causar estragos nos genes e levar à morte das células – quando fica armazenado nos canais que o transportam para fora dos testículos.

David Greening admitiu que é necessário aprofundar o estudo para saber se uma vida sexual activa tem o mesmo efeito nos homens sem problemas de fertilidade, mas alertou também que fazer sexo diariamente durante um período muito prolongado pode levar a uma diminuição excessiva do esperma.

Ainda assim, recomendou “muito sexo” na altura em que a mulher está a ovular, já que à medida que os homens envelhecem o sexo deixa de ser tão frequente e, consequentemente, há maiores dificuldades em conceber. “Talvez estejamos a culpar as mulheres quando os casais envelhecem, mas pode haver um contributo do homem”, destacou o médico.

DN Ciência

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V Curso de Pós- Graduação em Sexologia Clínica da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica

Publicado por Ana G. em Junho 28, 2009

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Chop suey de células-tronco: Huang Hogyun

Publicado por Ana G. em Junho 25, 2009

“Quarenta dias após passar pela polêmica cirurgia de aplicação de células-tronco na China, o advogado Djalma Ermenegildo Júnior, de 24 anos, relata em Cuiabá os mistérios mantidos na clínica chinesa sobre o procedimento e a experiência internacional na tentativa de voltar a andar. Djalma ficou tetraplégico há dois anos, após ser espancado por três seguranças da boate Z100, na Capital.

A clínica do médico Huang Hogyun é uma das pioneiras na implantação de células-tronco no mundo. Djalma chegou a Pequim no dia 9 de maio. “No aeroporto, o motorista da clínica estava me esperando. Fomos direto para lá. Apesar de ser um local em que se trabalha com algo tão revolucionário, que são as células-tronco, o lugar é muito simples. Foi até um choque, porque a gente paga caro e as coisas são arcaicas”, conta.

Djalma relata que o local funciona como uma espécie de referência em reabilitação no outro país. “Fiquei na ala para estrangeiros, onde havia cerca de 10 leitos, mas só outras duas pessoas estavam internadas, uma do Brasil e outra da Ucrânia”, diz. A comunicação com a equipe médica é toda em inglês. O advogado relata que ao chegar à clínica no sábado, passou por coleta de sangue para exame.

“Na segunda-feira, os médicos vieram até a gente – viajei com minha prima enfermeira -, e explicaram sobre os riscos da cirurgia. Eles não garantem nenhuma melhora, mas não espero uma mágica e, sim, progressos que melhorem minha qualidade de vida. Na hora, fiquei com medo, pois era anestesia geral, mexem na medula. Fiquei com receio de perder todos os avanços que já consegui até aqui”, fala.

Djalma ficou tetraplégico e agora já consegue movimentar os braços e mãos, realizando atividades que não exigem muita coordenação motora, pois ainda não consegue fechar e abrir os dedos. Na quarta-feira (13 de maio), a equipe formada por três médicos e mais o doutor Huang, que coordena a operação, realizou a cirurgia em Djalma, que permaneceu por cinco horas no centro cirúrgico.

“Eles aplicam as células no local que foi lesionado. Aplicaram em mim células de embriões e também minhas próprias células, mas não vi de onde tiraram. Eles mantêm muito mistério sobre a cirurgia. São fechados, por mais que a gente pergunte. Minha prima, que é enfermeira, não pôde assistir. Talvez queiram manter a técnica em segredo”, analisa.

Após sair da sala de cirurgia, Djalma foi levado para o quarto, onde ficou cinco dias sem poder levantar e nem mesmo mexer o pescoço, área onde sofreu o corte para realização da intervenção médica. “Só no quinto dia pude tomar banho. Faz um mês agora e a região ainda está um pouco dolorida. Senti muita dor, mas é mais muscular, por ter ficado tanto tempo parado na cama”.

Depois da cirurgia, Djalma passou por três reaplicações de células-tronco na região medular. “Cada aplicação tinha cerca de dois milhões de células”. Agora, o advogado se prepara para retomar a rotina em Cuiabá, onde possui um escritório. A expectativa é que os progressos na retomada dos movimentos corporais apareçam daqui a quatro meses.”

Diário de Cuiabá

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Deficientes motores ‘presos’ em casa por falta de centros de reabilitação – associação

Publicado por Ana G. em Junho 20, 2009

Sem acesso a serviços de reabilitação de qualidade que lhes permita recuperar uma vida normal, muitos deficientes motores vivem ‘presos’ em casa, dependentes de familiares.

O alerta parte do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos, que fala numa ‘muito reduzida taxa de cobertura de serviços de reabilitação’.

Em Portugal existem apenas três Centros de Medicina de Reabilitação: no Porto, em Alcoitão e na Tocha. ‘Teoricamente, quando saem do centro os doentes não precisam de fazer mais tratamento. Mas são muitos os que precisam de continuar a fazer reabilitação e por isso vão para ambulatório para manter o seu potencial’, explicou Jorge Lins, responsável clínico do Centro de Reabilitação Rovisco Pais, situado na Tocha.

Jorge Lins diz que ‘a rede de cuidados ambulatórios já não é muito má’, mas acredita que existam zonas do país onde a cobertura ainda é ‘deficiente’.

Já Humberto Santos afirma, com base nas queixas que chegam à associação, que ‘a cobertura dos serviços de reabilitação de qualidade é manifestamente insuficiente’.

‘Muitas zonas estão a descoberto. Ainda no outro dia houve uma pessoa que me disse que desde que saiu de Alcoitão nunca mais fez fisioterapia’, recorda Humberto Santos.

O especialista do Centro de Reabilitação da Tocha explica que todos os que precisam e não têm acesso aos tratamentos ’são prejudicados’, ou seja, ‘além de não potenciarem as suas capacidades ainda aumentam as suas incapacidades’.

Estas situações colocam as pessoas na dependência de terceiros quando poderiam ser muito mais autónomas e ter uma vida muitas vezes normal’, corrobora Humberto Santos, lembrando que há quem acabe por ‘ficar retido a uma cama, uma casa ou confinado a uma cadeira de rodas’.

Tiago Sousa sofreu um acidente em 2005 que lhe provocou uma lesão medular. Internado durante meio ano em Alcoitão, o atleta de alta competição estranhou ‘ver tantas cadeiras de rodas’ quando esteve no centro de reabilitação.

‘Lembro-me de ficar surpreendido com a quantidade de pessoas que existem nesta situação e que eu nunca tinha visto nem imaginava que existiam, porque não andam na rua’, recorda o jovem de 24 anos, que não tem dúvidas de que a falta de apoios e os obstáculos físicos que ainda existem no país ‘deixam muita gente presa a uma cama’.

Depois do internamento, Tiago optou por ter consultas privadas de fisioterapia, porque ‘no serviço de saúde pública o objectivo era apenas para manter e no privado era para melhorar’, explicou Paula Pimenta, a mãe do jovem. Hoje, Tiago, a quem começou por ser diagnosticado uma tetraplegia, já começa a dar os primeiros passos com a ajuda de muletas.

Mas Humberto Santos diz que nem todos os centros de recuperação têm a qualidade necessária. ‘Não se reabilita ninguém com meia hora de tratamento por dia, muitas vezes apenas uma ou duas vezes por semana. É preciso haver um trabalho diário no ginásio sem limitação de horas’.

Contactado pela Lusa, o Ministério da Saúde remeteu para mais tarde um eventual comentário.

Agência Lusa

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Beiter Sexuality Preference Indicator

Publicado por Ana G. em Junho 16, 2009

O Professor Doutor John Beiter (Associação Americana de Educadores Sexuais, Conselheiros e Terapeutas – AASECT) contactou-me para que o ajudasse a divulgar em Portugal a ferramenta de comunicação sexual que criou e que está a ser amplamente aplicada nos EUA.

O BSPI © divide-se em 4 categorias: a) parceiro-orientação – definidas como as formas pelas quais o sujeito que gosta de dar início ou “ser iniciada” na actividade sexual; b) estimulação preferencial – a forma como é estimulada ou estimula; c) prazer – definida como o  indivíduo experimenta energia sexual nas suas relações íntimas; e c) rotina – definida como a maneira pela qual o indivíduo gosta de viver os seus encontros sexuais.

Para tirar o máximo proveito do BSPI, os sujeitos são incentivados a partilhar as suas preferências sexuais com o seu parceiro, com o objectivo de obterem um entendimento entre si, de uma forma saudável e que promova um nível mais profundo de intimidade sexual.

Sugiro que os colegas experimentem preencher o breve questionário que está online e que concluam se lhes será útil como ferramenta de abordagem.

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Approbo é a nova ferramenta contra os plágios académicos

Publicado por Ana G. em Maio 17, 2009

O Approbo é uma nova aplicação gratuita que permite detectar plágios em trabalhos académicos. Se alguma frase ou parágrafo de um documento entregue por um aluno constar de alguma página web, este software denuncia imediatamente o plagiador.

O funcionamento da aplicação é simples: basta descarregar o Approbo da net, submete-se o documento que se pretende escrutinar e, com um click, em poucos segundos, fica a saber-se se o conteúdo do documento está online – seja em formato Microsoft Office, Adobe Reader ou OpenOffice – e onde é que está.

A aplicação disponibiliza ambos os textos – o original e a cópia – no ecrã, para que seja possível perceber a extensão do plágio. A ferramenta utiliza motores de busca para encontrar os pontos de coincidência com o texto original. A partir desse ponto, o Approbo verifica – palavra por palavra – todo o arquivo e mostra-o de forma gráfica, simplificando o trabalho ao utilizador. Quando se trabalha com documentos de grandes dimensões – teses de doutoramento, por exemplo – o processo poderá demorar um pouco mais a apresentar resultados, nunca passando, porém, dos dois minutos, garantem os seus criadores.

“Tentámos desenvolver uma ferramenta simples, intuitiva e que possa ser usada por qualquer pessoa”, assinalou o director-geral da empresa que desenvolveu o software, a Symmetric, de Barcelona, citado pelo elmundo.es

O Approbo é totalmente gratuito, tendo sido financiado pelo Citilab, um portal de educação online que, por sua vez, recebe financiamento de várias administrações públicas.

Esta ferramenta foi idealizada a pensar na comunidade docente, que frequentemente lida com casos de plágio descarado. O Approbo poderá agora ajudar a combater este problema de forma mais consistente. “Desenvolvemos este software sobretudo para o contexto educativo”, explica o responsável da Symmetric, Josep Lluís Manso, citado pelo elmundo.es, acrescentando que “com a Internet, lidamos diariamente com fenómenos de copy-paste e, para isso, precisamos de ferramentas”. “Estamos a favor de que os documentos, quando são bons, se copiem… A única coisa que dizemos é que se citem as fontes”, sublinhou.

15.05.2009 – 11h03 PÚBLICO

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Teses de doutoramento à venda por 50 mil euros

Publicado por Ana G. em Maio 17, 2009

A massificação dos doutoramentos, que triplicaram em dez anos, abriu a porta ao negócio e à falsificação. Vendem-se teses por milhares de euros e alguns são plágios. Só pontualmente é que os professores dão conta de que se trata de cópias, facilitadas pelas bases de dados na Internet.

Quanto vale uma tese de doutoramento? Se para muitos é condição para preservar um emprego na carreira académica e, para outros, uma arma no cada vez mais competitivo mercado de trabalho, há quem tenha na “produção” ou falsificação de teses uma actividade lucrativa. O preço cobrado por uma tese de doutoramento – que abre portas na administração pública, política e empresas – pode chegar aos 50 mil euros, segundo disse ao DN um professor universitário. Mas se a exigência e a bolsa forem limitadas, há preços mais baixos.

O negócio vale tanto para teses de mestrado ou doutoramento como para trabalhos de faculdade, chegando até a ser publicitado na internet. O fenómeno é conhecido de professores arguentes de várias universidades ouvidos pelo DN, que pontualmente são confrontados directamente com casos de plágio ou, não o sendo, conhecem situações de quem admitiu ter comprado a tese.

Uma professora de Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Évora viu-se confrontada com uma cena embaraçosa: enquanto membro do júri de uma prova de doutoramento naquela área de estudos, assistiu à confrontação da doutoranda com uma acusação de plágio, quando esta se preparava para defender a tese. Lavada em lágrimas, a doutoranda acabaria por admitir ter comprado a tese. Pensava ter adquirido um original, mas venderam-lhe um produto repescado da Internet.

Outro caso semelhante ocorreu com uma professora do Instituto de Estudos Jornalísticos, em Coimbra, que, enquanto arguente, acabaria por rejeitar a defesa da tese de uma doutoranda, por se ter apercebido de uma situação de plágio. Os exemplos sucedem-se, embora sejam tratados com a máxima discrição dentro do meio académico, uma vez que estas situações acabam por expor também os próprios orientadores de tese.

A Internet é a fonte de informação, por excelência, tanto para quem plagia, a ver se pega, como para quem faz disso um negócio. Não só estão disponíveis trabalhos portugueses, como se podem encontrar teses realizadas em qualquer parte do mundo.

Desde 2002, existe o Registo Nacional de Teses de Doutoramento em Curso, uma base de dados online, de livre acesso, onde se podem consultar todos os trabalhos de investigação realizados ou reconhecidos pelas universidades portuguesas.

A base de dados é gerida pelo Observatório da Ciência e Tecnologia, sob tutela do respectivo ministério, mas não tem mecanismos de alerta para trabalhos que sejam demasiado parecidos. Fonte oficial do Ministério do Ensino Superior rejeitou, em declarações ao DN, qualquer responsabilidade na prevenção de plágios, remetendo-a para o júri, que “deve estar a par da investigação nas suas áreas”.

Cristina Ponte, professora de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, diz ter conhecimento da existência de plágios, embora nunca tenha sido pessoalmente confrontada com um caso nas muitas provas de doutoramento de que é arguente. “É impossível eliminar o risco de um plágio passar, sobretudo em teses de 700 páginas e quando tudo está disponível online”, diz aquela investigadora, acrescentando: “Mas há alguns critérios a seguir como a capacidade de argumentação do doutorando, a criatividade e a existência ou não de trabalho de campo.”

Em todo caso, Cristina Ponte lembra que o plágio não é necessariamente uma questão nova: “Antes da Internet, as teses também estavam disponíveis na Biblioteca Nacional e não havia tantos mecanismos como agora para os detectar.”

Opinião idêntica tem Francisco Ferreira, professor da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UNL, que aponta a existência de bases de dados científicas, que permitem pesquisar por palavras-chave.

Algumas universidades, como a Lusófona, acabam de adoptar um programa informático, o Ethorus, que facilita a detecção de plágios. Mas, ao contrário dos códigos de universidades americanas, em que o plágio pode dar lugar a expulsão, em Portugal, a penalização é discreta. É-se convidado a retirar os trabalhos, podendo ser reapresentados depois. E tudo morre no silêncio das cumplicidades do meio académico.

Fonte: DN

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GDARP – Desporto Adaptado – Rovisco Pais

Publicado por Ana G. em Maio 13, 2009

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Jornadas de Sexologia – SPSC – 28 Maio – Univ. Aveiro

Publicado por Ana G. em Maio 6, 2009

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SexLab

Publicado por Ana G. em Maio 4, 2009

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Saúde Sexual da Mulher e do Homem
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Objectivos: Este estudo, de cariz experimental, tem como principal objectivo melhorar o conhecimento acerca das experiências sexuais das mulheres e dos homens, segundo uma perspectiva biopsicossocial. Pretende-se, assim, testar o papel mediador das crenças sexuais, relacionamento, auto-estima sexual e aspectos disposicionais (e.g., sociossexualidade, inibição/ excitação sexual) na resposta sexual fisiológica e subjectiva a diferentes estímulos (estímulos eróticos e relacionais versus material sexualmente explícito) e instruções sexuais (imaginar companheiro versus imaginar estranho).

Estado da Arte: As contribuições teóricas e os estudos empíricos mais recentes têm demonstrado que, para se compreender a sexualidade quer masculina quer feminina, além dos aspectos biológicos, importa considerar factores psicológicos, nomeadamente cognitivos e emocionais (e.g., crenças e pensamentos, auto-estima sexual, afecto, etc.), bem como factores de natureza relacional, nomeadamente a qualidade do relacionamento (e.g., Basson, 2001, 2005; Bancroft, 2002; Dennerstein & Lehert, 2004; Dove & Wiederman, 2000; Graziottin & Leiblum, 2005; Leiblum, 2001; Sugrue & Whipple, 2001). Apesar destas contribuições e de algumas tentativas de conceptualização alternativas ao modelo clássico da resposta sexual (Masters & Johnson, 1966), poucos estudos empíricos têm considerado simultaneamente e de forma interrelacionada as referidas variáveis de modo a compreender o seu contributo relativo, de acordo com uma perspectiva ampla e integrativa. Por outro lado, a grande maioria dos estudos laboratoriais conduzidos, tem desvalorizado a possibilidade de inclusão de estímulos eróticos e de natureza relacional para melhor conhecer a resposta sexual, sendo usados, quase exclusivamente, contextos de estimulação baseados em material sexualmente explícito (quer para homens, quer para mulheres). Deste modo, tem sido difícil aprofundar o conhecimento acerca do papel dos factores relacionais e da interacção entre estes e os aspectos cognitivos e afectivos, tão intimamente ligados à sexualidade.

Para participar: Os participantes para este estudo serão mulheres e homens com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, casados/as e/ou a viver com o/a companheiro/a há pelo menos 6 meses. Caso esteja interessado/a em participar deverá fazer um primeiro contacto telefónico para o número 234 370 644 ou para o número 93 447 90 10, ou se preferir, enviar email para: sexlab@dce.ua.pt. Dado que a sua deslocação ao laboratório implica custos relacionados com transporte ou alimentação, será concedido um montante para cobrir os custos de participação.

 

telefone: 234 370644

telemóvel: 93 447 90 10

e-mail: sexlab@dce.ua.pt

 

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Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais (CMRRC – RP)

Publicado por Ana G. em Maio 2, 2009

 

Para além do desenvolvimento da área assistencial, “a missão primordial” do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais (CMRRC – RP), o presidente do conselho de administração, Manuel Teixeira Veríssimo, pretende avançar com outros projectos. São diversas actividades ligadas à área da reabilitação, com as quais pretende rentabilizar os 144 hectares da quinta. “Temos condições para ser o melhor centro do país na área da reabilitação”, afirma o médico.

- DIÁRIO AS BEIRAS – O desenvolvimento da área assistencial tem sido a prioridade, desde que tomou posse?

- Teixeira Veríssimo – A missão do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais é oferecer cuidados de reabilitação de elevada diferenciação, muito especializados, aos doentes da região Centro. É o Centro de fim de linha no quadro da Rede de Referenciação Hospitalar de Medicina Física e de Reabilitação, recebendo doentes de todos os hospitais da região. No CMRRC o internamento começou a ser feito em Novembro de 2002, com 20 camas, mas a capacidade tem vindo a crescer. Em Dezembro de 2007 existiam 36 camas, que aumentaram para 50 em 2008 e, neste momento, existem 60 camas. Estamos apenas à espera de autorização superior para começarmos a trabalhar com mais 20 camas, que já estão prontas, e ficaremos com um total de 80.

- O plano funcional do hospital prevê a existência de cerca de 140 camas na área da reabilitação diferenciada. Serão suficientes?

- Queremos recuperar outro edifício para instalarmos mais 60 camas para reabilitação. Ficaríamos com as cerca de 140 camas previstas, que serão suficientes para dar resposta às necessidades da região Centro, segundo a rede nacional de referenciação hospitalar, e concluiríamos o projecto assistencial na área do internamento, que é o objectivo essencial do CMRRC. Para recuperar este edifício esperamos conseguir reverter parte do dinheiro da venda de alguns imóveis que o centro possui em Lisboa, que será feita pelo Ministério das Finanças.

- Para além do aumento da capacidade de internamento estão outros projectos em curso?

- Penso que o CMRRC deverá ter tudo aquilo que contribua para fechar o círculo dos interesses da reabilitação. E como temos condições excepcionais, nesta quinta com 144 hectares, podemos juntar à nossa missão central, a reabilitação de alta diferenciação, outros projectos que a complementam e podem ajudar a suportá-la até financeiramente. É nessa perspectiva que queremos criar, por um lado, o Centro de Estágio de Desporto Adaptado, com desportos náuticos e de alta competição para atletas paralímpicos, e, por outro, desenvolver o próprio desporto adaptado.

- Os cuidados continuados serão outra vertente?

- Outra componente será a dos cuidados continuados, que queremos sejam de alta qualidade. Está neste momento a decorrer o concurso para a recuperação de um edifício onde será instalada uma unidade de cuidados continuados de convalescença, de curta duração, com 60 camas. Destas, 30 camas destinam-se a doentes vítimas de AVC e outras 30 camas para doentes operados ao aparelho locomotor, por exemplo com próteses da anca ou do joelho. Temos também a hipótese de vir a ter uma unidade de média duração e reabilitação, com 30 camas, recuperando mais um edifício, e já temos luz verde do ministério para o estudo deste projecto. Pretendemos ainda criar uma residência de longa duração para deficientes, sobretudo para jovens que ficam com grandes limitações e não têm para onde ir, acabando por ser colocados em lares junto de idosos. O projecto foi apresentado à tutela e deverá avançar em breve.

- O objectivo é desenvolver áreas complementares à reabilitação?

- Exactamente. A área dos cuidados continuados, na qual poderemos vir a ter até 110 camas, é complementar à da reabilitação diferenciada, e podem beneficiar uma com a outra. Está também em fase de preparação a criação de um Centro de Reabilitação Profissional e Social, porque algumas das pessoas que aqui são internadas têm que ser readaptadas profissionalmente e há também um trabalho de reinserção social. Para isso temos um acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e, através dele, uma parceria com o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, que vai ajudar-nos a desenvolver essa área, que ficará num outro edifício a recuperar. Vamos ainda criar uma oficina de próteses e de ajudas técnicas, também em parceria com aquele centro de Gaia e a instalar noutro edifício, que possa fornecer estes serviços, que não existem na região. Neste projecto procuraremos também desenvolver a parceria que temos com a Universidade de Aveiro. Ou seja, não queremos ter uma oficina apenas para fazer o que já existe, mas tentar investigar e inovar.

- São projectos ambiciosos…

- O CMRRC tem condições para ser o melhor centro de reabilitação nacional e penso que poderá ser um dos melhores da Europa. Este centro não se pode limitar a oferecer o trabalho corrente, tem que ir mais longe, tem que investigar. No fundo, este centro tem que ser uma escola de reabilitação para o país. Penso que estamos no bom caminho.

- É preciso também o empenho da tutela?

- A tutela tem estado disponível sempre para nos apoiar nos projectos que apresentamos e penso que assim continuará, porque é importante para a zona Centro. Uma sociedade desenvolvida exige qualidade de vida, que só é atingida com uma boa capacidade de reabilitação das suas pessoas. E isso ainda não acontece. Não tanto no caso dos mais jovens, embora exista alguma lista de espera para internamento, aqui e no centro do Alcoitão. Mas na área do AVC continuamos a não oferecer tudo aquilo que a ciência a nível mundial tem para a reabilitação e muitos doentes que poderiam ser reabilitados ficam com muitas limitações.

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“Acho um absurdo vender esperanças”, diz secretária de SP sobre células-tronco

Publicado por Ana G. em Abril 28, 2009

 

No comando da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que completou um ano em março, a médica Linamara Rizzo Battistella afirma que a pasta do governo de São Paulo não vai destinar nenhum centavo para estudos relativos às células-tronco. “Não entendo que esse seja o caminho mais rápido para melhorar a vida das pessoas com deficiência. Temos de ter esperança, sempre, mas não ilusões.”

Para secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é absurdo “vender esperanças”.

A secretária, que é casada e mãe de três filhos, é responsável por fomentar políticas voltadas a um público que corresponde, segundo estimativas da própria pasta, a 11,4% dos 39,8 milhões de paulistas (quase 4,5 milhões de pessoas).

Battistella avalia que o Sistema S (conjunto de entidades da indústria, comércio e serviços, que atua na formação de mão-de-obra para esses setores) exclui o deficiente quando cria turmas de aprendizagem específicas para esse grupo. A secretária afirma ainda que todas as escolas estaduais estarão livres de barreiras arquitetônicas, que impedem o acesso dos deficientes, ‘em breve’.

Folha – Os empresários batem na tecla de que não há deficientes qualificados para que possam cumprir a lei de cotas. Isso é fato?

Linamara Rizzo Battistella – O perfil das ocupações muda muito rapidamente e as escolas de formação não conseguem acompanhar. Isso causa impacto em jovens com ou sem deficiência. O empresário tem mecanismo para agir, por exemplo, cobrando do Sistema S, que tem um compromisso social, a partir do momento em que tem facilidade fiscal estabelecida. Essa instituição precisa se comprometer não só a treinar o jovem que está entrando no mercado, mas também a continuar a dar assistência ao profissional. Isso serve para todos, mas quem é mais prejudicado é a pessoa com deficiência, que não tem acesso aos cursos e é separada em turmas exclusivas, o que é um mecanismo posto, com clareza [pelo Sistema S], de um sentimento de exclusão. Contra barreiras arquitetônicas é possível fazer leis, já contra atitudes…

Folha – Mas o costume é só oferecer vagas de baixa qualificação.

Battistella – O fato de ter um diploma não diz exatamente a capacidade no desempenho de uma atividade. A pessoa com deficiência é reativa porque ela sempre foi excluída e avalia que tem o passaporte para exigir um trabalho. Isso não funciona. Entendo que haja, sim, restrições por parte do empresariado a esse grupo social. Mas imagino que é preciso mudar a forma de apresentação do candidato deficiente ao mercado.

Folha – A sra. é favorável às cotas?

Battistella – Os números mostram que levar a diversidade para dentro da linha de produção é um bem para todos. Dos 2,2 milhões de pessoas que foram em busca do auxílio previdenciário em 2007, a perícia apostou na capacidade laboral a partir da requalificação de apenas 60 mil. Dessas, 21 mil realmente voltaram a trabalhar. Quem paga essa conta é o empresário. Se ele entender esses custos, vai achar mais fácil apostar na lei de cotas e investir na qualificação.

Folha – O projeto da casa popular acessível, umas das vitrines da secretaria, parou em leis municipais?

Battistella – Foi uma surpresa. Para mim, não há cidadania se a pessoa não tem endereço. Quando o projeto foi anunciado, descobrimos uma restrição nas legislações municipais para considerar uma moradia como de interesse social, aquelas de que a prefeitura abre mão do IPTU. Em São Paulo, por exemplo, a moradia não pode ultrapassar 55 m2 de área útil. Mas a casa acessível ideal tem três quartos e 60 m2. [A casa acessível deve ter banheiro adaptado, portas mais largas e corredores amplos]. As pessoas com deficiência permanecem mais tempo em casa e, cada vez mais, felizmente, as famílias brasileiras estão abrigando seus idosos, por isso os três dormitórios. Já começamos a conversar com as prefeituras para tentar mudar as leis. Enquanto isso, a casa acessível terá 52 m2.

Folha – O orçamento da pasta é de cerca de R$ 35 milhões, enquanto o da Comunicação é de R$ 155 milhões. Quais são as prioridades?

Battistella – Estamos fazendo um banco de dados com informações disponíveis em todas as secretarias de Estado. Queremos conhecer melhor a população com deficiência e saber de que ela precisa. Esse mapa também vai nos ajudar a definir, junto com o Tribunal Regional Eleitoral, a distribuição das urnas acessíveis. Queremos trabalhar o direito à escolha, que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, para que o voto seja o reflexo disso.

Folha – Ainda falta informação para que a sociedade conheça a realidade do deficiente. Há quem pense que esse público não tem vida social ou amorosa. Há alguma ação prevista para mudar isso?

Battistella – A partir do site [pessoacomdeficiencia. sp.gov.br] e da presença da secretaria em todos os eventos é que podemos levar informação. Mas a tarefa de fazer da sociedade um clube de iguais precisa ser contínua. O governo tem de fazer campanhas educativas. A paralisia infantil não teria sido erradicada sem que as pessoas tivessem direito à informação. As pessoas podem ter a melhor cadeira de rodas, e não aquelas sem qualidade que são doadas. Não vejo outro meio de garantir que elas saibam disso sem grandes campanhas.

Folha – A situação do transporte público é crônica, mas afeta mais o deficiente. É possível resolver?

Battistella – O transporte público em São Paulo não serve a ninguém, porque há um problema concreto: as distâncias a serem superadas. A pessoa com deficiência sofre um agravante, uma vez que o tempo que ela fica sentada pode significar perda da funcionalidade no corpo [lesões na pele, infecções urinárias]. Para pessoas que precisam de transporte rápido para ir ao trabalho, ao médico ou à escola, é mais barato fechar um acordo com táxis adaptados. Na Europa, funciona assim.

Folha – É comum encontrar escadas nas escolas públicas do Estado…

Battistella – Tenho certeza de que as barreiras arquitetônicas serão todas removidas em breve. O meu temor é que o educador pense que isso resolva a questão da acessibilidade. Há um orçamento do FDE [Fundo para o Desenvolvimento da Educação] exclusivo para eliminar as barreiras, e nós estamos controlando isso. A questão, porém, são os arredores da escola, como a criança chega à escola, que é uma responsabilidade das prefeituras. É preciso também resolver a questão do material didático, a maneira como o professor trabalha o aluno com deficiência. A escola é o melhor local para garantir o conceito de inclusão.

Folha – A secretaria auxilia no financiamento das pesquisas com células-tronco em andamento?

Battistella – Acho um absurdo vender esperanças. Sou absolutamente contra a forma como se coloca isso [as pesquisas] para o público. A ciência de boa qualidade consegue superar as barreiras sem perder de vista os limites éticos. Não entendo que esse seja o caminho mais rápido para melhorar a vida das pessoas com deficiência. Temos de ter esperança, sempre, mas não ilusões. Esse é um caminho que ainda não se mostrou viável na questão da lesão medular, da paraplegia. É preciso olhar para aquilo que a vida nos deu e viver com aquilo que temos. Cruzar os braços e ficar esperando o resultado de uma pesquisa enquanto a vida passa lá fora é um absurdo. Não podemos colocar as pessoas em uma situação de risco perdendo de vista o direito à vida. A secretaria não reservou nenhum recurso para esse tipo de pesquisa. Entendo que células-tronco têm resultado de sucesso para alguns tipos de câncer. Mas o grupo de pessoas que a secretaria representa precisa de outras linhas de pesquisa que o coloque dentro da sociedade.

Agência Folha,

28/04/2009 – 04:26

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O eterno tabu da sexualidade na deficiência

Publicado por Ana G. em Dezembro 3, 2008

Esse garoto é seu filho mesmo? A pergunta constrangedora, que poderia motivar até um teste de paternidade, já foi feita algumas vezes para Henrique* [nome fictício], durante passeios feitos com a família. A dúvida, no entanto, não vem da falta de semelhanças físicas entre ele e o seu filho, um menino de cinco meses, ou de outro motivo qualquer.

Há quatro anos, Henrique precisou utilizar cadeira de rodas. O agravamento em um problema no joelho esquerdo o impossibilitou de continuar se locomovendo de muletas e aparelho ortopédico, como fazia antes. O uso da cadeira, segundo ele, é o principal motivo de alguns conhecidos imaginarem que ele e sua esposa não têm vida sexual ativa.

Esta quarta-feira, 3 de dezembro, é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que 24,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população nacional, percentual bastante superior aos levantamentos anteriores, nos quais se observava um contingente inferior a 2%.


Além dos problemas de acesso, portadores de deficiencia enfrentam preconceito na vida sexual

“Existe sim a cultura que deficiente não pode transar. Algumas mulheres, às vezes, não se aproximam de um cadeirante pelo fato de acreditar que o mesmo não pode ter relações sexuais”, comenta Henrique. A sexualidade, uma questão que não está presente nem mesmo nas estatísticas oficiais – que contemplam educação, moradia, emprego e até mesmo saúde –, não é levada em consideração na elaboração de políticas de inclusão.

A verdade é que muitas pessoas ainda ficam surpresas com o fato de o portador de deficiência sentir prazer. “Primeiro, porque a sexualidade é considerada um tabu na sociedade brasileira. É muito difícil discutir e conversar sobre isso. Depois, o deficiente, que já vive numa sociedade como esta, é encarado como coitado, incapaz, como aquele que tem dificuldades. Então, o sexo para ele passa a ser um tabu muito maior”, revela o fisioterapeuta Nildo Ribeiro, mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e coordenador do Curso de Fisioterapia da Faculdade Social, em Salvador.

Às vezes, até mesmo os serviços de saúde ignoram o fato de que o deficiente tem grande parte da capacidade e da potencialidade sexual preservada. “Infelizmente, num conceito ainda antigo de saúde, o sexo não é uma das prioridades. Mas ele é, pois faz parte da saúde. A saúde deve ser vista como um todo, ela não é só a ausência da doença. A saúde é tudo: o lazer, o sexo, a vida como um todo”, explica Ribeiro.

Para ele, os serviços de reabilitação, que acompanham o indivíduo desde a ocorrência da lesão, precisam de profissionais específicos que o orientem sobre a sexualidade. Os profissionais deveriam se unir à família para ajudar na discussão deste e de outros problemas. “Precisamos desmistificar o deficiente, caso contrário ele se tornará um indivíduo retraído, que não se expõe, que não vai à rua, não paquera, porque acha que os outros não irão corresponder”, afirma.

Caso a caso – Entre os vários tipos de lesões e traumas que podem deixar uma pessoa dependente de cadeira de rodas, a lesão medular é a que traz maiores alterações e prejuízos do ponto de vista sexual.

A lesão medular, oriunda de traumatismos ráqueo-medulares ou tumores de medula, ocorre em áreas sensitivas importantes, além de afetar também a locomoção. “Da região lombar para baixo, ele não mexe. Da altura dos mamilos para baixo, não existe sensibilidade. É muito específica a lesão medular, diferentemente de um Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) ou de um acidente vascular. Todas estas lesões são incapacitantes, trazem seqüelas”, cita o fisioterapeuta.

Outras lesões, localizadas na coxa ou na perna, facilmente preservam a sensibilidade da região genital.  Pacientes hemiplégicos (que perderam os movimentos em um dos lados do corpo) também não costumam enfrentar problemas.

”A única diferença é que não podemos fazer posições sexuais que necessitam que fiquemos de pé. As demais fazemos com bastante amor e carinho. Garanto que é ainda bem mais prazeroso que muitos que não possuem nenhum tipo de deficiência”, diverte-se Henrique.

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A magia do toque – oficina de movimento criativo

Publicado por Ana G. em Dezembro 2, 2008

Domingo, 14 de Dezembro, 11h00 e 15h30
Um atelier em que se descobrem e potenciam novas formas de contacto entre pais e filhos, apoiado na ligação entre algumas técnicas de relaxamento no âmbito da psicologia infantil e da dança.  
O toque como ferramenta primordial na descoberta do self e da sua relação com o outro, capaz de descolar em infinitas coreografias com o mundo exterior.  
 …
Formadores: Yola Pinto (Dança) e Ana Garrett (Psicologia)  
4€  
Sessão da manhã: dos 3 aos 5 anos. Sessão da tarde: dos 6 aos 8 anos.  

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4 Dezembro: A Pessoa com Deficiência – Uma Causa em Comum

Publicado por Ana G. em Novembro 24, 2008

A Pessoa com Deficiência – Uma Causa em Comum é o tema da palestra promovida pelo Hospital Rovisco Pais, em parceria com o Município de Cantanhede, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, no próximo dia 4 de Dezembro, no Auditório da Biblioteca Municipal.

 

A iniciativa tem como objectivos relembrar os direitos das pessoas com deficiência consignados na lei e sensibilizar a população para esta problemática, nomeadamente para as dificuldades que os cidadãos afectados por limitações de ordem física e as suas famílias enfrentam.

O Rovisco Pais é um Centro especializado de nível central, com internamento, ambulatório e hospital de dia, destinado à prestação de cuidados diferenciados de Medicina Física e Reabilitação em todas as suas áreas de intervenção, nomeadamente nas situações que, pela sua natureza e/ou complexidade (e apresentando potencial de reabilitação) necessitam de tempos prolongados de tratamento e maior investimento técnico-profissional. Com uma actividade pautada por critérios de excelência, integra as áreas médica, assistencial, preventiva, diagnóstica e terapêutica, bio-engenharia, investigação e ensino.

PROGRAMA

- PERSPECTIVA HISTÓRICA DA EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE DEFICIÊNCIA

Enfermeira Cristina Santos, Licenciada em Enfermagem – CMRRC – Rovisco Pais

 

 - PROCESSO DE ADAPTAÇÃO À DEFICIÊNCIA

Dr.ª Ana Garrett, Psicóloga, Bolseira de Doutoramento em Psicologia Clínica pela Fundação Para a Ciência e a Tecnologia – CMRRC – Rovisco Pais

 

- ABORDAGEM CLÍNICA À PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Dr.ª Paula Amorim, Licenciada em Medicina, com especialização em Medicina Física e Reabilitação – CMRRC – Rovisco Pais

 

- SUPORTE SOCIAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Dr.ª Marília Campos, Licenciada em Serviço Social – CMRRC – Rovisco Pais

 

- TESTEMUNHO

Eng.º Nelson Oliveira, Engenheiro Mecânico, lesionado medular – paraplégico e Utente do CMRRC – Rovisco Pais

 

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Hoje

Publicado por Ana G. em Novembro 24, 2008

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VI Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia (APNUG)

Publicado por Ana G. em Novembro 17, 2008

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Apelo de Nuno Cabruja

Publicado por Ana G. em Outubro 30, 2008

Recebi um e-mail do Nuno com este apelo.


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Oportunidade de inclusão – Instituto de Pesquisa Eldorado

Publicado por Ana G. em Outubro 13, 2008

Divulgo e peço atenção para o seguinte e-mail que recebi:

Bom dia Ana,

 

            Tudo bem? Ana, meu nome é Juliano, tenho deficiência física, resido e trabalho em Campinas, São Paulo. Sou formado em ciência da computação e exerço a profissão no Instituto de Pesquisa Eldorado. Gostaria de divulgar no seu blog um projeto de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho que o instituto desenvolveu. Trata-se do Projeto Oficina do Futuro PcD – A Competência Faz a Diferença, uma iniciativa do Instituto Eldorado apoiada por empresas da área de TIC (Telecomunicações, Informação e Comunicação) e por parcerias com instituições voltadas para a inclusão de Pessoas com Deficiência no mercado de trabalho.

Os cursos são gratuitos para os participantes e o principal objetivo é capacitar pessoas com deficiência para atuação profissional em empresas das áreas de Telecomunicações, Informática e Manufatura através do desenvolvimento de cursos acessíveis com instrutores qualificados e infra-estrutura adequada.

           O projeto destina-se às pessoas com 18 anos ou mais, que tenham interesse nas áreas de Telecomunicações, Informática e Manufatura Eletrônica.

Para fazer a inscrição, basta enviar um CV para tais.olivieri@eldorado.org.br ou ligar para  19 3757-3032.

 

Local dos cursos: Instituto de Pesquisas Eldorado (Ficamos dentro do campus da Unicamp) Avenida Érico Veríssimo, s/nº -Bairro: Cidade Universitária

Campinas/SP

 

Em anexo o folder do projeto.

 

Atenciosamente

Juliano Marques Herobetta

Eldorado Research Institute – Brazil

Email: juliano.herobetta@eldorado.org.br

Phone office: +55 19 3757-3367

Phone cell:  +55  19 9789-0554

Ver também esta notícia: http://www8.eldorado.org.br/aberto/ContentView.php?ContentUniqueId=243

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