Depois do Trauma

Ana G.

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Há 20 anos ocorria a primeira aprovação da toxina botulínica com foco nas suas indicações terapêuticas.

Publicado por Ana G. em Novembro 2, 2009

923685_not_fotA toxina botulínica está sendo usada como um importante instrumento para a reabilitação neurológica. Pacientes com paralisia cerebral, traumatismo craniano, acidente vascular cerebral e lesões medulares costumam apresentar espasticidades – o aumento no tônus que provoca a rigidez excessiva da musculatura e restringe o paciente a realizar atividades simples, como se vestir, comer, andar, e a higiene pessoal.

Com a aplicação da toxina A, os pacientes ganham mais qualidade de vida. O medicamento promove o relaxamento muscular, o que minimiza contrações involuntárias e a rigidez excessiva. “Hoje o foco está concentrado no tratamento das espasticidades e os resultados são muito positivos“, avalia a neurologista Fernanda Maia. Os efeitos são tão positivos, que os especialistas reconhecem o surgimento da toxina botulínica como um marco divisor no tratamento de transtornos do movimento. “A recompensa é muito positiva. Antes, o paciente chegava ao consultório e não existia alternativa de tratamento. Hoje, a técnica é adotada como modificadora da qualidade de vida, que é tão importante quanto o aumento de anos de vida“, pontua.

Ela ressalta que existem várias outras indicações, mas que não estão disponíveis no sistema público de saúde. “As pesquisas comprovam o excelente uso da toxina botulínica A no tratamento de sialorreias (excesso de saliva), hiperidrose (excesso de suor) e até alguns tipos de dores de cabeça“, exemplifica.

No caso das sialorreias e hiperidrose, a toxina botulínica A inibe a atuação do nervo. Do mesmo jeito que paralisa o músculo que faz a força, paralisa as glândulas, que também usa a acetilcolina, para a fabricação de saliva e suor. A aplicação deve ser contínua, em média, a cada seis meses. Em relação às dores de cabeça, a neurologista adverte que apenas alguns casos recebem a indicação. “As pesquisas apontam que a toxina é indicada para a contração muscular na região cervical. Mas como o tratamento é muito caro, é usado pouco no Brasil porque existe a limitação econômica já que não é coberto pelo sistema público de saúde“, finaliza. (Viviane Gonçalves)

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Amor e Sexualidade

Publicado por Ana G. em Outubro 31, 2009

A minha querida Isabel Freire embarcou numa nova viagem. É uma espécie de viagem ao passado, para nos dar a conhecer o que se passava nos anos 50 em Portugal com a sexualidade dos portugueses. Confesso que estou curiosa e entusiasmada. Parece-me um período com tanta sensualidade. Peculiar, bem sei, mas muito interessante.

Força, Isabel, vais brilhar! :)

AMOR E SEXUALIDADE NA DÉCADA DE 50, EM PORTUGAL

Este Blog acompanha um estudo de carácter jornalístico sobre as representações do amor e da sexualidade, nos anos 50, no nosso país. Trata-se de uma investigação que será publicada em livro (destinado ao público em geral), pela Editora Esfera dos Livros.
..
 Quais os contextos socioculturais dominantes/desviantes nas relações amorosas e sexuais, na década de 50, em Portugal?
 
Por lá vai poder encontrar:
-Excertos de testemunhos de especialistas;
-Apontamentos biográficos de pessoas que na década em causa viveram a sua adolescência, início da idade adulta.
-Citações, notas, apontamentos sobre a época, na perspectiva analisada;

 

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Publicado por Ana G. em Outubro 28, 2009

Na semana passada terminou um dos maiores congressos científicos mundiais, o congresso da sociedade americana de neurociências em Chicago.

Reunindo cerca de 32 mil neurocientistas e afins, é nessa Meca científica que diversas novidades na área são anunciadas. Este ano não foi diferente.

Dentre os diversos assuntos tratados no congresso, resolvi relatar aqui algumas novidades sobre tratamentos em lesões físicas diretas na medula. Esse tipo de lesão pode afetar diretamente os feixes nervosos que levam a informação do cérebro às outras regiões do corpo. O trauma também pode afetar regiões que circulam esses nervos, como ossos e vasos nervosos, atingindo indiretamente o funcionamento da medula.

Obviamente, dependendo da região lesionada, os efeitos causados podem ser mais ou menos pronunciados. Ou seja, quanto mais próximo do pescoço (cervical), maior será a área atingida, pois os efeitos são sentidos, geralmente, em regiões abaixo da lesão. A gravidade dos sintomas também dependem da natureza da lesão nos nervos, completa ou apenas parcial.

É interessante notar que, por razões éticas e morais, não existe experimentação em humanos. A maior parte do que sabemos vem de modelos animais. No entanto, fomos aprendendo com o tempo que diferentes espécies têm diferentes capacidades de recuperação. Por exemplo, camundongos conseguem se recuperar mais rapidamente de uma lesão do que ratos. Ratos têm melhores índices de recuperação do que porcos. Suínos já não se recuperam tão facilmente e são, provavelmente, os animais experimentais que mais se assemelham aos humanos. Mesmo assim, roedores são as espécies mais utilizadas, principalmente por uma questão financeira e de espaço.

Estudos apresentados no congresso de neurociência sugerem que a dieta rica em gordura e baixa em carboidratos afeta a taxa de recuperação de ratos lesionados. Outro estudo demonstrou boa resolução em novas técnicas para o isolamento de células-tronco indiferenciadas antes do transplante, como forma de evitar o surgimento de um indesejado tumor, agravando o quadro clínico. O estudo aponta para melhores práticas num futuro tratamento com células-tronco em humanos, o que será imprescindível. Avanços na indução da recuperação pela própria plasticidade neural da medula, por meio da adição de fatores de crescimento, também foram relatados.

Apesar de tantas novidades na área, o melhor tratamento em humanos continua sendo a terapia física. Interessante notar que novos dados estão confirmando isso nos modelos animais. Em um experimento interessante, roedores foram treinados a usar o sistema locomotor de formas diferentes, por exemplo, andando para trás ou para os lados. Note que roedores só costumam andar para frente.

Para treiná-los a andar em outras direções, o animal foi suspenso numa “maca” que deixa suas patas de fora. As patas encostam numa esteira que se move em diversas direções. Assim, ao girar a esteira para frente, o animal, intuitivamente, começa a andar para trás, como que tentando compensar sua posição. O mesmo tipo de exercício é feito para os lados.

Depois de algum treino, os animais já se sentem mais confortáveis e executam os movimentos compensatórios naturalmente. Como se tivessem “aprendido” a andar em outras direções. Pois bem, após o treinamento, os animais foram submetidos a uma cirurgia para causar um tipo de lesão medular controlada – todos os animais tiveram o mesmo tipo de lesão. Como grupo controle, foram utilizados indivíduos que não tinham passado pelo treinamento anteriormente.

A comparação entre os dois grupos sugere que os animais que aprenderam a usar os movimentos inconscientes da esteira conseguiram se recuperar significativamente mais rápido das lesões do que os sedentários. O resultado pode ser parcialmente validado em humanos, para os quais existem dados mostrando que atletas têm um nível de recuperação melhor do que não atletas. Mas não me parece exatamente a mesma coisa.

A explicação dos resultados pelo grupo de pesquisa responsável é interessante. Não se baseia nas explicações tradicionais de plasticidade neural (capacidade que o cérebro tem de reorganizar as redes neuronais após um ferimento, por exemplo). De acordo com as observações feitas, os animais que tiveram o treinamento prévio utilizaram-se dos truques aprendidos na esteira para acelerar sua recuperação.

Obviamente, a lesão impediria que a memória cerebral e consciente desse aprendizado auxiliasse nesse processo, pois a comunicação com o cérebro fora interrompida. Como explicar então o uso dos conhecimentos adquiridos pelos roedores na recuperação? O grupo sugere que existem “memórias” estocadas na medula espinhal e os animais que receberam o treino conseguem se lembrar de usá-las durante o período de recuperação.

O conceito é novo e arrojado em neurociência. Jamais ninguém ousou propor que a medula também serviria como estoque de memória, mesmo que seja física. Se isso for realmente verdade, vai revolucionar a forma como vemos a integração do cérebro com o resto do sistema nervoso. Em geral, existe essa  tradicional “separação” em neurociência: os que estudam o cérebro (grande responsável pelas emoções, memórias e cognição) e os que estudam a medula, responsável por movimentos inconscientes e motores.

Talvez essa visão compartimentada e tradicional do sistema nervoso esteja ficando ultrapassada. Vou ainda mais longe: caso isso se comprove, podemos aprender a usar esse tipo de memória física para estocar outros tipos de memória, fazendo um backup de informações importantes na medula ou simplesmente liberando espaço no cérebro para atividades de execução.

Em geral, o estudo da ciência básica acaba fornecendo substrato para pesquisas mais aplicadas. Aqui parece que aconteceu o contrário. Ao tentar desenvolver protocolos para tratar da lesão da medula espinhal, potencialmente novos conceitos fundamentais do sistema nervoso estão sendo revelados.

PS: A ausência de referências no texto é proposital. Os trabalhos relatados nessa coluna não foram ainda publicados em revistas com avaliação por pares. Portanto, devem ser encarados como preliminares, apenas.

Fonte: g1.com

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Publicado por Ana G. em Setembro 1, 2009

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Iuuuuupiiii, GANHÁMOS!

Publicado por Ana G. em Julho 8, 2009

Uma pesquisa do National Health and Social Life Survey indica que a disfunção sexual feminina é superior à masculina. Em mulheres entre 18 e 59 anos, 32% revelaram não ter interesse por sexo e 22% não acham o sexo uma fonte de prazer.

E pronto.

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;)

Publicado por Ana G. em Julho 3, 2009

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Chop suey de células-tronco: Huang Hogyun

Publicado por Ana G. em Junho 25, 2009

“Quarenta dias após passar pela polêmica cirurgia de aplicação de células-tronco na China, o advogado Djalma Ermenegildo Júnior, de 24 anos, relata em Cuiabá os mistérios mantidos na clínica chinesa sobre o procedimento e a experiência internacional na tentativa de voltar a andar. Djalma ficou tetraplégico há dois anos, após ser espancado por três seguranças da boate Z100, na Capital.

A clínica do médico Huang Hogyun é uma das pioneiras na implantação de células-tronco no mundo. Djalma chegou a Pequim no dia 9 de maio. “No aeroporto, o motorista da clínica estava me esperando. Fomos direto para lá. Apesar de ser um local em que se trabalha com algo tão revolucionário, que são as células-tronco, o lugar é muito simples. Foi até um choque, porque a gente paga caro e as coisas são arcaicas”, conta.

Djalma relata que o local funciona como uma espécie de referência em reabilitação no outro país. “Fiquei na ala para estrangeiros, onde havia cerca de 10 leitos, mas só outras duas pessoas estavam internadas, uma do Brasil e outra da Ucrânia”, diz. A comunicação com a equipe médica é toda em inglês. O advogado relata que ao chegar à clínica no sábado, passou por coleta de sangue para exame.

“Na segunda-feira, os médicos vieram até a gente – viajei com minha prima enfermeira -, e explicaram sobre os riscos da cirurgia. Eles não garantem nenhuma melhora, mas não espero uma mágica e, sim, progressos que melhorem minha qualidade de vida. Na hora, fiquei com medo, pois era anestesia geral, mexem na medula. Fiquei com receio de perder todos os avanços que já consegui até aqui”, fala.

Djalma ficou tetraplégico e agora já consegue movimentar os braços e mãos, realizando atividades que não exigem muita coordenação motora, pois ainda não consegue fechar e abrir os dedos. Na quarta-feira (13 de maio), a equipe formada por três médicos e mais o doutor Huang, que coordena a operação, realizou a cirurgia em Djalma, que permaneceu por cinco horas no centro cirúrgico.

“Eles aplicam as células no local que foi lesionado. Aplicaram em mim células de embriões e também minhas próprias células, mas não vi de onde tiraram. Eles mantêm muito mistério sobre a cirurgia. São fechados, por mais que a gente pergunte. Minha prima, que é enfermeira, não pôde assistir. Talvez queiram manter a técnica em segredo”, analisa.

Após sair da sala de cirurgia, Djalma foi levado para o quarto, onde ficou cinco dias sem poder levantar e nem mesmo mexer o pescoço, área onde sofreu o corte para realização da intervenção médica. “Só no quinto dia pude tomar banho. Faz um mês agora e a região ainda está um pouco dolorida. Senti muita dor, mas é mais muscular, por ter ficado tanto tempo parado na cama”.

Depois da cirurgia, Djalma passou por três reaplicações de células-tronco na região medular. “Cada aplicação tinha cerca de dois milhões de células”. Agora, o advogado se prepara para retomar a rotina em Cuiabá, onde possui um escritório. A expectativa é que os progressos na retomada dos movimentos corporais apareçam daqui a quatro meses.”

Diário de Cuiabá

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Beiter Sexuality Preference Indicator

Publicado por Ana G. em Junho 16, 2009

O Professor Doutor John Beiter (Associação Americana de Educadores Sexuais, Conselheiros e Terapeutas – AASECT) contactou-me para que o ajudasse a divulgar em Portugal a ferramenta de comunicação sexual que criou e que está a ser amplamente aplicada nos EUA.

O BSPI © divide-se em 4 categorias: a) parceiro-orientação – definidas como as formas pelas quais o sujeito que gosta de dar início ou “ser iniciada” na actividade sexual; b) estimulação preferencial – a forma como é estimulada ou estimula; c) prazer – definida como o  indivíduo experimenta energia sexual nas suas relações íntimas; e c) rotina – definida como a maneira pela qual o indivíduo gosta de viver os seus encontros sexuais.

Para tirar o máximo proveito do BSPI, os sujeitos são incentivados a partilhar as suas preferências sexuais com o seu parceiro, com o objectivo de obterem um entendimento entre si, de uma forma saudável e que promova um nível mais profundo de intimidade sexual.

Sugiro que os colegas experimentem preencher o breve questionário que está online e que concluam se lhes será útil como ferramenta de abordagem.

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SexLab

Publicado por Ana G. em Maio 4, 2009

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Saúde Sexual da Mulher e do Homem
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Objectivos: Este estudo, de cariz experimental, tem como principal objectivo melhorar o conhecimento acerca das experiências sexuais das mulheres e dos homens, segundo uma perspectiva biopsicossocial. Pretende-se, assim, testar o papel mediador das crenças sexuais, relacionamento, auto-estima sexual e aspectos disposicionais (e.g., sociossexualidade, inibição/ excitação sexual) na resposta sexual fisiológica e subjectiva a diferentes estímulos (estímulos eróticos e relacionais versus material sexualmente explícito) e instruções sexuais (imaginar companheiro versus imaginar estranho).

Estado da Arte: As contribuições teóricas e os estudos empíricos mais recentes têm demonstrado que, para se compreender a sexualidade quer masculina quer feminina, além dos aspectos biológicos, importa considerar factores psicológicos, nomeadamente cognitivos e emocionais (e.g., crenças e pensamentos, auto-estima sexual, afecto, etc.), bem como factores de natureza relacional, nomeadamente a qualidade do relacionamento (e.g., Basson, 2001, 2005; Bancroft, 2002; Dennerstein & Lehert, 2004; Dove & Wiederman, 2000; Graziottin & Leiblum, 2005; Leiblum, 2001; Sugrue & Whipple, 2001). Apesar destas contribuições e de algumas tentativas de conceptualização alternativas ao modelo clássico da resposta sexual (Masters & Johnson, 1966), poucos estudos empíricos têm considerado simultaneamente e de forma interrelacionada as referidas variáveis de modo a compreender o seu contributo relativo, de acordo com uma perspectiva ampla e integrativa. Por outro lado, a grande maioria dos estudos laboratoriais conduzidos, tem desvalorizado a possibilidade de inclusão de estímulos eróticos e de natureza relacional para melhor conhecer a resposta sexual, sendo usados, quase exclusivamente, contextos de estimulação baseados em material sexualmente explícito (quer para homens, quer para mulheres). Deste modo, tem sido difícil aprofundar o conhecimento acerca do papel dos factores relacionais e da interacção entre estes e os aspectos cognitivos e afectivos, tão intimamente ligados à sexualidade.

Para participar: Os participantes para este estudo serão mulheres e homens com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, casados/as e/ou a viver com o/a companheiro/a há pelo menos 6 meses. Caso esteja interessado/a em participar deverá fazer um primeiro contacto telefónico para o número 234 370 644 ou para o número 93 447 90 10, ou se preferir, enviar email para: sexlab@dce.ua.pt. Dado que a sua deslocação ao laboratório implica custos relacionados com transporte ou alimentação, será concedido um montante para cobrir os custos de participação.

 

telefone: 234 370644

telemóvel: 93 447 90 10

e-mail: sexlab@dce.ua.pt

 

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;)

Publicado por Ana G. em Abril 14, 2009

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Brasil é relax… mas nem tanto :) – Células Tronco do Prof. Lima não colam…

Publicado por Ana G. em Abril 9, 2009

Terapias com células-tronco geram dilema entre pacientes e cientistas

O potencial terapêutico das células-tronco, antes celebrado por todos, está se tornando um tormento para muitos pesquisadores. Cientistas e médicos se sentem cada vez mais pressionados pela ansiedade dos pacientes – que não querem esperar mais dez anos por uma cura – e pelo surgimento de clínicas estrangeiras que, mesmo sem comprovação científica, já oferecem “tratamentos” com células-tronco para todo tipo de doenças e lesões.

Esse dilema veio à tona recentemente numa palestra do neurocirurgião português Carlos Lima, no dia 24, na Universidade Federal do Rio (UFRJ). A ideia era promover um debate científico sobre a eficácia de um tratamento à base de células-tronco que Lima oferece a vítimas de lesões medulares em um hospital de Lisboa. Porém, com dezenas de pacientes e familiares no auditório, o foco da discussão mudou. A primeira pergunta, feita por um cadeirante ao fim da apresentação, foi emblemática: “Quando é que o tratamento chega ao Brasil?”

Em entrevista à reportagem, o neurocientista Stevens Rehen, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, disse que Lima não apresentou dados científicos que permitissem avaliar a eficiência da técnica, apesar dos relatos de pacientes que dizem ter se beneficiado da terapia. No dia seguinte, Rehen foi bombardeado com e-mails de pessoas indignadas, com xingamentos e críticas de que ele estava dificultando a vinda do tratamento para o País. “Há um hiato muito grande entre as expectativas dos pacientes e o que a comunidade científica pode oferecer para eles”, lamenta.

Segundo vários especialistas ouvidos pela reportagem, ainda não há como atestar cientificamente a eficácia ou a segurança dos tratamentos vendidos atualmente com células-tronco, porque eles não seguem critérios básicos de pesquisa clínica. “Esse é o grande problema: sem os controles básicos de pesquisa clínica é impossível dizer se algo realmente funciona”, diz Douglas Sipp, do centro de pesquisas Riken, no Japão, autor de um artigo sobre “turismo de células-tronco” na revista Science. “As pessoas dizem que melhoram, mas não há como saber se houve uma melhora clínica verdadeira ou se é só um efeito psicológico.”

Placebo

Para a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, é provável que muitos dos efeitos benéficos relatados pelos pacientes que pagam para receber injeções de células-tronco não tenham relação com as células. Em vez disso, podem estar relacionados a outros componentes do tratamento – como fisioterapia ou acupuntura – ou ser resultado de um “efeito placebo” – quando o paciente melhora espontaneamente porque acha que está recebendo uma droga, mas não está. “É uma injeção de ânimo, de esperança, que deixa a pessoa revigorada”, diz Mayana. “Temos uma responsabilidade muito séria de não iludir as pessoas.”

Herton Escobar

Agência Estado

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Lembram-se…?

Publicado por Ana G. em Janeiro 24, 2009

 

… de ter falado deste ’sítio’?

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Pois… está, então, na hora de deixar um abraço para todos e dizer um “até já” que demorará algum tempo.

Mas também de Vos ‘picar’ só um bocadinho, com umas feriazinhas prévias aqui:

800px-rio_de_janeiro_helicoptero_47_feb_2006

:P

 

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Hoje

Publicado por Ana G. em Novembro 24, 2008

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VI Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia (APNUG)

Publicado por Ana G. em Novembro 17, 2008

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Grande Fotógrafo…

Publicado por Ana G. em Novembro 3, 2008

… o meu amigo Gu, que quase-quase conseguiu que se lesse o meu Poster :)

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Semi-Vídeo da apresentação no “Falar de sexo sem tabús”

Publicado por Ana G. em Outubro 21, 2008

Não prestem atenção à imagem porque foi obtida por telemóvel. O som está razoável. O fim da comunicação não coube na memória…

Foi o que se pôde arranjar :(

Aqui

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EU VOU… ao que realmente (me) interessa :)

Publicado por Ana G. em Julho 1, 2008

Prof. Doutor Erick Janssen

The Kinsey Institute (Indiana University, EUA)

 

CONFERÊNCIA

In the heat of the moment: The effects of mood and sexual excitation/inhibition on sexual interest, arousal, and risk taking

14 de Julho de 2008 14:30 horas Anfiteatro FPCEUC

(Certificados de participação sujeitos a inscrição prévia)

 

WORKSHOP

The Psychophysiology of Sex

14 de Julho de 2008 16:00 horas Sala 4.2 FPCEUC

(Profissionais: 25 Euros / Estudantes licenciatura 15 Euros)

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Questions to myself

Publicado por Ana G. em Julho 1, 2008

  1. Terei colhido dados suficientes sobre as pessoas, os processos e o ambiente, ao ponto de compreender a totalidade do contexto do estudo?
  2. Introduzi descrições detalhadas acerca dos pontos de vista e das acções da amostra?
  3. Os dados revelam-me o que está por debaixo da superfície?
  4. Os dados são suficientes para revelar algumas mudanças ao longo do tempo?
  5. Colhi dados que me permitem desenvolver categorias analíticas?
  6. Que tipo de comparações é que posso fazer entre os dados?
  7. Como é que essas comparações geram e estruturam as minhas ideias?

De facto quem procura sempre encontra. E eu encontrei finalmente a melhor forma de integrar a Grounded. O livro teve que viajar de avião até mim, mas revelou-se bastante mais barato do que muitos os que por aqui andam. Às tantas veio de low cost ;)

Ora aqui está ele, e aconselho-o a todos os camaradas desta batalha. Muito bom, muito explicativo e objectivo, como se quer.

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IIIIUUUPIIIIIIIIIII ;)

Publicado por Ana G. em Junho 27, 2008

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Grounded

Publicado por Ana G. em Junho 22, 2008

“…teorizar é um acto de construção.”  Strauss & Corbin, 1998 

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Lições eficazes

Publicado por Ana G. em Junho 19, 2008

“… parece que o meu orgasmo agora é mais prolongado, parece que dura mais tempo, não sei explicar… é como se tivesse algum dispositivo dentro de mim que me aumentasse a duração, mas tivesse diminuído a intensidade com que o sinto. Nem sei se deva chamar orgasmo, é mais longo mas não tão forte, percebe?”

Percebo, claro. Os livros não explicariam melhor!

 

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Back to reality

Publicado por Ana G. em Junho 16, 2008

Ainda com o coração a cheirar a manjerico, o paladar a saber a caracóis e a chá vermelho e com uma brutal constipação como souvenir do ar condicionado da CP, eis que me embrenho ou embrulho ou whatever, no relatório anual de actividades para a FCT.

Impressiono-me quando penso que já passaram nove meses e meio e eu ainda não fiz NADA DE JEITO!

Buuuuááááááá :(

 

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Colaborar na investigação

Publicado por Ana G. em Maio 18, 2008

Eis que a primeira parte da entrevista começa agora a ser passada.

Portanto, peço a todas as pessoas com LVM que visitam este blog e que estejam interessados em colaborar na investigação “Reabilitação da sexualidade do lesionado vértebro-medular”, que me contactem para o email: ana-garrett@roviscopais.min-saude.pt, para que possamos acordar como proceder.

obrigada a todos,

Ana Garrett

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:)

Publicado por Ana G. em Maio 2, 2008

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De volta…

Publicado por Ana G. em Abril 28, 2008

Uma semana muito agradável. É este o balanço. Serviu para muitas coisas, mas essencialmente para descomprimir algumas compressões ;)

A minha comunicação, “Ferramenta de abordagem à sexualidade do lesionado vértebro-medular”, fez parte de uma mesa extremamente interessante e pertinente, de onde realço a intervenção do Dr. Luis Barriga e a do Dr. Miguel Catrim Talina. No final, a pedido da moderadora da mesa, acabámos por ficar à conversa já largamente depois do tempo, para que pudessemos, em conjunto, reflectir mais acerca da reabilitação da sexualidade dos LVM. Foi gratificante e muito motivador.

Mas seria um crime estar naquele paraíso e não prevaricar um pouquinho só que fosse e para tal contei com a ajuda inestimável da minha Colega, que é um pequeno demónioZinho, quando toca a desafios para a ‘má vida’, senão vejamos:

 

 

E mais não mostro, que aí sim, seria uma inveja muito feia e a inveja faz úlceras :D

 

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Estudo nos Estados Unidos – Parte II

Publicado por Ana G. em Abril 16, 2008

Portadores de lesão medular, homens e mulheres, procederam à identificação diferencial do grau de importância que determinado factor tem nas suas vidas (Anderson, K.; Reeve-Irvine Research Center/Dept. of Neurosurgery):

 

 

%

Resposta

 

Lesão medular resultante em paraplegia

Mulheres

 

Lesão medular resultante em

Paraplegia

Homens

 

 

Lesão medular resultante em

Tetraplegia

Mulheres

 

 

Lesão medular resultante em

Tetraplegia

Homens

 

 

Função braço/mão

 

______

 

______

 

52%

 

46%

 

 

 

Função sexual

 

30%

 

24%

 

 

10%

 

14%

 

Estabilidade do tronco

 

 

19%

 

16%

 

14%

 

9%

 

Controlo de esfíncteres

 

 

20%

 

18%

 

8%

 

10%

 

Caminhar

 

10%

 

17%

 

 

6%

 

8%

 

Dor crónica

 

 

16%

 

16%

 

4%

 

6%

 

Sensação

 

 

5%

 

9%

 

6%

 

7%

 

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Estudo nos Estados Unidos – Parte I

Publicado por Ana G. em Abril 16, 2008

Portadores de lesão medular procederam à identificação das áreas prioritárias para investigação (Anderson, K.; Reeve-Irvine Research Center/Dept. of Neurosurgery:

 

 

 

 

Prioridades

 

Lesão medular resultante em paraplegia

Homens/Mulheres

 

Lesão medular resultante em tetraplegia

 Homens/Mulheres

 

 

Função braço/mão

 

_______

 

 

 

1ª escolha

 

Função sexual

 

1ª escolha

 

2ª escolha

 

 

Estabilidade do tronco

 

 

3ª escolha

 

3ª escolha

 

Controlo de esfíncteres

 

 

2ª escolha

 

4ª escolha

 

Caminhar

 

4ª escolha

 

5ª escolha

 

 

….

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19th WAS World Congress of Sexual Health

Publicado por Ana G. em Abril 10, 2008

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Back

Publicado por Ana G. em Abril 7, 2008

Correu tudo na perfeição. Gostei imenso das comunicações da minha mesa, em particular da do Dr. Nuno Nodin que nos falou de “Homens que têm sexo com homens” e da forma como encaram o VIH e como se organizam na protecção.

A minha comunicação “Modelo de intervenção para a saúde sexual na promoção da qualidade de vida”, mereceu os parabéns da moderadora da mesa, sobretudo pela sua originalidade e eficácia em termos práticos. Isso quer dizer que estamos no bom caminho e que as diversas barreiras de vária ordem com que os profissionais de saúde se debatem ao abordar questões de cariz sexual junto dos indivíduos, estão, paulatinamente, a ser ultrapassadas com o empenho e esforço de todos.

Mas nem tudo foi trabalho, estava calor demais :)

No meio de uma imensa correria (nem imaginam a dimensão…), ainda consegui, durante uma escassa meia-hora, sentar-me numa esplanada das Portas de Sto. Antão a fazer uma coisa:

  Não deu para resistir! Foi mais forte que eu :D

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Instrumento de Recolha de Dados

Publicado por Ana G. em Abril 1, 2008

O meu já está pronto.

Depois de um loooongoooooo caminho, até me custa a acreditar que possa ter terminado ‘aquilo’, a que gosto de chamar ‘isto’ :D

lalalalalalalalala :D

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Hospital Nacional de Parapléjicos – Toledo

Publicado por Ana G. em Março 25, 2008

Dos vastos recursos que esta unidade disponibiliza para os lesionados vértebro-medulares, inclui-se um fórum onde podem ser colocadas questões e dúvidas. Este espaço pode ser encontrado AQUI.

Quem tiver curiosidade em conhecer mais um pouco sobre Toledo e o Hospital, pode espreitar AQUI.

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Quarta-feira, 12 Março

Publicado por Ana G. em Março 11, 2008

No auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e integrado nas Jornadas Multidisciplinares 2008

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Teoria do Amor

Publicado por Ana G. em Março 2, 2008

Love Theory

Fácil, não é?

;)

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Avaliação das disfunções sexuais

Publicado por Ana G. em Janeiro 3, 2008

O Prof. Pedro Nobre, no livro Disfunções Sexuais: Teoria, Investigação e Tratamento (Climepsi Editores), sublinha a importância de um correcto processo de avaliação como critério essencial para o diagnóstico clínico e, consequentemente, para o desenho de uma intervenção terapêutica acertada. Então, devemos ter em conta, sem esquecer nenhum nível, os seguintes passos:

1. Definição correcta da natureza do problema e atribuição de um diagnóstico clínico adequado;

2. Identificação dos factores predisponentes, precipitantes e de manutenção das dificuldades sexuais;

3. Planeamento da intervenção terapêutica;

4. Avaliação dos objectivos do utente ou casal e sua motivação para a mudança;

5. Estabelecimento da relação terapêutica;

6. Estabelecimento de uma baseline (obtida através de instrumentos de medida) pré-tratamento;

7. Apresentação do feedback ao utente

À partida apresentam-se-nos como fáceis de concretizar estes 7 patamares, no entanto surgem problemas de vária ordem quando damos início à abordagem. Variáveis de ordem social, cultural, moral, por exemplo, podem assumir um papel adverso e impedir que o terapeuta e o utente não consigam chegar aos seus objectivos… A sexualidade continua a ser um compartimento que mantém a sua porta fechada a maior parte do tempo :(

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Testes com chip implantado no cérebro

Publicado por Ana G. em Dezembro 28, 2007

‘O físico Stephen Hawking é mundialmente conhecido, tanto pelo seu trabalho de divulgação científica, quanto pela sua capacidade de comunicar, apesar da doença degenerativa que o imobiliza há anos. Na sua última aparição pública, no final do ano passado, comunicava acionando o computador apenas com o movimento dos olhos, o último que lhe resta.
Agora, os deficientes físicos, mesmo aqueles totalmente paralisados, têm uma nova esperança. A FDA, órgão de saúde norte-americano, liberou os primeiros testes clínicos com uma nova tecnologia, que permite que uma pessoa controle um computador por meio de um chip implantado em seu cérebro.
Chamada BrainGate (”portal do cérebro”), a nova interface neural foi projectada para permitir que os deficientes com imobilidade motora possam comunicar, ou mesmo accionar equipamentos por meio de um computador, como telefones, TV, as luzes da casa ou qualquer outro dispositivo que possa ser acoplado ao PC.O chip implantado no cérebro é um sensor do tamanho de um comprimido, que contém centenas de finíssimos eletrodos de ouro. No caso do BrainGate, ele é implantado na área do cérebro responsável pelos movimentos. Mas, noutras aplicações, poderá também ser implantado em outras áreas do cérebro, responsáveis por outros processos corporais.

O princípio de operação por detrás do BrainGate é que, com a função cerebral intacta, os sinais cerebrais são gerados mesmo que eles não sejam enviados ou não cheguem até os braços, mãos e pernas. Os sinais são interpretados e traduzidos em movimentos do cursor na tela, permitindo que, literalmente, o usuário controle o computador com o pensamento.

A empresa fabricante do dispositivo, a Cyberkinetics, anunciou que está aprimorando o sistema para que ele possa controlar diretamente dispositivos robóticos, como uma cadeira de rodas inteligente, sem depender da ligação a um computador externo.

Embora em um futuro ainda mais distante, a empresa afirma também que, potencialmente, seu sistema poderá ser utilizado para restabelecer o movimento de braços e pernas em alguns tipos de deficiência motora.’

VER AQUI

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zileF lataN

Publicado por Ana G. em Dezembro 21, 2007

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NFI – Narrative Form Index – continuação

Publicado por Ana G. em Dezembro 18, 2007

 …

Para utilizar a NFI deve-se começar por anotar as 4 colunas verticais que organizam cada uma das entradas:

 

 Termo  Definição  Esquema  Exemplo
         

Este é o elemento da narrativa que a entrada descreve e que mais tarde resulta numa ‘variável narrativa’ para a análise da matriz.

         

Esta é uma lista das várias características dos termos narrativos, enfatizando as definições mais acessíveis para o investigador.

 

Esta é a codificação da experiência baseada na forma narrativa que permite um modo perceptivo organizado do contexto.

As perguntas esquemáticas desta coluna permitem ao utilizador verificar se os principais critérios foram alcançados e assim se a forma narrativa foi reconhecida cognitiva e objectivamente. Nem todos os critérios devem ser conhecidos para determinar a forma, mas formas mais óbvias conhecerão a maioria dos critérios.

         

Esta coluna promove uma ilustração da forma narrativa, para elucidar a definição e permitir a prática para o investigador, aplicando os critérios.

O NFI inclui 52 formas narratologicas (NS), seguidas de 43 formas contextuais (CS) e 18 elementos holisticos (HS). As 52 formas narratologicas são subcategorizadas adicionalmente por tipo de narrador, tempo, características de espaço ou de situação, forma narrativa e fluxo. As CS incluem subcategorias acerca do modo como as narrativas são moldadas, ambiente de referências e relação. As HS incluem subcategorias de características genéricas e expandidas. 

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NFI – Narrative Form Index

Publicado por Ana G. em Dezembro 10, 2007

NFI – B version – interpretação das narrativas em lesões vértebro-medulares

Aspectos que devem estar presentes no NFI:

  • características do narrador
  • dimensões espaciais e temporais                                
  • qualidades de forma e fluência da narrativa
  • compreensões holísticas e contextuais (aumenta a capacidade de analisar a narrativa)

Para agrupar conceitos a NFI é organizada em 3 sub-índices de narrativas:

  • sub-índice narratológico (NS)
    • formas expressivas, elementos e modelos usados pelos participantes da investigação.
  • sub-índice contextual (CS)
    • capta os elementos contextuais da narrativa para análise considerando como referencial o meio ambiente e os aspectos da narrativa.
  • sub-índice holístico (HS)
    • considera ideologias, temáticas, metáforas ou outras qualidades ambíguas que não podem ser distinguidas como características isoladas. Descreve/avalia as narrativas como um todo, contribuindo assim para a análise da narrativa completa.

 

 

 

Sub-índice narratológico (NS)

 

 Sub-índice contextual (CS)

 

Sub-índice holístico (HS)

 

Narrativa como texto

 

Narrativa como contexto

 

Narrativa completa 

 

Marcas

Modelos

Estruturas

Desenvolvimentos

Tempo e espaço

Autores, etc

 

Ambiente

Interior/exterior

Narrativa

Textos aliados

Referencias

Alusões, etc

 

História

Mensagem

Impressão

Metáforas

Temas

Aparências, etc

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Vidas em jogo

Publicado por Ana G. em Outubro 24, 2007

“Falar de células-tronco é falar de esperança. Já se sabe que são o futuro da medicina regenerativa. Retomo o tema, aqui, no jornal O Estado de S. Paulo, no momento em que dois fatos de suma importância estão prestes a acontecer: o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá o destino das pesquisas brasileiras com células-tronco extraídas de embriões e, nos Estados Unidos, o neurocientista Hans Keirstead, da Universidade da Califórnia, poderá tornar-se o primeiro a testar a terapia com células-tronco embrionárias em seres humanos.
A lei brasileira que autoriza as pesquisas foi aprovada em março de 2005 pelo Congresso Nacional (96% dos senadores e 85% dos deputados federais foram favoráveis), mas foi contestada pela Procuradoria-Geral da República como inconstitucional. O argumento é que fere o direito à vida e à dignidade humana. Afora a polêmica moral – pesquisar as células de um embrião humano é um passo imperdoável para muitos -, ninguém se atreve a negar o potencial extraordinário das células-tronco embrionárias para a cura de doenças genéticas, degenerativas e neurológicas graves e, muitas, fatais.
Enquanto corremos o risco de proibição das pesquisas no Brasil, os laboratórios americanos poderão revolucionar o tratamento e a expectativa de vida para pessoas no mundo todo. Por isso é fundamental que as pessoas compreendam o que é real e o que não é nesta discussão. O Brasil investe pouco em pesquisas nas áreas da saúde e da medicina. Uma conseqüência visível é a luta do governo federal para quebrar as patentes de medicamentos do coquetel antiaids porque eles chegam a custar sete vezes mais para os brasileiros. Vamos continuar sendo espectadores dos avanços da medicina?
Eu defendo as pesquisas. Diferentemente do que se ouve por aí, os cientistas não usam células de fetos abortados nem brincam com vidas humanas em formação. A nossa legislação determina que só podem ser usados os embriões congelados há mais de três anos em clínicas de fertilização assistida. E apenas os que já estavam congelados no momento da aprovação da lei, para coibir a produção comercial de embriões. Além disso, os genitores precisam autorizar a doação, assim como é feito com a doação de órgãos: anônima e voluntariamente.
Não dá para comparar a vida de um embrião congelado há anos (cerca de cem células indiferenciadas, que não serão implantadas num útero materno para se desenvolverem) com a vida de milhões de pessoas em busca de cura. São mães, pais, filhos, amigos, estudantes, profissionais… Gente comum que convive diariamente com o fantasma da morte. Defendo as pesquisas para crianças que nascem com alguma doença genética. A distrofia muscular, por exemplo, que as faz perder os movimentos de maneira irreversível. Não há tratamento para impedir o seu avanço e elas podem não chegar até a adolescência. Ouvi a história de uma menina que pediu à mãe que abrisse um buraco nas suas costas e colocasse uma pilha igual à de suas bonecas. Ela só deseja continuar vivendo, brincando, crescendo. Defendo as pesquisas para quem tem esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que pode matar em menos de dois anos. Quando a pessoa se dá conta de que algo não vai bem e busca diagnóstico, 60% do sistema nervoso já está comprometido. Existem mais outras 450 doenças progressivas e degenerativas como estas.

Somente as células-tronco embrionárias podem tornar realidade tantas esperanças de vida. As células-tronco adultas não servem para essas doenças. Extraídas da medula óssea, do cordão umbilical, da polpa do dente, entre outras possibilidades, e pesquisadas há três décadas, já se sabe que estas têm capacidade limitada. Já as embrionárias podem se transformar em qualquer um dos 216 tipos de tecido do corpo humano – ósseo, muscular, nervoso. Todos. Podem nos fazer entender a formação de doenças e tumores. Podem revolucionar a medicina.
Será que, um dia, as mesmas pessoas que condenam as pesquisas não virão a se beneficiar de seus resultados? Diretamente ou para um ente querido. Hans Keirstead iniciará, em 2008, um estudo destinado a devolver movimentos às pessoas com lesão medular. Ele transformou células-tronco embrionárias num tipo de célula da medula que restaura a transmissão de impulsos nervosos. Injetou-as em ratos e eles voltaram a andar.

Dá muita esperança. Haverá um desejo enorme de se ter acesso a essas terapias. Elas poderão, no entanto, ter um custo alto, já que todas as descobertas serão patenteadas. E o direito à vida e à dignidade dos brasileiros que não puderem pagar por isso? O Brasil financia um estudo com células-tronco adultas para tratamento de cardiopatias graves que envolve 1.200 pacientes em 33 instituições do País. Se os resultados forem positivos, a terapia será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), acessível a todos os cidadãos. O caminho deve ser esse, não podemos esperar a cura vinda de outros países.
Há um longo caminho a ser percorrido até haver terapias com células-tronco embrionárias. Já se pesquisa nos Estados Unidos, em Israel, no Reino Unido, na Austrália, em Singapura, na China, na Coréia do Sul, na Suécia, na Espanha, na Dinamarca e até mesmo no ultraconservador Irão. Nós, no Brasil, começamos as nossas. E queremos o direito de continuar investindo no nosso formidável quadro de cientistas para termos autonomia na promoção da saúde e na manutenção da vida dos brasileiros.”

(Mara Gabrilli, vereadora em São Paulo (PSDB), psicóloga, publicitária e empreendedora social – tetraplégica há 13 anos, devido a um acidente de carro -, foi a primeira titular da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, instituída neste Município em 2005)

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