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Publicado por Ana G. em Outubro 28, 2009
Na semana passada terminou um dos maiores congressos científicos mundiais, o congresso da sociedade americana de neurociências em Chicago.
Reunindo cerca de 32 mil neurocientistas e afins, é nessa Meca científica que diversas novidades na área são anunciadas. Este ano não foi diferente.
Dentre os diversos assuntos tratados no congresso, resolvi relatar aqui algumas novidades sobre tratamentos em lesões físicas diretas na medula. Esse tipo de lesão pode afetar diretamente os feixes nervosos que levam a informação do cérebro às outras regiões do corpo. O trauma também pode afetar regiões que circulam esses nervos, como ossos e vasos nervosos, atingindo indiretamente o funcionamento da medula.
Obviamente, dependendo da região lesionada, os efeitos causados podem ser mais ou menos pronunciados. Ou seja, quanto mais próximo do pescoço (cervical), maior será a área atingida, pois os efeitos são sentidos, geralmente, em regiões abaixo da lesão. A gravidade dos sintomas também dependem da natureza da lesão nos nervos, completa ou apenas parcial.
É interessante notar que, por razões éticas e morais, não existe experimentação em humanos. A maior parte do que sabemos vem de modelos animais. No entanto, fomos aprendendo com o tempo que diferentes espécies têm diferentes capacidades de recuperação. Por exemplo, camundongos conseguem se recuperar mais rapidamente de uma lesão do que ratos. Ratos têm melhores índices de recuperação do que porcos. Suínos já não se recuperam tão facilmente e são, provavelmente, os animais experimentais que mais se assemelham aos humanos. Mesmo assim, roedores são as espécies mais utilizadas, principalmente por uma questão financeira e de espaço.
Estudos apresentados no congresso de neurociência sugerem que a dieta rica em gordura e baixa em carboidratos afeta a taxa de recuperação de ratos lesionados. Outro estudo demonstrou boa resolução em novas técnicas para o isolamento de células-tronco indiferenciadas antes do transplante, como forma de evitar o surgimento de um indesejado tumor, agravando o quadro clínico. O estudo aponta para melhores práticas num futuro tratamento com células-tronco em humanos, o que será imprescindível. Avanços na indução da recuperação pela própria plasticidade neural da medula, por meio da adição de fatores de crescimento, também foram relatados.
Apesar de tantas novidades na área, o melhor tratamento em humanos continua sendo a terapia física. Interessante notar que novos dados estão confirmando isso nos modelos animais. Em um experimento interessante, roedores foram treinados a usar o sistema locomotor de formas diferentes, por exemplo, andando para trás ou para os lados. Note que roedores só costumam andar para frente.
Para treiná-los a andar em outras direções, o animal foi suspenso numa “maca” que deixa suas patas de fora. As patas encostam numa esteira que se move em diversas direções. Assim, ao girar a esteira para frente, o animal, intuitivamente, começa a andar para trás, como que tentando compensar sua posição. O mesmo tipo de exercício é feito para os lados.
Depois de algum treino, os animais já se sentem mais confortáveis e executam os movimentos compensatórios naturalmente. Como se tivessem “aprendido” a andar em outras direções. Pois bem, após o treinamento, os animais foram submetidos a uma cirurgia para causar um tipo de lesão medular controlada – todos os animais tiveram o mesmo tipo de lesão. Como grupo controle, foram utilizados indivíduos que não tinham passado pelo treinamento anteriormente.
A comparação entre os dois grupos sugere que os animais que aprenderam a usar os movimentos inconscientes da esteira conseguiram se recuperar significativamente mais rápido das lesões do que os sedentários. O resultado pode ser parcialmente validado em humanos, para os quais existem dados mostrando que atletas têm um nível de recuperação melhor do que não atletas. Mas não me parece exatamente a mesma coisa.
A explicação dos resultados pelo grupo de pesquisa responsável é interessante. Não se baseia nas explicações tradicionais de plasticidade neural (capacidade que o cérebro tem de reorganizar as redes neuronais após um ferimento, por exemplo). De acordo com as observações feitas, os animais que tiveram o treinamento prévio utilizaram-se dos truques aprendidos na esteira para acelerar sua recuperação.
Obviamente, a lesão impediria que a memória cerebral e consciente desse aprendizado auxiliasse nesse processo, pois a comunicação com o cérebro fora interrompida. Como explicar então o uso dos conhecimentos adquiridos pelos roedores na recuperação? O grupo sugere que existem “memórias” estocadas na medula espinhal e os animais que receberam o treino conseguem se lembrar de usá-las durante o período de recuperação.
O conceito é novo e arrojado em neurociência. Jamais ninguém ousou propor que a medula também serviria como estoque de memória, mesmo que seja física. Se isso for realmente verdade, vai revolucionar a forma como vemos a integração do cérebro com o resto do sistema nervoso. Em geral, existe essa tradicional “separação” em neurociência: os que estudam o cérebro (grande responsável pelas emoções, memórias e cognição) e os que estudam a medula, responsável por movimentos inconscientes e motores.
Talvez essa visão compartimentada e tradicional do sistema nervoso esteja ficando ultrapassada. Vou ainda mais longe: caso isso se comprove, podemos aprender a usar esse tipo de memória física para estocar outros tipos de memória, fazendo um backup de informações importantes na medula ou simplesmente liberando espaço no cérebro para atividades de execução.
Em geral, o estudo da ciência básica acaba fornecendo substrato para pesquisas mais aplicadas. Aqui parece que aconteceu o contrário. Ao tentar desenvolver protocolos para tratar da lesão da medula espinhal, potencialmente novos conceitos fundamentais do sistema nervoso estão sendo revelados.
PS: A ausência de referências no texto é proposital. Os trabalhos relatados nessa coluna não foram ainda publicados em revistas com avaliação por pares. Portanto, devem ser encarados como preliminares, apenas.
Fonte: g1.com
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Publicado por Ana G. em Julho 13, 2009
Deficientes descobrem novas formas de prazer
Quando Antônio Jorge Alves perdeu o movimento das pernas, lhe doeu muito saber que precisaria usar um outro tipo de cadeira, diferente de todas nas quais ele já havia se sentado. “Quando me deram a cadeira de rodas, eu disse que não ia querer”, lembra. Mas tão difícil quanto usar cadeira de rodas foi trocar o modelo da sua cama. Logo depois do acidente, a esposa de Antônio tratou de vender o leito de casal em que os dois se deitavam. “Esse gesto foi a maior decepção de quando eu fiquei deficiente”, diz, com um tom magoado.
A situação enfrentada por Antônio Jorge Alves é a imagem precisa para definir as dores que a deficiência física pode causar. Afinal, há lesões muito mais graves de que aquelas que tiram o movimento das pernas, braços, ou mesmo de todo o pescoço para baixo. Se não receber apoio da família e não encontrar força psicológica para superar o problema, o deficiente pode ficar mutilado em sua estima, e se sentir incapaz para várias realizações, inclusive para amar.
“No amor, o deficiente precisa aprender a valorizar outras sensações”, explica o psicólogo Adriano Baratta, que atuou no Sarah. Além de estudioso do tema, Adriano viveu na própria pele essa realidade. Foi tudo muito rápido. Um mergulho de cabeça, uma forte pancada, o sangue misturado com a água. A medula se comprimiu, e Adriano ficou tetraplégico. Ele ganhou um novo corpo, e a cadeira de rodas virou companheira constante. Foi preciso recomeçar. “Quando retomei a vida sexual, tive a mesma sensação e insegurança de minha primeira vez”, lembra. “O sexo mudou. A mulher passou a assumir um papel mais ativo na relação”.
A sexualidade do deficiente físico é muito mais complexa do que se pode imaginar. Assim como ocorre com todas as pessoas, não dá para dizer que os corpos reagem de forma igual aos estímulos da carne. Tudo depende de inúmeros fatores, como altura da lesão na medula, gravidade da fratura, capacidade psicológica para enfrentar o problema, e qualidade no processo de reabilitação. “Nem todas as pessoas chegam a ter comprometimento da função sexual após a lesão”, explica o urologista Márcio Josbete Prado.
Lógica complexa.
Apesar do incidente da cama de casal, Antônio Jorge não deixou de ter um leito grande o suficiente para caber outras necessidades que não o sono. Em 1994, ele se separou da mulher e hoje, com uma certa freqüência, troca de namoradas. Mas, como sua cama, o sexo ficou pela metade. Ou melhor: assim como sua cama, o sexo mudou de formato. “Eu consigo manter ereção, mas não ejaculo nem sinto prazer. Atualmente, meu prazer maior é satisfazer minha parceira”.
Até hoje, Antônio tem, guardada nas costas, uma bala de revólver, triste lembrança daquele assalto. Foi tudo muito rápido, sempre é rápido. De repente, o pequeno pedaço de metal quente atravessou seu corpo, e ele caiu por cima das próprias pernas. “Foi horrível. Não sei porque, me senti como uma câmarade ar”. O tiro atingiu a coluna, e a medula ficou lesionada. A lesão impediu a comunicação entre os membros inferiores e o cérebro, e por isso Antônio deixou de movimentar as pernas. Mas, se é assim, como se explica o fato de ele ter ereção?
“Na ereção reflexa, não é preciso a comunicação com o cérebro”, diz Josbete Prado. O problema é que, muitas vezes, as ereções reflexas não são suficientes para o estabelecimento de uma relação sexual. “Às vezes, esse tipo de ereção dura pouco e não tem a rigidez necessária”, completa Prado. Mas para isso, existem vários santos remédios, como alguns não deficientes bem sabem. Viagra, papaverina, e mesmo a utilização de um anel que funciona como um garrote, mantendo o sangue dentro do pênis. Há também a possibilidade de colocação de prótese, feita com um fio de platina dentro de um tubo de silicone.
Há ainda muitos outros tratamentos. Quase todos têm suas contra-indicações e possíveis efeitos colaterais, e precisam de recomendação médica. Além do mais, “nada disso promove a ejaculação nem o prazer”, explica Prado. Adriano Barata completa: “Enquanto a pessoa acreditar que a sexualidade se limita apenas à genitalidade, será muito difícil descobrir novas formas de sentir o sexo”.
Novas possibilidades.
Depois que ficou paraplégico, Sandro Mota, 28 anos, passou a se preocupar muito mais com as preliminares. “Com Sandro, eu aprendi que sexo não é apenas penetração”, diz Rafaela Cunha, 23 anos, sua namorada. Sandro e Rafaela se conheceram na faculdade. Quando, pela primeira vez, ele a convidou para sair, Rafaela ficou mentalizando como Sandro iria lhe buscar. “Fiquei imaginando se alguém teria que ir junto com a gente, dirigindo o carro”. Para a sua surpresa, ele chegou sozinho, comandando um automóvel adaptado. No dia que fizeram sexo pela primeira vez, Rafaela também ficou um pouco preocupada. “Não sabia direito como eu devia agir, tem toda a questão das sondas. Mas ele foi natural, e não me deixou nem um pouco constrangida”.
Sandro teve que aprender muita coisa sozinho depois do acidente. Logo no início, ele não ejaculava. “Já tinha me acostumado com a situação. Até que um dia, aconteceu”, lembra. “Fiquei muito feliz, porque o médico me disse que eu poderia ter filhos”. A possibilidade de ter filhos é outra preocupação muito comum entre os deficientes físicos. Prado explica que até mesmo o deficiente que não consegue ejacular pode vir a ter filhos, desde que a zona da medula responsável pelo reflexo da ejaculação não tenha sido lesionada. “É preciso que se induza o reflexo da ejaculação”, explica. Isso pode ser feito com o estímulo de um vibrador que atinja a freqüência de 60Hz.
No caso das mulheres, a deficiência física não as faz perder a fertilidade – pode acontecer a dificuldade de manter a gravidez. Em termos fisiológicos, outra conseqüência é a perda da lubrificação – e esse problema pode ser resolvido com o uso de lubrificantes externos. E, se a lesão for total, a capacidade de alcançar o orgasmo acaba. Mas prazer é algo que pode ser reinventado – e, nas mulheres, isso é mais fácil. Afinal, culturalmente, o sexo feminino aprendeu a dar mais importância a outros aspectos que vão muito além da simples penetração.
Tesouro escondido.
Mesmo depois do fatídico acidente de carro, Mara Gabrilli continua experimentando subidas bem íngremes, com emoções de montanha russa. “Eu não sinto aquela descida do prazer”. Faz pouco tempo que Mara descobriu que essa subida incessante, sem um ponto final, era sua nova sensação de orgasmo. “Um dia percebi, é isso!”, diverte-se. Todo dia, Mara aprende alguma coisa com seu corpo. Desde que ela sofreu o acidente, passou a ver o sexo por outros ângulos, literalmente. “Da primeira vez foi estranho. Via muito o teto do quarto!”. Querendo alcançar um céu bem mais alto que o telhado, Mara se esforçou para desvendar os segredos do seu corpo, como se ele fosse um complicado mapa de escondidos tesouros. Com o tempo, ela mesma foi se descobrindo. E atualmente, sempre entrega o mapa da mina aos seus namorados. “Eu levo na esportiva. Vou dizendo, passo a passo, o que ele tem que fazer, pra onde ele precisa me carregar”. Às vezes, os pedidos são bem simples. “Peço um abraço”.
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Publicado por Ana G. em Junho 25, 2009
“Quarenta dias após passar pela polêmica cirurgia de aplicação de células-tronco na China, o advogado Djalma Ermenegildo Júnior, de 24 anos, relata em Cuiabá os mistérios mantidos na clínica chinesa sobre o procedimento e a experiência internacional na tentativa de voltar a andar. Djalma ficou tetraplégico há dois anos, após ser espancado por três seguranças da boate Z100, na Capital.
A clínica do médico Huang Hogyun é uma das pioneiras na implantação de células-tronco no mundo. Djalma chegou a Pequim no dia 9 de maio. “No aeroporto, o motorista da clínica estava me esperando. Fomos direto para lá. Apesar de ser um local em que se trabalha com algo tão revolucionário, que são as células-tronco, o lugar é muito simples. Foi até um choque, porque a gente paga caro e as coisas são arcaicas”, conta.
Djalma relata que o local funciona como uma espécie de referência em reabilitação no outro país. “Fiquei na ala para estrangeiros, onde havia cerca de 10 leitos, mas só outras duas pessoas estavam internadas, uma do Brasil e outra da Ucrânia”, diz. A comunicação com a equipe médica é toda em inglês. O advogado relata que ao chegar à clínica no sábado, passou por coleta de sangue para exame.
“Na segunda-feira, os médicos vieram até a gente – viajei com minha prima enfermeira -, e explicaram sobre os riscos da cirurgia. Eles não garantem nenhuma melhora, mas não espero uma mágica e, sim, progressos que melhorem minha qualidade de vida. Na hora, fiquei com medo, pois era anestesia geral, mexem na medula. Fiquei com receio de perder todos os avanços que já consegui até aqui”, fala.
Djalma ficou tetraplégico e agora já consegue movimentar os braços e mãos, realizando atividades que não exigem muita coordenação motora, pois ainda não consegue fechar e abrir os dedos. Na quarta-feira (13 de maio), a equipe formada por três médicos e mais o doutor Huang, que coordena a operação, realizou a cirurgia em Djalma, que permaneceu por cinco horas no centro cirúrgico.
“Eles aplicam as células no local que foi lesionado. Aplicaram em mim células de embriões e também minhas próprias células, mas não vi de onde tiraram. Eles mantêm muito mistério sobre a cirurgia. São fechados, por mais que a gente pergunte. Minha prima, que é enfermeira, não pôde assistir. Talvez queiram manter a técnica em segredo”, analisa.
Após sair da sala de cirurgia, Djalma foi levado para o quarto, onde ficou cinco dias sem poder levantar e nem mesmo mexer o pescoço, área onde sofreu o corte para realização da intervenção médica. “Só no quinto dia pude tomar banho. Faz um mês agora e a região ainda está um pouco dolorida. Senti muita dor, mas é mais muscular, por ter ficado tanto tempo parado na cama”.
Depois da cirurgia, Djalma passou por três reaplicações de células-tronco na região medular. “Cada aplicação tinha cerca de dois milhões de células”. Agora, o advogado se prepara para retomar a rotina em Cuiabá, onde possui um escritório. A expectativa é que os progressos na retomada dos movimentos corporais apareçam daqui a quatro meses.”
Diário de Cuiabá
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Publicado por Ana G. em Junho 20, 2009
Sem acesso a serviços de reabilitação de qualidade que lhes permita recuperar uma vida normal, muitos deficientes motores vivem ‘presos’ em casa, dependentes de familiares.
O alerta parte do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos, que fala numa ‘muito reduzida taxa de cobertura de serviços de reabilitação’.
Em Portugal existem apenas três Centros de Medicina de Reabilitação: no Porto, em Alcoitão e na Tocha. ‘Teoricamente, quando saem do centro os doentes não precisam de fazer mais tratamento. Mas são muitos os que precisam de continuar a fazer reabilitação e por isso vão para ambulatório para manter o seu potencial’, explicou Jorge Lins, responsável clínico do Centro de Reabilitação Rovisco Pais, situado na Tocha.
Jorge Lins diz que ‘a rede de cuidados ambulatórios já não é muito má’, mas acredita que existam zonas do país onde a cobertura ainda é ‘deficiente’.
Já Humberto Santos afirma, com base nas queixas que chegam à associação, que ‘a cobertura dos serviços de reabilitação de qualidade é manifestamente insuficiente’.
‘Muitas zonas estão a descoberto. Ainda no outro dia houve uma pessoa que me disse que desde que saiu de Alcoitão nunca mais fez fisioterapia’, recorda Humberto Santos.
O especialista do Centro de Reabilitação da Tocha explica que todos os que precisam e não têm acesso aos tratamentos ’são prejudicados’, ou seja, ‘além de não potenciarem as suas capacidades ainda aumentam as suas incapacidades’.
Estas situações colocam as pessoas na dependência de terceiros quando poderiam ser muito mais autónomas e ter uma vida muitas vezes normal’, corrobora Humberto Santos, lembrando que há quem acabe por ‘ficar retido a uma cama, uma casa ou confinado a uma cadeira de rodas’.
Tiago Sousa sofreu um acidente em 2005 que lhe provocou uma lesão medular. Internado durante meio ano em Alcoitão, o atleta de alta competição estranhou ‘ver tantas cadeiras de rodas’ quando esteve no centro de reabilitação.
‘Lembro-me de ficar surpreendido com a quantidade de pessoas que existem nesta situação e que eu nunca tinha visto nem imaginava que existiam, porque não andam na rua’, recorda o jovem de 24 anos, que não tem dúvidas de que a falta de apoios e os obstáculos físicos que ainda existem no país ‘deixam muita gente presa a uma cama’.
Depois do internamento, Tiago optou por ter consultas privadas de fisioterapia, porque ‘no serviço de saúde pública o objectivo era apenas para manter e no privado era para melhorar’, explicou Paula Pimenta, a mãe do jovem. Hoje, Tiago, a quem começou por ser diagnosticado uma tetraplegia, já começa a dar os primeiros passos com a ajuda de muletas.
Mas Humberto Santos diz que nem todos os centros de recuperação têm a qualidade necessária. ‘Não se reabilita ninguém com meia hora de tratamento por dia, muitas vezes apenas uma ou duas vezes por semana. É preciso haver um trabalho diário no ginásio sem limitação de horas’.
Contactado pela Lusa, o Ministério da Saúde remeteu para mais tarde um eventual comentário.
Agência Lusa
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Publicado por Ana G. em Abril 28, 2009
No comando da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que completou um ano em março, a médica Linamara Rizzo Battistella afirma que a pasta do governo de São Paulo não vai destinar nenhum centavo para estudos relativos às células-tronco. “Não entendo que esse seja o caminho mais rápido para melhorar a vida das pessoas com deficiência. Temos de ter esperança, sempre, mas não ilusões.”
Para secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, é absurdo “vender esperanças”.
A secretária, que é casada e mãe de três filhos, é responsável por fomentar políticas voltadas a um público que corresponde, segundo estimativas da própria pasta, a 11,4% dos 39,8 milhões de paulistas (quase 4,5 milhões de pessoas).
Battistella avalia que o Sistema S (conjunto de entidades da indústria, comércio e serviços, que atua na formação de mão-de-obra para esses setores) exclui o deficiente quando cria turmas de aprendizagem específicas para esse grupo. A secretária afirma ainda que todas as escolas estaduais estarão livres de barreiras arquitetônicas, que impedem o acesso dos deficientes, ‘em breve’.
Folha – Os empresários batem na tecla de que não há deficientes qualificados para que possam cumprir a lei de cotas. Isso é fato?
Linamara Rizzo Battistella – O perfil das ocupações muda muito rapidamente e as escolas de formação não conseguem acompanhar. Isso causa impacto em jovens com ou sem deficiência. O empresário tem mecanismo para agir, por exemplo, cobrando do Sistema S, que tem um compromisso social, a partir do momento em que tem facilidade fiscal estabelecida. Essa instituição precisa se comprometer não só a treinar o jovem que está entrando no mercado, mas também a continuar a dar assistência ao profissional. Isso serve para todos, mas quem é mais prejudicado é a pessoa com deficiência, que não tem acesso aos cursos e é separada em turmas exclusivas, o que é um mecanismo posto, com clareza [pelo Sistema S], de um sentimento de exclusão. Contra barreiras arquitetônicas é possível fazer leis, já contra atitudes…
Folha – Mas o costume é só oferecer vagas de baixa qualificação.
Battistella – O fato de ter um diploma não diz exatamente a capacidade no desempenho de uma atividade. A pessoa com deficiência é reativa porque ela sempre foi excluída e avalia que tem o passaporte para exigir um trabalho. Isso não funciona. Entendo que haja, sim, restrições por parte do empresariado a esse grupo social. Mas imagino que é preciso mudar a forma de apresentação do candidato deficiente ao mercado.
Folha – A sra. é favorável às cotas?
Battistella – Os números mostram que levar a diversidade para dentro da linha de produção é um bem para todos. Dos 2,2 milhões de pessoas que foram em busca do auxílio previdenciário em 2007, a perícia apostou na capacidade laboral a partir da requalificação de apenas 60 mil. Dessas, 21 mil realmente voltaram a trabalhar. Quem paga essa conta é o empresário. Se ele entender esses custos, vai achar mais fácil apostar na lei de cotas e investir na qualificação.
Folha – O projeto da casa popular acessível, umas das vitrines da secretaria, parou em leis municipais?
Battistella – Foi uma surpresa. Para mim, não há cidadania se a pessoa não tem endereço. Quando o projeto foi anunciado, descobrimos uma restrição nas legislações municipais para considerar uma moradia como de interesse social, aquelas de que a prefeitura abre mão do IPTU. Em São Paulo, por exemplo, a moradia não pode ultrapassar 55 m2 de área útil. Mas a casa acessível ideal tem três quartos e 60 m2. [A casa acessível deve ter banheiro adaptado, portas mais largas e corredores amplos]. As pessoas com deficiência permanecem mais tempo em casa e, cada vez mais, felizmente, as famílias brasileiras estão abrigando seus idosos, por isso os três dormitórios. Já começamos a conversar com as prefeituras para tentar mudar as leis. Enquanto isso, a casa acessível terá 52 m2.
Folha – O orçamento da pasta é de cerca de R$ 35 milhões, enquanto o da Comunicação é de R$ 155 milhões. Quais são as prioridades?
Battistella – Estamos fazendo um banco de dados com informações disponíveis em todas as secretarias de Estado. Queremos conhecer melhor a população com deficiência e saber de que ela precisa. Esse mapa também vai nos ajudar a definir, junto com o Tribunal Regional Eleitoral, a distribuição das urnas acessíveis. Queremos trabalhar o direito à escolha, que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, para que o voto seja o reflexo disso.
Folha – Ainda falta informação para que a sociedade conheça a realidade do deficiente. Há quem pense que esse público não tem vida social ou amorosa. Há alguma ação prevista para mudar isso?
Battistella – A partir do site [pessoacomdeficiencia. sp.gov.br] e da presença da secretaria em todos os eventos é que podemos levar informação. Mas a tarefa de fazer da sociedade um clube de iguais precisa ser contínua. O governo tem de fazer campanhas educativas. A paralisia infantil não teria sido erradicada sem que as pessoas tivessem direito à informação. As pessoas podem ter a melhor cadeira de rodas, e não aquelas sem qualidade que são doadas. Não vejo outro meio de garantir que elas saibam disso sem grandes campanhas.
Folha – A situação do transporte público é crônica, mas afeta mais o deficiente. É possível resolver?
Battistella – O transporte público em São Paulo não serve a ninguém, porque há um problema concreto: as distâncias a serem superadas. A pessoa com deficiência sofre um agravante, uma vez que o tempo que ela fica sentada pode significar perda da funcionalidade no corpo [lesões na pele, infecções urinárias]. Para pessoas que precisam de transporte rápido para ir ao trabalho, ao médico ou à escola, é mais barato fechar um acordo com táxis adaptados. Na Europa, funciona assim.
Folha – É comum encontrar escadas nas escolas públicas do Estado…
Battistella – Tenho certeza de que as barreiras arquitetônicas serão todas removidas em breve. O meu temor é que o educador pense que isso resolva a questão da acessibilidade. Há um orçamento do FDE [Fundo para o Desenvolvimento da Educação] exclusivo para eliminar as barreiras, e nós estamos controlando isso. A questão, porém, são os arredores da escola, como a criança chega à escola, que é uma responsabilidade das prefeituras. É preciso também resolver a questão do material didático, a maneira como o professor trabalha o aluno com deficiência. A escola é o melhor local para garantir o conceito de inclusão.
Folha – A secretaria auxilia no financiamento das pesquisas com células-tronco em andamento?
Battistella – Acho um absurdo vender esperanças. Sou absolutamente contra a forma como se coloca isso [as pesquisas] para o público. A ciência de boa qualidade consegue superar as barreiras sem perder de vista os limites éticos. Não entendo que esse seja o caminho mais rápido para melhorar a vida das pessoas com deficiência. Temos de ter esperança, sempre, mas não ilusões. Esse é um caminho que ainda não se mostrou viável na questão da lesão medular, da paraplegia. É preciso olhar para aquilo que a vida nos deu e viver com aquilo que temos. Cruzar os braços e ficar esperando o resultado de uma pesquisa enquanto a vida passa lá fora é um absurdo. Não podemos colocar as pessoas em uma situação de risco perdendo de vista o direito à vida. A secretaria não reservou nenhum recurso para esse tipo de pesquisa. Entendo que células-tronco têm resultado de sucesso para alguns tipos de câncer. Mas o grupo de pessoas que a secretaria representa precisa de outras linhas de pesquisa que o coloque dentro da sociedade.
Agência Folha,
28/04/2009 – 04:26
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Publicado por Ana G. em Abril 9, 2009
Terapias com células-tronco geram dilema entre pacientes e cientistas
O potencial terapêutico das células-tronco, antes celebrado por todos, está se tornando um tormento para muitos pesquisadores. Cientistas e médicos se sentem cada vez mais pressionados pela ansiedade dos pacientes – que não querem esperar mais dez anos por uma cura – e pelo surgimento de clínicas estrangeiras que, mesmo sem comprovação científica, já oferecem “tratamentos” com células-tronco para todo tipo de doenças e lesões.
Esse dilema veio à tona recentemente numa palestra do neurocirurgião português Carlos Lima, no dia 24, na Universidade Federal do Rio (UFRJ). A ideia era promover um debate científico sobre a eficácia de um tratamento à base de células-tronco que Lima oferece a vítimas de lesões medulares em um hospital de Lisboa. Porém, com dezenas de pacientes e familiares no auditório, o foco da discussão mudou. A primeira pergunta, feita por um cadeirante ao fim da apresentação, foi emblemática: “Quando é que o tratamento chega ao Brasil?”
Em entrevista à reportagem, o neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, disse que Lima não apresentou dados científicos que permitissem avaliar a eficiência da técnica, apesar dos relatos de pacientes que dizem ter se beneficiado da terapia. No dia seguinte, Rehen foi bombardeado com e-mails de pessoas indignadas, com xingamentos e críticas de que ele estava dificultando a vinda do tratamento para o País. “Há um hiato muito grande entre as expectativas dos pacientes e o que a comunidade científica pode oferecer para eles”, lamenta.
Segundo vários especialistas ouvidos pela reportagem, ainda não há como atestar cientificamente a eficácia ou a segurança dos tratamentos vendidos atualmente com células-tronco, porque eles não seguem critérios básicos de pesquisa clínica. “Esse é o grande problema: sem os controles básicos de pesquisa clínica é impossível dizer se algo realmente funciona”, diz Douglas Sipp, do centro de pesquisas Riken, no Japão, autor de um artigo sobre “turismo de células-tronco” na revista Science. “As pessoas dizem que melhoram, mas não há como saber se houve uma melhora clínica verdadeira ou se é só um efeito psicológico.”
Placebo
Para a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, é provável que muitos dos efeitos benéficos relatados pelos pacientes que pagam para receber injeções de células-tronco não tenham relação com as células. Em vez disso, podem estar relacionados a outros componentes do tratamento – como fisioterapia ou acupuntura – ou ser resultado de um “efeito placebo” – quando o paciente melhora espontaneamente porque acha que está recebendo uma droga, mas não está. “É uma injeção de ânimo, de esperança, que deixa a pessoa revigorada”, diz Mayana. “Temos uma responsabilidade muito séria de não iludir as pessoas.”
Herton Escobar
Agência Estado
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Publicado por Ana G. em Janeiro 24, 2009
… de ter falado deste ’sítio’?

Pois… está, então, na hora de deixar um abraço para todos e dizer um “até já” que demorará algum tempo.
Mas também de Vos ‘picar’ só um bocadinho, com umas feriazinhas prévias aqui:

Publicado em LVM - SCI, Research - Investigação, Sexualidade - Função Sexual | 3 Comentários »
Publicado por Ana G. em Dezembro 3, 2008
Esse garoto é seu filho mesmo? A pergunta constrangedora, que poderia motivar até um teste de paternidade, já foi feita algumas vezes para Henrique* [nome fictício], durante passeios feitos com a família. A dúvida, no entanto, não vem da falta de semelhanças físicas entre ele e o seu filho, um menino de cinco meses, ou de outro motivo qualquer.
Há quatro anos, Henrique precisou utilizar cadeira de rodas. O agravamento em um problema no joelho esquerdo o impossibilitou de continuar se locomovendo de muletas e aparelho ortopédico, como fazia antes. O uso da cadeira, segundo ele, é o principal motivo de alguns conhecidos imaginarem que ele e sua esposa não têm vida sexual ativa.
Esta quarta-feira, 3 de dezembro, é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Dados do Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informam que 24,6 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, o que equivale a 14,5% da população nacional, percentual bastante superior aos levantamentos anteriores, nos quais se observava um contingente inferior a 2%.
Além dos problemas de acesso, portadores de deficiencia enfrentam preconceito na vida sexual
“Existe sim a cultura que deficiente não pode transar. Algumas mulheres, às vezes, não se aproximam de um cadeirante pelo fato de acreditar que o mesmo não pode ter relações sexuais”, comenta Henrique. A sexualidade, uma questão que não está presente nem mesmo nas estatísticas oficiais – que contemplam educação, moradia, emprego e até mesmo saúde –, não é levada em consideração na elaboração de políticas de inclusão.
A verdade é que muitas pessoas ainda ficam surpresas com o fato de o portador de deficiência sentir prazer. “Primeiro, porque a sexualidade é considerada um tabu na sociedade brasileira. É muito difícil discutir e conversar sobre isso. Depois, o deficiente, que já vive numa sociedade como esta, é encarado como coitado, incapaz, como aquele que tem dificuldades. Então, o sexo para ele passa a ser um tabu muito maior”, revela o fisioterapeuta Nildo Ribeiro, mestre em Distúrbios do Desenvolvimento e coordenador do Curso de Fisioterapia da Faculdade Social, em Salvador.
Às vezes, até mesmo os serviços de saúde ignoram o fato de que o deficiente tem grande parte da capacidade e da potencialidade sexual preservada. “Infelizmente, num conceito ainda antigo de saúde, o sexo não é uma das prioridades. Mas ele é, pois faz parte da saúde. A saúde deve ser vista como um todo, ela não é só a ausência da doença. A saúde é tudo: o lazer, o sexo, a vida como um todo”, explica Ribeiro.
Para ele, os serviços de reabilitação, que acompanham o indivíduo desde a ocorrência da lesão, precisam de profissionais específicos que o orientem sobre a sexualidade. Os profissionais deveriam se unir à família para ajudar na discussão deste e de outros problemas. “Precisamos desmistificar o deficiente, caso contrário ele se tornará um indivíduo retraído, que não se expõe, que não vai à rua, não paquera, porque acha que os outros não irão corresponder”, afirma.
Caso a caso – Entre os vários tipos de lesões e traumas que podem deixar uma pessoa dependente de cadeira de rodas, a lesão medular é a que traz maiores alterações e prejuízos do ponto de vista sexual.
A lesão medular, oriunda de traumatismos ráqueo-medulares ou tumores de medula, ocorre em áreas sensitivas importantes, além de afetar também a locomoção. “Da região lombar para baixo, ele não mexe. Da altura dos mamilos para baixo, não existe sensibilidade. É muito específica a lesão medular, diferentemente de um Traumatismo Craniano Encefálico (TCE) ou de um acidente vascular. Todas estas lesões são incapacitantes, trazem seqüelas”, cita o fisioterapeuta.
Outras lesões, localizadas na coxa ou na perna, facilmente preservam a sensibilidade da região genital. Pacientes hemiplégicos (que perderam os movimentos em um dos lados do corpo) também não costumam enfrentar problemas.
”A única diferença é que não podemos fazer posições sexuais que necessitam que fiquemos de pé. As demais fazemos com bastante amor e carinho. Garanto que é ainda bem mais prazeroso que muitos que não possuem nenhum tipo de deficiência”, diverte-se Henrique.
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Publicado por Ana G. em Novembro 24, 2008
A Pessoa com Deficiência – Uma Causa em Comum é o tema da palestra promovida pelo Hospital Rovisco Pais, em parceria com o Município de Cantanhede, para assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, no próximo dia 4 de Dezembro, no Auditório da Biblioteca Municipal.
A iniciativa tem como objectivos relembrar os direitos das pessoas com deficiência consignados na lei e sensibilizar a população para esta problemática, nomeadamente para as dificuldades que os cidadãos afectados por limitações de ordem física e as suas famílias enfrentam.
O Rovisco Pais é um Centro especializado de nível central, com internamento, ambulatório e hospital de dia, destinado à prestação de cuidados diferenciados de Medicina Física e Reabilitação em todas as suas áreas de intervenção, nomeadamente nas situações que, pela sua natureza e/ou complexidade (e apresentando potencial de reabilitação) necessitam de tempos prolongados de tratamento e maior investimento técnico-profissional. Com uma actividade pautada por critérios de excelência, integra as áreas médica, assistencial, preventiva, diagnóstica e terapêutica, bio-engenharia, investigação e ensino.
…
PROGRAMA
- PERSPECTIVA HISTÓRICA DA EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE DEFICIÊNCIA
Enfermeira Cristina Santos, Licenciada em Enfermagem – CMRRC – Rovisco Pais
- PROCESSO DE ADAPTAÇÃO À DEFICIÊNCIA
Dr.ª Ana Garrett, Psicóloga, Bolseira de Doutoramento em Psicologia Clínica pela Fundação Para a Ciência e a Tecnologia – CMRRC – Rovisco Pais
- ABORDAGEM CLÍNICA À PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Dr.ª Paula Amorim, Licenciada em Medicina, com especialização em Medicina Física e Reabilitação – CMRRC – Rovisco Pais
- SUPORTE SOCIAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Dr.ª Marília Campos, Licenciada em Serviço Social – CMRRC – Rovisco Pais
- TESTEMUNHO
Eng.º Nelson Oliveira, Engenheiro Mecânico, lesionado medular – paraplégico e Utente do CMRRC – Rovisco Pais
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Publicado por Ana G. em Novembro 3, 2008
… o meu amigo Gu, que quase-quase conseguiu que se lesse o meu Poster

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Publicado por Ana G. em Outubro 30, 2008
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Publicado por Ana G. em Outubro 21, 2008
Não prestem atenção à imagem porque foi obtida por telemóvel. O som está razoável. O fim da comunicação não coube na memória…
Foi o que se pôde arranjar
Aqui
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Publicado por Ana G. em Outubro 15, 2008
A Asociación de Discapacitados Gay irá colocar online um canal televisivo alusivo às temáticas que servem de base aos propósitos desta organização. Será certamente uma mais-valia.
O canal pode ser acedido em:

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Publicado por Ana G. em Setembro 18, 2008
Correspondendo a um anseio antigo, vai o Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada – Dr. Domingos Braga da Cruz, juntamente com a SFS – Saber Fazer Saber, Lda. levar a efeito, no dia 17 de Outubro de 2008, um Simpósio subordinado ao tema: “Sexualidade na Deficiência – Falar de Sexo sem Tabus“, no Fórum da Maia.
A Sexualidade pode constituir uma forma privilegiada de enriquecimento pessoal e relacional ou, pelo contrário, tornar-se uma fonte de sofrimento que afecta dramaticamente a vida de uma pessoa, quer a nível da realização pessoal, quer a nível relacional.
Falar de sexualidade, nos tempos de hoje, é ainda encarada com um certo pudor. E porque falar da vida sexual da pessoa com deficiência é até um tabu ainda maior, surgiu assim a necessidade de colocar em debate este tema pertinente com vista à melhoria dos cuidados prestados nesta área tão vasta e sensível.
Paralelamente ao evento, teremos também um concurso de Comunicações Livres e Posters, para os participantes mais interessados.
Mais informações disponíveis em: www.sfs.pt ou contacte para geral@sfs.pt

Ver Programa
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Publicado por Ana G. em Julho 1, 2008
- Terei colhido dados suficientes sobre as pessoas, os processos e o ambiente, ao ponto de compreender a totalidade do contexto do estudo?
- Introduzi descrições detalhadas acerca dos pontos de vista e das acções da amostra?
- Os dados revelam-me o que está por debaixo da superfície?
- Os dados são suficientes para revelar algumas mudanças ao longo do tempo?
- Colhi dados que me permitem desenvolver categorias analíticas?
- Que tipo de comparações é que posso fazer entre os dados?
- Como é que essas comparações geram e estruturam as minhas ideias?
De facto quem procura sempre encontra. E eu encontrei finalmente a melhor forma de integrar a Grounded. O livro teve que viajar de avião até mim, mas revelou-se bastante mais barato do que muitos os que por aqui andam. Às tantas veio de low cost
Ora aqui está ele, e aconselho-o a todos os camaradas desta batalha. Muito bom, muito explicativo e objectivo, como se quer.

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Publicado por Ana G. em Junho 25, 2008
O serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada, no Porto e a SFS – Saber Fazer Saber, Lda. vão organizar no dia 17 de Outubro de 2008, no Forum da Maia, um Simpósio de Reabilitação subordinado ao tema: “Sexualidade na Deficiência: Falar de Sexo Sem Tabus”
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PROGRAMA PROVISÓRIO
PROGRAMA DA MANHÃ
0 8 :30 Abertura do Secretariado
0 9 :15 Sessão Solene de Abertura
Dra. Ana Jorge
Exma. Sra. Ministra da Saúde (aguarda confirmação do Secretario de Estado)
Dr. Albino Aroso
Ex-Secretário de Estado da Saúde
Dr. Luis Monteiro
Director Clínico do Hospital da Prelada
Dra. Manuela Pereira Leite
Directora do Serviço de MFR do Hospital da Prelada
Dr. João Cottim Oliveira
Provedor Metropolitano do Porto para os Cidadãos com Deficiência
0 9 :30 PAINEL I
UMA ABORDAGEM À SEXUALIDADE
Moderador: Paula Mateus (MFR; Hospital da Prelada)
Enquadramento Conceptual da Sexualidade do Ser Humano
Sandra Loureiro (Enfª; MFR do Hospital da Prelada)
Impacto das Lesões Vértebro-Medulares na Sexualidade
Rúben Almeida (Médico Fisiatra; MFR Hospital da Prelada)
1 0 :30 Intervalo: Coffee-Break (oferta)
1 0 :45 PAINEL II
FACTORES QUE INTERFEREM NUMA SEXUALIDADE SAUDÁVEL
Moderador: Mª Céu Amorim (MFR; Hospital da Prelada)
Desafios à Sexualidade Pós TVM
Palestrante a definir (Enfº; Hospital a Definir)
Incontinência Urinária e Sexualidade
Perspectiva da Fisioterapia Uroginecológica
Rui Viana (Fisioterapeuta; MFR Hospital S. João)
Mª José Ribeiro (Enfª; Hospital S. João)
A Espasticidade, a Reducação Vesical e Intestinal
Como Interferem e Como Controlar?
Palestrante a definir (Médico; Hospital a Definir)
1 2 :15 Apresentação de Comunicações Livres I
1 2 :30 Pausa para Almoço
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PROGRAMA DA TARDE
1 4 :30
Apresentação de Comunicações Livres II
1 5 :00
PAINEL III
SEXUALIDADE SAUDÁVEL NA PESSOA COM LESÃO MEDULAR
Moderador: Fátima Albuquerque (Fisiatria; Hospital da Prelada)
Lesão Vértebro-Medular: Re-Habilitar Para Uma Nova Sexualidade
Dra. Ana Garrett (Psicóloga; Hospital Rovisco Pais)
O Outro Lado da Diferença: Os Caminhos da Sexualidade no Deficiente Motor
Prof. Dr. Jorge Cardoso (Psicólogo; Hospital Júlio de Matos)
Testemunho Real Palestrante a definir (Pessoa com lesão medular a definir)
1 6 :30 CONFERÊNCIA I Expressão Corporal e Expressão dos Afectos sessão de relaxamento
Carolina Mota (Fisioterapeuta; Fisiatria Hospital da Prelada)
Filipa Vieira (Psicóloga; Hospital da Prelada)
1 7 :00
PAINEL IV
A CIÊNCIA AO SERVIÇO DA SEXUALIDADE NA PESSOA COM LESÃO MEDULAR
Moderador: Carolina Mota (Fisiatria; Hospital da Prelada)
Capacidade Reprodutora na Pessoa com Lesão Medular
Profª. Dra. Mª João Andrade (Médica Fisiatra; Hospital G. Sto António)
Mecanismos de Compensação noTratamento da Disfunção Eréctil
Rúben Almeida (Médico Fisiatra; Hospital da Prelada)
Testemunho Real
Palestrante a definir (Pessoa com lesão medular a definir)
1 8 :00
Entrega de Prémios aos Melhores Trabalhos:
- Comunicações Livres
- Posters
1 8 :30
Sessão Solene de Encerramento
.
APOIO
Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada
Porto
LOCAL
Fórum da Maia
DATA
17 de Outubro de 2008, 08h30 – 19h00
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Publicado por Ana G. em Junho 22, 2008
“…teorizar é um acto de construção.” Strauss & Corbin, 1998
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Publicado por Ana G. em Junho 19, 2008
“… parece que o meu orgasmo agora é mais prolongado, parece que dura mais tempo, não sei explicar… é como se tivesse algum dispositivo dentro de mim que me aumentasse a duração, mas tivesse diminuído a intensidade com que o sinto. Nem sei se deva chamar orgasmo, é mais longo mas não tão forte, percebe?”
Percebo, claro. Os livros não explicariam melhor!
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Publicado por Ana G. em Junho 16, 2008
Ainda com o coração a cheirar a manjerico, o paladar a saber a caracóis e a chá vermelho e com uma brutal constipação como souvenir do ar condicionado da CP, eis que me embrenho ou embrulho ou whatever, no relatório anual de actividades para a FCT.
Impressiono-me quando penso que já passaram nove meses e meio e eu ainda não fiz NADA DE JEITO!
Buuuuááááááá
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Publicado por Ana G. em Maio 22, 2008
Tenho que aprender tudo outra vez sobre o sexo, senão acho que o meu marido vai tratar-me como uma deficiente e não vai querer tocar-me. Assim quero mostrar-lhe que fiquei sem andar, mas não sem sexualidade!
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Publicado por Ana G. em Maio 18, 2008
Eis que a primeira parte da entrevista começa agora a ser passada.
Portanto, peço a todas as pessoas com LVM que visitam este blog e que estejam interessados em colaborar na investigação “Reabilitação da sexualidade do lesionado vértebro-medular”, que me contactem para o email: ana-garrett@roviscopais.min-saude.pt, para que possamos acordar como proceder.
obrigada a todos,
Ana Garrett
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Publicado por Ana G. em Maio 11, 2008
“… Esta deficiência é demasiado grande para considerar uma relação amorosa. Quando se tem uma relação tem que se estar convencido que se deve dar e receber na mesma proporção; com pessoas como eu existe demasiado receber e muito pouco dar…”
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Publicado por Ana G. em Maio 5, 2008
Num post anterior (Apelo), divulguei o propósito do Luís de Matos.
Pois é, o Luís conseguiu, com a ajuda de todos, reunir o montante necessário para se deslocar a Cuba no sentido de fazer uma re-avaliação à sua condição e, eventualmente, determinar alternativas terapêuticas.
Luís, sei que todos estamos a torcer para que tudo corra pelo melhor. E cá ficamos à espera de boas novidades!
Até já
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Publicado por Ana G. em Abril 29, 2008
Resumo
A natação para alunos com deficiência física, além de propiciar desenvolvimento do potencial do organismo como um todo, ela contribui para melhorar a auto-imagem e a inserção social deste grupo. Desta forma a natação é considerada por muitos autores como uma atividade física que possibilita vários benefícios aos alunos com deficiência física. Este estudo teve como objetivo verificar os benefícios sociais, psicológicos e físicos da prática da natação aos alunos com lesão medular. Participaram deste estudo 10 alunos com lesão da medula espinhal, com idade variando entre 13 e 46 anos. Foi utilizado um questionário específico para cada uma das áreas relacionadas aos benefícios social, psicológico e físico proporcionados pela natação. A partir dos resultados encontrados, percebemos que ocorreu, de uma maneira geral, um alto índice de concordância de todos os sujeitos em relação aos benefícios da prática da natação. Observamos que a fundamentação teórica sobre os benefícios da prática da natação aos alunos com lesão medular foi evidenciada através das respostas dos sujeitos entrevistados.
Patrícia Alves de Almeida*
patty.ppan@hotmail.com
Maria Georgina Marques Tonello**
ginatonello@unifran.br
VÍDEO
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Publicado por Ana G. em Abril 28, 2008
«Que tetra não sonha ter ficado “só” paraplégico?»
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Publicado por Ana G. em Abril 28, 2008
Uma semana muito agradável. É este o balanço. Serviu para muitas coisas, mas essencialmente para descomprimir algumas compressões
A minha comunicação, “Ferramenta de abordagem à sexualidade do lesionado vértebro-medular”, fez parte de uma mesa extremamente interessante e pertinente, de onde realço a intervenção do Dr. Luis Barriga e a do Dr. Miguel Catrim Talina. No final, a pedido da moderadora da mesa, acabámos por ficar à conversa já largamente depois do tempo, para que pudessemos, em conjunto, reflectir mais acerca da reabilitação da sexualidade dos LVM. Foi gratificante e muito motivador.
Mas seria um crime estar naquele paraíso e não prevaricar um pouquinho só que fosse e para tal contei com a ajuda inestimável da minha Colega, que é um pequeno demónioZinho, quando toca a desafios para a ‘má vida’, senão vejamos:




E mais não mostro, que aí sim, seria uma inveja muito feia e a inveja faz úlceras
Publicado em Eventos, LVM - SCI, Lazer, Research - Investigação, Sexualidade - Função Sexual | 3 Comentários »
Publicado por Ana G. em Abril 18, 2008
… é este
e será aqui que me encontrarão nos próximos dias, exacerbadamente ocupada com a seguinte programação:
1º dia
2º dia
3º dia
Os outros dias todos vão ser um tremendo tédio……………….
Até já
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Publicado por Ana G. em Abril 16, 2008
Portadores de lesão medular, homens e mulheres, procederam à identificação diferencial do grau de importância que determinado factor tem nas suas vidas (Anderson, K.; Reeve-Irvine Research Center/Dept. of Neurosurgery):
|
%
Resposta
|
Lesão medular resultante em paraplegia
Mulheres
|
Lesão medular resultante em
Paraplegia
Homens
|
Lesão medular resultante em
Tetraplegia
Mulheres
|
Lesão medular resultante em
Tetraplegia
Homens
|
|
Função braço/mão
|
______
|
______
|
52%
|
46%
|
|
Função sexual
|
30%
|
24%
|
10%
|
14%
|
|
Estabilidade do tronco
|
19%
|
16%
|
14%
|
9%
|
|
Controlo de esfíncteres
|
20%
|
18%
|
8%
|
10%
|
|
Caminhar
|
10%
|
17%
|
6%
|
8%
|
|
Dor crónica
|
16%
|
16%
|
4%
|
6%
|
|
Sensação
|
5%
|
9%
|
6%
|
7%
|
…
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Publicado por Ana G. em Abril 16, 2008
Portadores de lesão medular procederam à identificação das áreas prioritárias para investigação (Anderson, K.; Reeve-Irvine Research Center/Dept. of Neurosurgery:
|
Prioridades
|
Lesão medular resultante em paraplegia
Homens/Mulheres
|
Lesão medular resultante em tetraplegia
Homens/Mulheres
|
|
Função braço/mão
|
_______
|
1ª escolha
|
|
Função sexual
|
1ª escolha
|
2ª escolha
|
|
Estabilidade do tronco
|
3ª escolha
|
3ª escolha
|
|
Controlo de esfíncteres
|
2ª escolha
|
4ª escolha
|
|
Caminhar
|
4ª escolha
|
5ª escolha
|
….
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Publicado por Ana G. em Abril 8, 2008
Não sei o que de repente se passa com as miúdas… todas me querem… é estranho, nunca pensei que isso me acontecesse. Porque é que todas me acham piada agora que estou numa cadeira de rodas?
M., 21 anos, LVM-T2
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Publicado por Ana G. em Abril 1, 2008
O meu já está pronto.
Depois de um loooongoooooo caminho, até me custa a acreditar que possa ter terminado ‘aquilo’, a que gosto de chamar ‘isto’
lalalalalalalalala
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Publicado por Ana G. em Março 25, 2008
Dos vastos recursos que esta unidade disponibiliza para os lesionados vértebro-medulares, inclui-se um fórum onde podem ser colocadas questões e dúvidas. Este espaço pode ser encontrado AQUI.
Quem tiver curiosidade em conhecer mais um pouco sobre Toledo e o Hospital, pode espreitar AQUI.
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Publicado por Ana G. em Março 19, 2008
Já consigo mexer um bocadinho uma perna, mas a médica diz que ainda não viu nada. Eu tenho a certeza que sim, eu vi e senti, ela diz que não é possível. E os meus braços? Não acha que já fizeram muitos progressos? Estou muito confiante!
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Publicado por Ana G. em Março 11, 2008
No auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e integrado nas Jornadas Multidisciplinares 2008

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Publicado por Ana G. em Março 10, 2008
A Consejería de Sanidad de Múrcia (Espanha) ajuda a aumentar a auto-estima a cerca de 800 pessoas com lesão medular e que apresentam disfunção eréctil.
Desde 2007 que são concedidos 1.079€ por ano para a compra de fármacos orais como o Viagra, o Levitra e o Cialis. Este apoio já era concedido aos lesionados medulares de Valência, Baleares e Madrid.
“A maior parte dos lesionados vértebro-medulares são jovens que sofreram acidentes e com estes fármacos podem ter uma vida sexual plena”, explica José Garcia, Presidente da ASPAYM.
“Desde que tomo Cialis dupliquei as minhas relações sexuais e a minha auto-estima aumentou substancialmente”, conta um lesionado vértebro-medular que no ano passado recebeu um apoio de 206€. Acrescenta ainda que com o Cialis pode manter a erecção durante mais tempo e acusa maior sensibilidade quando mantém relações com a sua parceira.
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Publicado por Ana G. em Março 5, 2008
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