Depois do Trauma

Ana G.

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Utente do Rovisco Pais vai dar lição de vida “aos normais”

Publicado por Ana G. em Abril 11, 2009

O desafio foi lançado por um jovem de 24 anos, Virgílio Óscar Lachado Ferreira, natural da Lixa, Felgueiras, que há um ano sofreu um acidente de automóvel que o deixou paraplégico. Desde então passa a vida no Centro de Medicina e Reabilitação do Centro – Hospital Rovisco Pais, na Tocha, onde tenta recuperar das lesões vertebro-medulares que lhe paralisaram todo o corpo. Apenas mexe as mãos e o pescoço.
A viver este drama «muito complicado e difícil de aceitar», Virgílio Lachado teve uma ideia que partilhou com a sua médica fisiatra, Armanda Lopes, que achou «maravilhosa».
«A ideia é instituir o “Dia do Tetraplégico” e, nesse dia, desafiar os limites e capacidades das pessoas “normais», revelou à nossa reportagem o utente do Rovisco Pais. E como se testam esses limites e capacidades? «Basta juntarem-se a nós [tetraplégicos], participar numa tarde, numas horas ou até uns minutos que sejam no mínimo diferentes». Até aqui, Virgílio Lachado ainda não tinha desvendado onde queria chegar. Mas explicou: «O desafio é convidar as pessoas a terem a coragem de se sentarem numa cadeira de rodas e tentar viver o nosso mundo por um período», explica. Mas com uma condição: não se podem mexer, «apenas o pescoço e ombros»; só podem sair da cadeira uma vez, em caso de necessidade de usar a casa de banho, e quem conseguir aguentar mais tempo na cadeira cumprindo as regras é o vencedor. O objectivo principal deste desafio, conta, é fazer sentir na pele o que é o dia-a-dia de um tetraplégico e tentar perceber todas as suas dificuldades, limitações «e a quantidade surpreendente de coisas que a gente não consegue fazer».
Este utente do Rovisco Pais, apesar da sua infelicidade, sublinha que o não conseguir andar «é o menos importante da nossa situação». O que é difícil, diz ao DC, «é tudo o resto que é difícil de lidar», ou seja, depender de outros para fazer tudo, «até sacudir uma mosca da cara».
Com o “Dia do Tetraplégico”, quem aceitar o desafio, frisa Virgílio Lachado, vai perceber que «as “mariquices” que a gente pede – que para uma pessoa normal não tem nada de importante – para nós é quase um bem de primeira necessidade». E com esta sensibilização, o jovem paraplégico está convencido que “os outros”, para a próxima, «nos auxiliarão mesmo sem pedirmos, em vez de nos dar uma “fraca resposta” quando precisamos de ajuda para o que quer que seja».

Desafio marcado para terça-feira
Esta ideia de Virgílio Lachada, conforme foi dito, foi partilhada com a médica fisiatra do Rovisco Pais, Armanda Lopes, que desde logo mereceu não só o seu apoio mas igualmente do conselho de administração do Centro de Medicina e Reabilitação, que a adoptou. E para a concretizar foi escolhido o dia 14 de Abril, terça-
-feira próxima, que será denominado como “Dia do Tetra”.
A experiência vai ser levada a cabo por pessoal da unidade de lesões vertebro-medular e ontem já havia meia dúzia de inscrições de voluntários com coragem para se sentarem numa cadeira de rodas e viver o mundo dos tetraplégicos. «No final da experiência, muito mais importante que os prémios, vão guardar uma lição de vida incrível, para além de uma fantástica sensibilização da nossa patologia, e ver em que condições conseguimos sorrir e ser felizes», diz o utente do Rovisco Pais.
Virgílio Lachado falou em prémio que, embora simbólicos, vão existir nesta experiência. Quem conseguir aguentar mais tempo na cadeira cumprindo as regras será o vencedor e, como prémio, terá uma taça, um jantar no restaurante “Panorama” e uma noite no Hotel do Minho; o segundo recebe uma taça e umas armações de óculos; e o terceiro uma taça.

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Publicado por Ana G. em Dezembro 17, 2008

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;)

Publicado por Ana G. em Dezembro 16, 2008

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.

35T3 P3QU3N0 T3XTO
53RV3 4P3N45 P4R4
M05TR4R COMO NO554
C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R
CO1545 1MPR3551ON4ANT35!
R3P4R3 N155O!
NO COM3ÇO 35T4V4
M310 COMPL1C4DO,
M45 N3ST4 L1NH4
SU4 M3NT3 V41
D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453
4UTOM4T1C4M3NT3,
S3M PR3C1S4R P3N54R
MU1TO, C3RTO?
POD3 F1C4R
B3M ORGULHO5O D155O!
SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!

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Gotan Project despedem-se de Portugal

Publicado por Ana G. em Dezembro 12, 2008

Última tournée mundial passa por Lisboa a 20 de Dezembro.
 
Os Gotan Project, uma das mais populares bandas em Portugal nos últimos anos, actuam no Campo Pequeno, em Lisboa, a 20 de Dezembro.

Esta será a última digressão mundial da banda de La Revancha del Tango , passando por França, Inglaterra, Holanda, Espanha e Portugal, garante o comunicado de imprensa.

Os bilhetes, à venda nos locais habituais, custam entre 27,50 euros e 32,50 euros.

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Pedido de colaboração

Publicado por Ana G. em Dezembro 4, 2008

A Glicéria pede a todos os Educadores de Infância portugueses que colaborem no seu Doutoramento, através do preenchimento deste questionário.

Não é a minha área, como sabem, mas é tão importante que nos ajudemos uns aos outros… então, amigos e amigos dos amigos… força!

obrigada.

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Dez para as duas…

Publicado por Ana G. em Novembro 8, 2008

… dizias-me sempre: “Foi às dez para as duas, porque havia uma relógio na maternidade mesmo na parede em frente a mim e eu olhei e vi dez para as duas.”

Combinámos tantas vezes este dia. Até parecia que era um marco qualquer…

Olha, mas estás tão comigo, mas mesmo tão comigo, que até misturo a realidade com a ficção e acredito que daqui a pouco há alí uma cadeira onde te vais sentar para estares com os teus filhos e os teus netos, toda contente.

Até já. E obrigada pela Vida que te devo.

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Bordel para deficientes físicos em construção

Publicado por Ana G. em Novembro 4, 2008

Um bordel projectado para atender deficientes físicos pretende ser o maior e mais luxuoso do género na Holanda. O clube Dutch Desires (ou “Desejos Holandeses”, em Português) está a ser construído no sul do país, na cidade de Heerlen, na mansão Den Struyver, datada do século XVIII.

Depois de reconstruída, a mansão “terá todo o luxo e facilidades que qualquer deficiente físico precisa para sanar as suas necessidades sexuais”, diz a propaganda do projecto. “O que queremos, antes de mais, é acabar com o tabu contra deficientes, só faltava um local apropriado para colocar isso em prática”, explica o gerente, Frans Borkowitz.

O bordel não atenderá apenas clientes com deficiência física, mas terá algumas facilidades para clientes de cadeiras de rodas. Haverá seis quartos com camas adaptadas, portas corrediças, elevador e entrada rebaixada para cadeiras de rodas. No bar, uma parte do balcão do bar será mais baixa do que a altura padrão.

Cerca de 100 prostitutas trabalharão no local. Os serviços de limusina, sauna, cinema, massagem e piscina serão também estendidos aos deficientes físicos.

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Electrodos implantados no cérebro revertem paralisia

Publicado por Ana G. em Novembro 1, 2008

Uma experiência curiosa realizada na Universidade de Washington, em Seattle, pode levar ao surgimento de tratamentos para pacientes que sofreram lesões na medula ou que perderam os movimentos por causa de um derrame. Pela primeira vez, cientistas demonstraram que é possível criar uma conexão artificial directa entre o cérebro e os músculos e, com isso, restaurar movimentos voluntários em macacos que tiveram os braços temporariamente anestesiados. 

Os pesquisadores treinaram macacos da espécie Macaca nemestrina para controlar a actividade de neurónios específicos no córtex cerebral, a área que controla os movimentos voluntários. A actividade neuronal era detectada por meio de um equipamento que faz a conexão entre o cérebro e um computador. Electrodos implantados no córtex cerebral eram conectados ao computador. Enquanto os macacos brincavam com um jogo de computador, a actividade neuronal movimentava um cursor.

Depois que os macacos adquiriram o controlo do cursor, os pesquisadores temporariamente paralisaram os músculos do pulso dos macacos usando um anestésico para bloquear a condução dos impulsos eléctricos nos nervos. Em seguida, converteram a actividade cerebral dos macacos em estímulos eléctricos enviados aos músculos paralisados do pulso. Os macacos continuaram movendo o cursor.

O equipamento utilizado, do tamanho de um telefone celular, interpreta os sinais cerebrais e os converte em impulsos eléctricos que podem estimular a contracção dos músculos. Os músculos que, após a paralisia, perderam o estímulo natural de contracção recuperaram o fluxo de sinais eléctricos enviados pelo cérebro.

O objectivo da técnica, ainda em desenvolvimento, é superar lesões medulares e danos nervosos e permitir que os pacientes possam recuperar o controle de movimentos através do pensamento. Os cientistas acreditam que essa linha de pesquisa possa melhorar dramaticamente a qualidade de vida das vítimas de lesões medulares. Eles imaginam que no futuro essas pessoas poderão segurar uma xícara de café ou até mesmo voltar a andar. Mas a pesquisa deve durar no mínimo mais dez anos. “Técnicas similares podem ser desenvolvidas para estimular músculos paralisados das pernas na tentativa de ajudar pacientes a voltar a andar”, diz o cientista Chet Moritz, da Universidade de Washington, em Seattle.

O trabalho foi divulgado na versão online da revista Nature.

 

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3 semanas depois…

Publicado por Ana G. em Outubro 26, 2008

 

 Um vazio tão grande como o mar…

 

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Agora

Publicado por Ana G. em Outubro 22, 2008

Agora que és leve e tudo podes ver

Que poderás estar onde quiseres

Que és mais livre que o vento

Tu irás voar e ver tudo

Tudo o que não pudeste ver

Nem com o pensamento

Agora

Eu que tanto sonhei levar-te comigo

Realizo esse desejo profundo

Vou mostrar-te tudo o que não viste

Vou mostrar-te o mundo

Agora

Vais ver o mar

As montanhas, as neves altas

O rio ao entardecer

Vais sentir a brisa da tarde

Ver as cascatas

E eu

Com o pensamento

Abrirei asas de falcão

E se não puderes voar

Levar-te-ei pela mão

E será através de mim, do meu coração

Que poderás falar

Dizer o que quiseres

Terás dentro de mim o teu abrigo

O teu lugar de conforto e de alma

Que te dará a paz e a calma

Que precisas de ter sempre contigo!

Isabel Garrett, Out 2008

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Giving (you) a break

Publicado por Ana G. em Julho 13, 2008

Bom, é assim, andava há algum tempo a ‘ruminar’ neste post. Mas pronto, agora é que é…

O meu tempo não está a ir para mais, mas sim para menos. Logo, olho à minha volta e assusta-me a quantidade de tarefas, elaborações, compromissos, idas, vindas, leitura imperativas, reflexões obrigatórias… bem, vocês sabem…

A questão é que andei muito tempo a tentar conciliar uma data de coisas e, sinceramente, as forças têm vindo a diminuir e tive (tenho) que estipular prioridadades. Mas ‘prioridades’ em que é obrigatório dissecar as prioridades, if you know what I mean.

Então, quais são os elos mais fracos? O que não é passível de defesa perante um júri feroz, com vontade de me trucidar (do lat. trucidare: matar cruelmente, com barbaridade; mutilar): enfim, entre outras coisas, o meu blog, o meu querido amigo e já saudoso “Depois do Trauma” :(

That’s it! Vou ‘dar um tempo’ (esta expressão uns dias faz-me sorrir, outros faz-me vomitar de nervos). Mas vou dar um tempo ao meu blog. Achei sempre que nunca iria dizer isto a ninguém. E não disse. Ainda. Digo ao meu blog e a todos os que por aqui passaram e vão passando, um ‘até já’, que é muito mais tranquilo e chique :D

Então, até já ;)

 

P.S. Eu não vou deixar de cá vir nem de responder aos comentários. E o meu e-mail todos sabem qual é.

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Presos em liberdade

Publicado por Ana G. em Maio 13, 2008

Campanha de Sensibilização

Presos em liberdade

Os portadores de Spina Bifida têm em comum o facto de ao nascer, ainda sem consciência do mundo exterior, já serem prisioneiros perpétuos desta malformação.
A missão da ASBIHP é a promoção de qualidade de vida destas pessoas, contribuindo activamente pela libertação enquanto indivíduos e pela valorização enquanto cidadãos.
Apesar de presos podem ser livres.

De 21 Abril a 18 de Maio na TV, rádio, imprensa, mupis/outdoors, internet.

Objectivos da campanha:
• Dar a conhecer a Spina Bifida e Hidrocefalia, as suas consequências e a sua prevenção
• Dar a conhecer a ASBIHP e a sua missão.
• Dar a conhecer casos de sucesso de pessoas com Spina Bifida
• Dar a conhecer a importância que tem o apoio da ASBIHP na vida dos portadores
• Solicitar o contributo das pessoas e das instituições à ASBIHP.

SPOT 1

SPOT 2

SPOT 3

SPOT 4

 

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Apelo

Publicado por Ana G. em Abril 7, 2008

A Associação Académica da Universidade da Beira Interior (AAUBI) vai ter, durante a Semana Académica, um espaço de venda de bebidas, cujo lucro “vai reverter integralmente” para Luís Matos, um jovem de 21 anos da Covilhã que está paralisado da cintura para baixo e que pretende fazer uma viagem a Cuba para realizar testes médicos, contou ao Diário XXI Luís Fernandes, presidente da AAUBI.
“Decidimos que o devíamos apoiar e esta foi a forma que encontrámos”, refere o dirigente estudantil, esclarecendo que “em princípio, será uma barraquinha de shots”, a funcionar durante a Semana Académica que se desenrola a partir de hoje e até sábado, na discoteca “Ora Viva”, na Covilhã. Os fundos angariados serão depositados numa conta bancária criada por Luís Matos (NIB:003508080000706330075).
O caso do jovem covilhanense paralisado desde os 14 anos está a ser divulgado na Internet, no blogue “Rumo a Cuba” (
http://rumoacuba.blogspot.com/), criado pelo próprio, onde Luís Matos explica o seu percurso de vida. Segundo conta, foi-lhe diagnosticada uma lesão medular e dito pelos médicos que nunca mais iria voltar a andar. “Porém, havia algo que não batia certo e, como tal, procuraram-se novas opiniões médicas e outras especialidades”, afirma, no seu blogue. Após uma consulta a um médico cubano, este terá dito a Luís Matos que havia a possibilidade de ter sido mal diagnosticado.
O seu objectivo actual é conseguir ir a Cuba para realizar testes médicos. “São precisos cerca de 3.000 euros e, sinceramente, eu não tenho esse dinheiro. A minha família não tem posses para tal encargo”, explica o jovem.

Diário XXI, 07 de Abril de 2007

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Uma paixão pelas motas

Publicado por Ana G. em Fevereiro 7, 2008

“No dia 9 de Fevereiro de 1997, sofri um acidente de mota que me deixou tetraplégico. Na altura do acidente, numa bela tarde bem proximo do carnaval, e feliz pela passagem “entrada” na brigada aerotransportada independente. “paraquedistas”, resolvi sair depois almoço pra ir ter com uns amigos. acabara d sair quando a 2 km d casa um carro a alta velocidade me levou a frente rapaz esse k nessa noite tivera comigo a beber uns copos inclusive em casa dele….. deixou d ser amigo ….. deixou d me conhecer… nada assumiu e eu sem ter testemunhas d nada….. (….)….. Após o acidente, seguiu-se um período em que fui permanentemente sujeito a exames médicos, hospitais e intervenções cirúrgicas.
Foi-me diagnosticada uma lesão medular a nível C – 6, o que significava que doravante eu seria um tetraplégico. O primeiro confronto com a realidade foi muito dura.
A minha família viveu comigo todos aqueles momentos, de sofrimento, de pânico e angústia. Foi a minha mae que me fortaleceu. Com o decorrer do tempo interrogava-me, “como é que era possível um jovem de 18
 /19 anos que praticava futebol , mais outros desportos,…….todos dias, ficar dependente de outros para quase todas as acções de um dia-a-dia normal?”
“Como conseguiria aceitar a condição de tetraplégico”?
À medida que constatava a realidade da minha situação de dependência física absoluta, também me começava a questionar:
O que fazer agora da minha vida?
Qual o meu futuro daqui por diante?
O que poderei fazer face a esta situação?

As respostas foram surgindo aos poucos. Na vida cada «coisa» tem o seu tempo certo, nós só temos de ter a exacta percepção da maturidade do tempo para realizarmos os nossos objectivos.Ordenei a minha vida por prioridades:Empenhei-me na fisioterapia, para recuperar o maior número de movimentos, disciplina que mantenho até hoje. A fisioterapia ordenada mantém os meus órgãos mais activos, incrementando a minha qualidade de vida.Com o passar do tempo fui ganhando força mental e hoje posso dizer k deixei a cadeira mas faço um grande esforço para poder andar e fazer uma vida normal e independente, …(+)…..Entendi que teria de tentar levar uma vida o mais próxima possível da normalidade.E foi assim, que fui conseguindo encontrar o equilíbrio necessário para continuar a minha caminhada ascendente.

À medida que me ia reencontrando, fui descobrindo que tinha possibilidade de fazer algo que me fizesse sentir mais útil e realizado….. hoje trabalho, vou a concertos, futebol …. mto+…………. sei que estou limitado mas nao deixo d sair por isso ….. sei que a sociedade onde vivemos me ve diferente , ….. mas isso foi ultrapassado…. tambem os amigos k pensava serem amigos tomaram o seu rumo, mas foram aparecendo akeles k hoje vejo nao ser por interesse…..

resumindo isto : a vida continua……a vida continua…….Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez,
é a desilusão de um “quase”.

um até ja….”

SÉRGIO

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Dicas

Publicado por Ana G. em Novembro 22, 2007

A propósito de um artigo que estive a ler, com alternativas para mulheres com dificuldades na sua sexualidade, é interessante deixar aqui algumas dicas para ‘fazer amor sem sexo’. É um desafio que deixo aos Maridos e/ou outros, e digo desafio para não dizer Milagre :D

Ora tentem lá… é que não custa nada, quer dizer, se não querem perder as vossas amadas não custa nada, mas se as quiserem perder mais tarde ou mais cedo, não liguem nenhuma a isto e continuem a ser como são, másculos e distraídos :D

  • dizer-lhe que a quer

  • abraçá-la

  • beijá-la

  • mandar-lhe flores

  • pegar-lhe na mão

  • ter conversas profundas

  • tratá-la com carinho

  • sorrir-lhe

  • escrever-lhe um poema

  • dançar com ela

  • desabafar problemas

  • contar-lhe os seus sentimentos

  • simplesmente estarem juntos

  • levá-la a dar uma volta

  • dizer-lhe que não quero estar com nenhuma outra

  • levá-la a um drive-in

  • perguntar-lhe como se sente

  • solucionar as brigas

  • dizer-lhe que tem orgullo nela

  • gostar dos seus amigos

  • irem juntos a um concerto

  • dar-lhe um presente

  • verem juntos as estrelas

  • partilhar os gostos

  • beijá-la na orelha

  • sussurrar-lhe que a quer

  • tratá-la com carinho

  • recordar-lhe um bom momento

  • visitar a sua família

  • escrever-lhe cartas de amor

  • telefonar-lhe só para dizer ‘olá’

  • enviar-lhe beijos com um sopro

  • dar-lhe uma aliança

  • ira um lugar especial

  • ter um romântico picnic no parque

  • demonstrar-lhe o seu carinho

  • falar acerca dos motivos para terem ou não sexo

  • comprar-lhe coisas bonitas

  • irem nadar juntos

  • passearem juntos

  • ser o seu melhor amigo

  • sentar-se e conversar

  • estarem um ao pé do outro

  • partilharem os pensamentos

  • beijar-lhe o peito

  • cantar-lhe uma canção

  • fazer as coisas que faziam quando se conheceram

  • pedir-lhe para estarem mais tempo juntos

  • ter uma relação estreita

  • ajudar nas tarefas de casa

  • comunicar

  • dizer-lhe que se preocupa com ela

  • acariciá-la

  • defendê-la

  • dizer-lhe que estará sempre alí para ela

  • ser sensível

  • escutar

  • fugir à rotina

  • passear

  • dizer-lhe que gosta da forma como ela o trata

  • respeitar-se mutuamente

  • comprar-lhe algo sentimental

  • nunca abandoná-la

  • cozinhar

  • tocá-la simplesmente

  • deixar-lhe um recadinho de amor no bolso

  • dedicar-lhe uma canção

  • dizer-lhe que a ama em todas as línguas que conhece

  • convidá-la para jantar num restaurante romântico

  • prestar atenção aos seus gostos e manias

  • gravar um coração numa árvore e escrever os dois nomes no centro

  • tratá-la como uma rainha

  • dormirem abraçados

  • confiarem um no outro

  • apoiarem-se mutuamente

  • convidá-la para o cinema

  • cuidar dela se estiver doente

  • ter uma fotografia dela na carteira

  • levá-la a ver o por-do-sol

  • abraçá-la

  • contemplarem juntos a lua

  • ser fiel

  • partilhar os segredos

Maridos e/ou outros: depois contem-me se conseguiram e quais são os resultados ;)

Mulheres: se acontecesse tudo isto era mesmo Natal, hein?! :D

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Mitos

Publicado por Ana G. em Novembro 14, 2007

Em ‘conversas de corredor’ as ideias pré-concebidas acerca da sexualidade dos lesionados vértebro-medulares despacientam-me cada vez mais e confesso, chego a perder a vontade de explicar tudo outra vez. Mas estas pessoas não sabem a diferença entre o sexo e a sexualidade? Refiro-me a profissionais que teriam a obrigação (pela sua proximidade) de conhecer melhor estes meandros que a maioria das restantes pessoas… Pois, mas não, não sabem a diferença e a facilidade de catalogar tudo como idêntico, semelhante ou igual, cria mitos:

  • As pessoas de cadeira de rodas não são atractivas.
  • É uma tragédia estar numa cadeira de rodas, por isso devem ser venerados.
  • Os lesionados vértebro-medulares não podem ter filhos.
  • A lesão medular impede que estas pessoas sintam desejo sexual.
  • A incontinência faz com que o acto sexual seja desagradável e acaba por anular a relação.
  • A pessoa com lesão medular não experimenta orgasmos.
  • A lesão medular pode ser passada aos filhos caso consigam tê-los. 

É preciso sublinhar vezes sem conta que as pessoas com lesão vértebro-medular podem exercer uma sexualidade plena e em harmonia. Educar é urgente e fundamental. Educar socialmente e pessoalmente para que haja um re-descobrir de novos prazeres e desejos, um conhecimento do seu novo corpo. Tudo isto pode ser aproveitado de uma forma apaixonante. É tudo uma questão de atitude!

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Parawalker

Publicado por Ana G. em Outubro 29, 2007

Os indivíduos com paraplegia, com lesões entre T1 e L3, podem caminhar com facilidade utilizando ortóteses específicas para marcha como o Parawalker, aparelho desenvolvido em um centro de pesquisa na Inglaterra e fabricado pela empresa alemã Otto Bock (também com representação em Portugal). Já disponível no Brasil, o aparelho é indicado para pacientes portadores de lesão medular que perderam o controle da musculatura das pernas, quadril e tronco e podem ficar livres da dependência da cadeira de rodas. Segundo a AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente – o Brasil registra 7 mil novos casos novos por ano de traumatismos na coluna resultando em paraplegias e tetraplegias.
O Parawalker é constituído por uma estrutura biomecânica fixada externamente ao corpo do paciente com articulações no joelho e quadril. O equipamento proporciona grande independência aos paraplégicos, que podem andar com o auxílio de canadianas. É um aparelho que anda sozinho, carregando o paciente, sendo que o movimento é realizado por meio de balanço.
O principal objectivo do Parawalker é permitir que o paraplégico deixe de utilizar a cadeira de rodas durante algumas horas do dia. Entre outras vantagens observa-se a diminuição do índice de úlceras de pressão, a redução da deformidade nas articulações, o número de infecções urinárias, uma melhoria na circulação periférica, promoção do funcionamento do intestino, diminuição da osteoporose e melhoria da auto-estima.
Cléber Renato Alves Pereira, de 22 anos, utiliza o equipamento. Vítima de um acidente de moto que o deixou paraplégico em 2001, ele sempre se movimentou com a cadeira de rodas, mas nunca desistiu do sonho de um dia voltar a andar. “É muito bom olhar para as pessoas na mesma altura. O esforço físico que eu faço para andar com o Parawalker é mínimo e os exercícios me dão muito mais disposição”, relata.
O uso do aparelho transforma os pacientes, porque provoca uma mudança de comportamento em pessoas que tinham pouca condição de viver de forma mais independente. Para Wilson Zampini, director geral da Otto Bock do Brasil, o Parawalker é um bom exemplo, que pode contribuir para uma profunda mudança na qualidade de vida dos pacientes que venham a utilizá-lo.

Para ver fotos e vídeo: IPO

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Mudar é Bom.

Publicado por Ana G. em Junho 17, 2007

Não tenho comentários negativos a fazer acerca do Blogspot… até porque não sou uma mulher ingrata :) , porém para o que pretendo fazer em termos de publicações de Doutoramento o WordPress é bastante mais apelativo e contém opções de certa forma mais interessantes. Espero é ter tempo para explorar tudo :)

Portanto, aqui estou eu, num blog que segue dentro de momentos… deixando em aberto o primogénito, para quem quiser passear por lá once in a while…

Até já.

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